quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

União da Ilha tem luta desigual contra escolas que representam cidades, e só poderá superar as diferenças com excelentes sambas

              


  Gostei muito do desfile da União e acho que a colocação final poderia ter sido melhor. Tudo foi quase perfeito e vibrei ao final do desfile. 
Estou surpreso com o penúltimo lugar, sobretudo porque ficamos na frente apenas da Estácio que veio do Grupo A. 
Então o que justifica ter permanecido no Grupo Especial por um triz?
    Faço duas reflexões para tentar entender. Penso que o desequilíbrio financeiro pesa ao competir contra representantes de cidades como, por exemplo, a Grande Rio (Duque de Caxias) e Beija Flor (Nilópolis), cujas escolas recebem, apoio financeiro das respectivas prefeituras além de possuírem patronos fortes.
   Acredito que para ser competitiva e fazer a diferença, a Ilha depende só dela e de uma virtude natural que possui, que é produzir excelentes sambas enredo. Além de fazer um desfile brilhante, como foi o deste ano, é preciso surpreender a Sapucaí com obras primas como “Domingo”, “O Amanhã”, “É Hoje!”, “Festa Profana”, “De Bar em Bar, Didi um Poeta” entre outros. Samba bom faz a diferença e pode equilibrar a competição.  
    A União tem um excelente grupo de compositores que já produziu sambas fantásticos e que podem fazer a diferença e levar a escola aos primeiros lugares. A União encanta por sua força, melodia, criatividade e beleza. Um bom samba puxa a escola pra cima. Imagina um samba bom com Ciça e Ito.

                                                           joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Péssimo serviço das barcas revolta usuários na Ilha do Governador

              
Moradores protestam durante reunião sobre as barcas

   O debate sobre as barcas realizado nesta semana com a presença do Secretário Estadual de Transporte Carlos Osório revelou que, neste ano, pouco deve mudar na operação do sistema de transporte por via marítima, sob responsabilidade da empresa CCR Barcas. Pressionado pelo representativo grupo de moradores, que não suporta mais o péssimo serviço, o secretário prometeu, politicamente, estudar todas as sugestões.
   Qualquer promessa feita durante o encontro deve ser entendida como uma mera boa intenção do governo em estudar a viabilidade das ideias, como é o caso de colocar novamente em funcionamento aEstação na Ribeira e construir outra no Fundão. O fato é que as autoridades não tem forças e coragem para exigir que a empresa ofereça um bom serviço à população apenas na Estação do Cocotá. O que dirá se a CCR vier a operar mais duas outras estações. Além disso, no momento não há barcas disponíveis e nem recursos para comprar novas. E isso é compreensível, diante das prioridades do governo estadual com a área da saúde e salários do funcionalismo. Pezão enfrenta a pior crise financeira de todos os tempos, principalmente em consequência da diminuição drástica dos royalties do petróleo somados a grave crise política e econômica. 
  Não tenho expectativas de mudanças, mas nutro esperanças de que as autoridades assumam um novo papel para melhorar o sistema de mobilidade urbana para acabar com o caos na Ilha e na cidade . Não entendo porque ainda não existe movimento para transformar as águas da Baía de Guanabara no grande polo de integração de transportes aquaviários, ligando cidades e bairros do entorno, onde vivem cerca de 5 milhões de pessoas que sofrem diariamente durante longas e cansativas viagens.  Um absurdo!

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Vans continuam a desrespeitar todas as leis de trânsito na Ilha


Vans estacionam nos pontos para fazer lotação e 
passageiros dos ônibus são obrigados a descer no meio da rua

              O mau serviço de transporte de passageiros prestado pelas vans é recorrente e supera as barreiras do absurdo. O desrespeito às regras de trânsito e o descaso com a segurança dos passageiros coloca em risco os outros veículos e pedestres.
 É “normal” vans circularem com portas abertas, ultrapassando o sinal fechado e até cortando caminho pelas calçadas quase atropelando pedestres. Não há limites para essa desordem que envergonha a Ilha e conta com a omissão ou conivência das autoridades que deveriam estar agindo intensamente na fiscalização.
   O serviço das vans é essencial mas está uma bagunça. Idosos reclamam que a maioria não respeita a gratuidade ou simplesmente proíbem a turma da 3ª idade entrar. No jornal, são inúmeros os casos de leitores que relatam o quanto são reféns das regras fora da lei, impostas pelos motoristas e cobradores.
   Em alguns pontos de ônibus, com grande quantidade de passageiros, o espaço é disputado na força pelos motoristas de vans. É “normal” eles se imporem como donos do pedaço. Estacionam seus veículos até completarem a lotação não importando a demora e a confusão que criam. Aos passageiros que reclamam da demora mandam sair ou ameaçam com palavrões.
   Enquanto isso, os ônibus são obrigados a deixar seus passageiros no meio da rua gerando lentidão no trânsito e coloca pessoas em risco de atropelamento. Não é possível que esse fato seja considerado normal pelos agentes do trânsito cuja competência para gerar multas contra motoristas particulares parece ser a mais eficiente do mundo. 
   É revoltante o caos do nosso sistema de mobilidade urbana. A metade da frota de ônibus que serve a Ilha está em frangalhos, as barcas sexagenárias estão caindo aos pedaços, e a bagunça nas ruas, provocada pelas vans completa o cenário desanimador.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Ilha do Governador e o caos da mobilidade urbana

                O Aeroporto ocupa grande parte do território da Ilha do Governador

          Embora mais da metade do território da Ilha do Governador tenha sido ocupada por diversas unidades militares da Marinha e Aeronáutica e pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, o sistema de mobilidade urbana oferecido aos moradores é um caos. É o tipo de assunto que todos reclamam.
             
  Isso acontece porque o conjunto de sistemas de transporte público funciona mal. Grande parte da frota de ônibus não cumpre horário e os veículos são velhos, trazendo desconforto e insegurança aos passageiros; as barcas, mais velhas que os ônibus, só funcionam na parte da manhã e à noite quando o número de passageiros compensa; já as vans que eram alternativa para transportar passageiros em direção ao Centro da cidade, servem agora para o deslocamento interbairros da Ilha, que é útil, mas operado de modo desorganizado, sem cumprir as rotas estabelecidas e disputando passageiros que embarcam e desembarcam onde querem. Pior, avançam sinais numa demonstração de afronta às leis.  Na moita, kombis ilegais continuam a operar à noite e, é a salvação para muita gente que não liga para a própria vida.
              
             Todos esses problemas de mobilidade urbana terão solução quando, de fato, as autoridades, na área de transporte, estabelecerem critérios sensatos para atender as necessidades da população. Por enquanto não há nenhum movimento nesse sentido. 
            
            Imaginem, caros leitores, se a Ilha, não tivesse abrigado, há mais de 50 anos essas unidades militares que construíram suas sedes no meio da vegetação e promovem atividades permanentes para conservar a flora e a fauna local.  A vista aérea da Ilha do Governador revela a devastação do meio ambiente nas áreas populacionais e a presença do verde somente nessas áreas militares. Hoje a Ilha tem cerca de 300 mil habitantes e poderia ter o dobro sem o aeroporto e os militares. O dobro de problemas também. Acho que a Ilha afundava.

joserichard.ilha@gmail.com

domingo, 10 de janeiro de 2016

LIGHT FECHA LOJA DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO NA ILHA

               É um absurdo que a Light tenha desativado a sua loja que funcionava no Ilha Plaza Shopping. É inacreditável! A empresa que antigamente tinha duas lojas na Ilha, uma no Cacuia, e outra onde hoje funciona o Hortifruti, abandonou a Ilha de vez. Se já não presta um bom serviço no fornecimento de energia elétrica há alguns anos, a medida dá
sinal que as coisas vão piorar para o lado da população da Ilha, também na burocracia da papelada e documentos.
            Sem a loja na Ilha, quem precisar de 2ª via de conta de luz, religação, abertura ou encerramento de contrato, ligação nova, cadastro em débito automático, histórico de consumo, parcelamento de débitos, alteração de dados cadastrais, entre outros serviços, vai ter que se deslocar ao bairro da Penha, no Shopping Leopoldina, localizado na Avenida Bráz de Pina. É um ato intolerável e antipático da Light, sobretudo num momento difícil no qual a população sofre com o desemprego e grandes dificuldades financeiras, e logo após a companhia ter aumentado de modo astronômico as suas tarifas, que quase dobraram de valor.
              A Light explora e tem lucros através da distribuição de energia elétrica, um serviço essencial para a vida de qualquer ser humano. Agora a Light quer também explorar e sacrificar a população da Ilha transferindo sua loja para uma região distante que vai obrigar viagens demoradas, engarrafamentos no trânsito de ruas em obras, perda de tempo e custos que vão pesar mais no bolso da  população.
             A imagem da Light que já era péssima pelas constantes falhas no fornecimento de energia, agora fica muito pior pela medida covarde contra a população que se sente refém e humilhada por essa irresponsabilidade contrária aos interesses da região. 
             Não é justo que isso fique assim!

joserichard.ilha@gmail.com