sexta-feira, 24 de março de 2023

BAÍA DO LIXO | EDIÇÃO 2138 | 24-03-2023


  A diminuição do lixo boiando é importante, pois além contribuir para a despoluição das águas e dar mais segurança na navegabilidade - sobretudo às pequenas embarcações -, melhora também a limpeza das areias das praias na orla da Ilha do Governador e das demais praias banhadas pelas águas da Baía.  

  São milhares de toneladas diárias de lixo carregadas através dos canais do Mangue e do Cunha, além dos trazidos pelos rios e arroios cujas nascentes estão nas cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Niterói, cujos detritos são despejados direto na Baía de Guanabara, poluindo as praias pela ação natural das correntes marítimas e do vento. 

  Infelizmente as medidas para diminuir a poluição ainda são obsoletas ou muito pequenas, e caminhamos para o nada na questão da contaminação e da ameaça à saúde da população. Atualmente, comemorar o Dia da Água não passa de uma mera lembrança sobre o compromisso que a população, e principalmente as autoridades, deveriam ter com ações mais firmes e permanentes. 

  É inaceitável só contemplar nosso mar sem agir. É preciso sublinhar os problemas, sobretudo a questão dessa imensidão de água que nos cerca e encararmos nosso mar como um privilégio da natureza, cuja obrigação natural – de todos nós – é preservar e tratá-lo com muito cuidado.

sexta-feira, 17 de março de 2023

NOVAS ATITUDES PARA UMA ILHA MELHOR | EDIÇÃO 2137 | 17-03-2023


  A Ilha do Governador é uma região cuja prosperidade está nas nossas próprias mãos. Ou seja, a responsabilidade de desenvolvimento para se tornar uma região diferente depende apenas das nossas ações. A Ilha já é diferente das outras regiões da cidade por suas condições geográficas por ser uma ilha, obviamente cercada de água por todos os lados e com uma estrutura diferente, porque não é caminho para veículos se deslocarem para outras partes da cidade.  

  Quem entra na Ilha do Governador, mora por aqui, trabalha na região ou vem tratar algum assunto, visitar um parente ao amigo. Quem chega pela ponte ou pelo mar tem como destino algum motivo neste pedaço de terra abençoado. 

  Volto a afirmar que a região é um futuro polo de desenvolvimento do Estado. Tem ao seu redor separado apenas pelas águas da Baía de Guanabara cinco cidades importantes: Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo, Niterói e a nossa querida Cidade Maravilhosa. A possibilidade de incrementar atividades comerciais através do transporte de mercadorias e passageiros junto com atividades turísticas e esportivas, é um potencial fantástico para geração de negócios e para milhares e milhares de empregos. 

  Inicialmente é preciso uma mudança de atitude na cultura dos moradores e empresários da região para que estimulem o orgulho de ser insulano e pratiquem comportamentos diferentes cobrando das autoridades e vizinhos atitudes exemplos de comportamento, como não jogar lixo nas ruas nem no mar e divulgar isso para clientes e vizinhos. 

   Pra começar, coisas simples como respeitar os sinais de trânsito e cobrar das polícias rigor contra quem passa no sinal vermelho ou anda em motos sem placas, além dos pichadores que emporcalham nossos muros e prédios.

  A Ilha do Governador precisa melhorar a qualidade de vida dos seus moradores se não quiser afundar. E isso começa pela mudança dos nossos próprios hábitos. Uma região limpa e organizada onde seus moradores tomam auto atitudes e constrangem a inércia das autoridades inicia o caminho para a prosperidade.

sexta-feira, 10 de março de 2023

VANS PROVOCAM O CAOS | EDIÇÃO 2136 | 10-03-2023


  É inacreditável o caos que se estabeleceu nas ruas da Ilha do Governador devido ao total desrespeito que vans e motos têm pelos códigos e leis do trânsito.  

  Nas ruas da Ilha, as vans costumam andar em alta velocidade e dificilmente respeitam algum sinal de trânsito. Qualquer lugar é ponto para apanhar ou desembarcar passageiros, causando retenções e prejudicando o fluxo normal nas vias. Em alguns locais, privilegiados pela quantidade de passageiros, as vans resolvem aguardar para completar a lotação, cuja ação é comum se arrastar por muitos minutos, Além de paralisar o trânsito, transtornam a vida dos seus próprios passageiros, provocando sensações de incertezas e medos, em viagens que acabam demorando mais que o previsto. 

  Como nas ruas não existe, há muito tempo, fiscalização para manter a ordem, os problemas nas nossas vias se multiplicam e a solução fica entregue às baratas. Nada acontece! A confusão, coisa que ninguém gosta, virou rotina pelos procedimentos irregulares que esse importantíssimo tipo de transporte causa à população. E viramos reféns! 

  Outro caso sério são as motos que circulam sem placas também em alta velocidade na contramão e, inacreditavelmente, sobre as calçadas da Ilha. É uma grave irregularidade que até pouco tempo não existia, mas que também prosperou pela absoluta falta de fiscalização. A polícia vê e apenas age através de blitz que demoram a se repetir. 

   Como esses problemas no trânsito se arrastam pelo tempo, imagino que não exista planejamento para resolvê-los, nem a solução está entre as prioridades das autoridades. Enquanto isso, a qualidade de vida dos habitantes de todos os bairros da Ilha do Governador despenca vertiginosamente sem a perspectiva de alguma ação para resgatar a normalidade nas ruas. Se alguém não se mexer, vai piorar muito!

sexta-feira, 3 de março de 2023

FORÇA PARA A UNIÃO EM 2024 | EDIÇÃO 2135 | 03-03-2023


  A trajetória da União da Ilha do Governador durante as suas participações nos desfiles de carnaval sempre foram muito boas e geraram expectativas positivas para a escola de samba e para a própria região da Ilha do Governador.  

  Participar da Série Ouro, que não é a passarela da União da Ilha, faz parte de um processo natural para conquistar novamente um lugar de destaque no Grupo Especial. Pode até demorar um pouco mais do que nós insulanos gostaríamos, mas faz parte das injustiças que muitas vezes não entendemos e que somos obrigados a suportar. 

  Este ano a escola fez um ótimo desfile e merecia uma melhor colocação, mesmo disputando com adversárias com muito maior investimento e que também fizeram ótimas apresentações. Os critérios de jurados são pessoais e não acredito no bom senso deles devido as relações de amizade e as fortes influências sugestionadas por um sistema complicado que opera nos bastidores dos desfiles. 

  A sexta colocação obtida neste ano deve servir para provocar em todos nós, que admiramos a União da Ilha, um sentimento de reação positiva para o próximo carnaval. Este passou! Vamos agora reagir de modo mais forte participando mais e sempre unidos, para garantir a vitória no próximo ano, superando todas os obstáculos, sem trégua. 

   Sob a liderança do presidente Ney Filardi, vamos cerrar fileiras para agigantar ainda mais nossa escola e realizar uma fase de preparação que motive todos os insulanos a participarem do desafio de 2024. Com a União da Ilha forte, a nossa região se projeta ainda mais, como já aconteceu em outros desfiles consagradores da escola e dos sambas magníficos que projetaram a Ilha do Governador e contagiaram habitantes de todo Brasil. Vamos lá gente!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

POSSÍVEL RECUPERAÇÃO DO GALEÃO | EDIÇÃO 2134 | 24-02-2023


  Voltaram à pauta, nos três níveis de governo, as discussões sobre a gestão do Aeroporto do Galeão, questão importante para o desenvolvimento econômico da cidade do Rio de Janeiro e principalmente para a região da Ilha do Governador.  

  Com a manifestação da empresa Changi Airport, que é dona da concessão do aeroporto através da RIOgaleão, em continuar na gestão do Tom Jobim abrem-se perspectivas de que o aeroporto inicie um processo de recuperação econômica mais rapidamente. 

  O esvaziamento do Galeão se deveu a diversos fatores, como a pandemia e as gestões incomuns para licitação de concessões separadas do Galeão e Santos Dumont, cuja estratégia foi desvalorizar o Galeão e potencializar o Santos Dumont, colocando os dois aeroportos em conflito comercial. 

  Os prejuízos para o Galeão foram estratosféricos e atingiu a todos: concessionária, empresas instaladas no aeroporto como restaurantes e fast-foods, por exemplo, entre outras, além de milhares de insulanos que perderam seus empregos. O Galeão foi tão desconsiderado, chegando ao ponto da pista principal de pousos e decolagens ser utilizada, no ano passado, para uma corrida de stock-cars devido a inoperância dos aviões. Uma verdadeira humilhação. 

   Todavia, os novos tempos prometem. Uma nuvem de manifestações positivas passa pela renovação da concessão do aeroporto e o tratamento diferenciado para ambos aeroportos. A boa ideia é Galeão operar os voos internacionais, equilibrando com o Santos Dumont os regionais com bom senso e união de esforços para oferecer aos passageiros e companhias aéreas opções. 

  Precisamos resgatar o tempo perdido e o nosso Galeão precisa voltar ao seu movimento normal de mais de 30 milhões de passageiros por ano, contribuindo para o desenvolvimento da nossa cidade e o próprio estado.  

  A recuperação do Galeão é muito importante para a Ilha do Governador, porque além da recuperação de diversos negócios que direta ou indiretamente ao funcionamento do aeroporto. Que o bom senso prevaleça e as ações sejam rápidas.