sexta-feira, 21 de maio de 2010

Terminal Pesqueiro na Ribeira


Finalmente o bom senso prevaleceu e muita gente tomou coragem para se manifestar a favor da construção do Terminal Pesqueiro que será instalado na Ribeira. Confesso que me sentia sozinho defendendo a ideia, e até recebi algumas mensagens pela internet contendo críticas severas.
Agora já tem até um documento favorável ao TPP (sigla do terminal) com dezenas de assinaturas, incluindo a maioria dos presidentes das associações de moradores de comunidades da Ilha. Todos querem o terminal, não apenas pelos benefícios e desenvolvimento para a região, como também pela geração de centenas de novas oportunidades de empregos.
Nunca fui contra aquilo que não conheço. Principalmente se o plano do Ministério da Pesca é construir, dar empregos e movimentar a economia. Muitos novos negócios vão surgir por toda a Ilha, sobretudo na Ribeira e Zumbi, a partir do momento que as obras do terminal começarem. Só vejo vantagens e benefícios para a Ilha.
Os técnicos encarregados de planejar e construir o terminal garantem que os modernos procedimentos e manipulação dos pescados não vão trazer nenhum transtorno ao bairro e ao meio ambiente. E neste aspecto é importante todos estarem atentos para eventuais irregularidades que possam surgir, e denunciar imediatamente ao Ministério da Pesca. Mas, entre os benefícios que o terminal pode trazer é sonhada duplicação da perigosa Estrada do Rio Jequiá.
 
joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O longo caminho para o asfalto liso

Guarabu, Cacuia e Ribeira não entram no Programa Asfalto Liso


Estou bastante preocupado com o prazo que foi divulgado para a conclusão das obras do projeto Asfalto Liso nas principais vias de trânsito da Ilha do Governador. Vinte e seis meses são mais de dois anos de obras para refazer o asfalto em apenas em quatro ou cinco das principais artérias do bairro, mas cuja circulação de veículos é intensa.
Dois outros problemas estão sendo comentados por moradores após a divulgação dessa notícia. A locomoção interna, que já é complicada vai ficar ainda mais difícil diante das necessárias interdições de partes dessas ruas para as obras. E conviver com esses incômodos por tanto tempo é inacreditável. O prazo anunciado deve estar errado. Outra questão que ninguém mais suporta são as centenas de buracos nas ruas intermediárias e que foram desconsideradas nas prioridades da prefeitura. É um absurdo! Todo dia motoristas encontram buracos novos cuja conservação demora muito para ser feita e os sistemas de amortecedores dos veículos não resistem, causando transtornos e prejuízos para os donos dos carros. Há meses buracos persistem e se transformam em crateras, sem que nenhuma medida seja tomada para solucionar esse problema, que é muito sério.
O Projeto Asfalto Liso é uma boa medida. Todavia a prefeitura não pode esquecer das outras ruas só porque não dão visibilidade política. Tratar com atenção e igualmente a todos moradores é uma questão central na democracia e direito de todos. Algumas ruas estão completamente largadas, sem a rotina dos serviços públicos e a atenção que seus moradores merecem. Falta de recursos parece não ser o problema.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Polícia acaba com quadrilha que assaltava no Jardim Guanabara



 
Veículos apreendidos durante operação da maré

A resposta dos órgãos de segurança do estado veio mais rápida do que todos esperavam. E foi fulminante. Depois da publicação na capa da edição da semana passada do Ilha Notícias, de matéria sob o título: “Bandidos ameaçam assaltar todas as casas do Quebra Coco”, e das denúncias de dezenas de outros crimes no Jardim Guanabara feitas por moradores e autoridades da região, o clamor chegou ao conhecimento do governador Sérgio Cabral. Ele agiu imediatamente e solicitou ao seu secretário de segurança, o gaúcho José Mariano Beltrame, uma solução para tranqüilizar a população da Ilha.

Acionadas a PM e a polícia civil, mais de duas centenas de agentes invadiram o quartel general da quadrilha que aterrorizava a Ilha. Os bandidos estavam reunidos perto de um local conhecido como Timbua, no Complexo da Maré. Depois de intensa troca de tiros, diversos criminosos, que faziam parte do bando que agia na Ilha, foram mortos e outros presos. Lá os policiais encontraram dezenas de motos e carros roubados, muitos já com os números dos chassis adulterados.

Beltrame aproveitou o sucesso da operação para anunciar que a sede do Bope vem, em breve, para perto da Ilha e que o estado vai construir de um pórtico de segurança na Estrada do Galeão. Com a quadrilha fora de ação e as novidades anunciadas os moradores, principalmente do Quebra Coco, já podem voltar a viver com mais tranqüilidade.

Obrigado Cabral! Nossa gratidão a toda equipe de segurança. Afinal, agora mais do nunca, a Ilha é do Governador.




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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quebra Coco desprotegido, assaltos constantes



O Comandante do 17º BPM Cel. Silvestre (centro) e o Mj. Balbino em visita a Associação Comercial

A onda de assaltos que assusta os milhares de moradores do Quebra Coco merece, da polícia, providências e atitudes enérgicas. Nunca uma região da Ilha do Governador esteve tão desprotegida como esse bairro. A falta de efetivo é a justificativa verdadeira do 17º BPM, que impede um maior patrulhamento da Polícia Militar. Em visita que fez à Associação Comercial, nesta semana, o Coronel Silvestre nos garantiu que com mais uns 30 homens no batalhão poderia concordar com a instalação de uma cabine policial na esquina da Rua Grão de Areia com a Estrada do Galeão. O engenho, que teria telefone para uso direto das casas em situações de emergência, é a sugestão de um grupo de moradores do Quebra Coco. Embora não seja uma garantia de acabar com os assaltos, a policia admite que a presença de agentes numa cabine poderá inibir a maioria das ações criminosas na região.
Segundo a PM, os marginais que agem no bairro são de fora da Ilha e tem como rota de fuga a Rua Grão de Areia, cujo retorno para a pista de saída Estrada do Galeão é bem próximo. Como não encontra obstáculos, a bandidagem passou a agir diariamente, executando assaltos às residências, roubo de carros e motos, além de sequestros para limpar a conta bancária das vítimas ou pedir resgates. Um verdadeiro terror para os moradores.
Nos próximos dias, o comandante da PM disse que vai conversar com o grupo de moradores do bairro e iniciar os procedimentos para a possível instalação da cabine. Viva!

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cidade da Ilha do Governador

Com a votação, nesta semana, na Assembleia Legislativa de proposta que estabelece a transformação de um pedaço do território de Cabo Frio em uma nova cidade (Tamoios) do Estado do Rio de Janeiro, alguns amigos trouxeram de volta a discussão da Ilha do Governador também tentar emancipar-se. Na verdade, esse tema sempre volta quando a Ilha fica abandonada pelo poder público. Foi assim em 1994, antes que o ex-prefeito Cesar Maia resolvesse investir na região, realizando centenas de obras e criando no Parque Royal, o Favela Bairro, e os projetos Rio Cidade I e II, que alargaram as pistas da Estrada do Galeão e que, mal ou bem, modificaram o trânsito e o paisagismo da entrada da Ilha. A mudança principal foi na Portuguesa, com a instalação de equipamentos urbanos - como as discutíveis geringonças apelidadas pela população de braúlios que pouco funcionaram e atualmente, um deles está depredado, servindo apenas para depósito de objetos de mendigos.
 
É difícil, mas não é tarefa impossível, conseguir transformar a Ilha em um município. Atualmente é muito grande a insatisfação dos moradores com o abandono da região. Hospital sem médicos, buracos nas ruas, falta de iluminação, limpeza e manutenção de praças, passarelas mal conservadas, sistema de transporte tomados pela ilegalidade de kombis e vans, são marcas da falta de atenção dos poderes públicos. Uma consulta plebiscitária aos moradores facilmente apontaria a vontade da população em ter vida política própria e os órgãos da máquina pública instalados na Ilha. Hoje com a atenção da prefeitura voltada para a Zona Sul e Oeste, o bairro está relegado a um segundo plano nas prioridades municipais.
 
Um projeto de 1994, sobre o assunto, está arquivado na Assembleia Legislativa. Basta existir pressão popular e um parlamentar interessado na causa que o assunto poderá ser votado. A Ilha quer mais atenção.

 
joserichard.ilha@gmail.com