sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Papai Noel e paraquedistas na festa de Natal, domingo (19)

 Ninguém pode perder a chegada de Papai Noel de helicóptero que acontece neste domingo à tarde na Portuguesa. É uma das maiores festas, aberta ao público da cidade, e que já se realiza há três décadas, sempre trazendo diversão e alegria para as crianças da Ilha do Governador. O fato de ser um evento que qualquer pessoa, criança ou adulto, pode entrar de graça já é muita coisa nos dias de hoje.
Atualmente, as festas de Natal estão restritas a grupos de funcionários de grandes multinacionais e cada vez mais longe da população mais humilde que muitas vezes não tem motivos nem como comemorar o Natal.
 Até alguns anos a TV Globo realizava uma grandiosa festa de chegada de Papai Noel no Maracanã com a presença de artistas que atraíam mais de cem mil crianças que vibravam, principalmente quando Papai Noel chegava. O evento da Globo deixou de acontecer e imagino que frustrou muita gente, cuja programação da família em dezembro era proporcionar aos filhos e netos a oportunidade de assistir uma grande festa dedicada ao público infantil. Como eu acredito que a figura do bom velhinho pode contribuir para o sonho inocente das crianças, que ficam muito felizes quando o helicóptero sobrevoa as arquibancadas, nunca vou deixar de realizar esse evento. Quero ver adolescentes junto com os pais vibrando com a coragem dos paraquedistas e se emocionando com o Papai Noel. Vamos trabalhar para isso e contar com a ajuda de Deus para que o público da Ilha nunca fique frustrado e possa ter momentos de alegria inesquecíveis.
 Para isso tenho contado sempre com a parceria do amigo Antônio Augusto de Abreu, presidente da Associação Atlética Portuguesa, no estádio em que a festa se realiza. Nunca nesses trinta anos, houve qualquer incidente, é um programa seguro em que as famílias podem comparecer com tranquilidade se divertirem e, com sorte voltar para casa com um bom presente de Natal.

Espero você lá!
 
joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Linha com cerol mata motoqueiro

  Este episódio da morte de um rapaz causada por uma linha de pipa com cerol é um absurdo. Sem dúvidas que soltar pipas é um lazer saudável, que diverte crianças e adultos. É lindo o cenário das comunidades e praças com dezenas de pipas coloridas no ar e a contagiante “briga” para cortar a pipa dos outros. É uma disputa de habilidades que diverte e já inspirou filmes e muitas histórias. Todavia, quando linhas com cerol ficam “a deriva” pelos ares e caem em lugares inesperados - como uma rua - elas podem fazer vítimas fatais. O cerol é simplesmente vidro moído que aplicado com cola na linha, transforma-se numa perigosa arma. É tão trágico o corte no ser humano que quando atinge alguma artéria é difícil a vítima sobreviver.
  Os motociclistas são vítimas potenciais porque o capacete só protege a cabeça e a roupa também deixa vulnerável o pescoço. A cabeça pode ser decepada facilmente como já aconteceu em diversos casos semelhantes ao ocorrido nesta semana no Cocotá. Qualquer pedaço da linha pode ser mortal. O uso do cerol deveria ser proibido, e a polícia ou principalmente a guarda municipal, tinham que reprimir com mais fiscalização na área do Aterro do Cocotá, local onde, nos fins de semana, se concentra uma grande quantidade de pessoas soltando pipas. A vista de todos, alguns preparam suas linhas com o cerol usando os alambrados e brinquedos do parque para esticar a linha e colocando em risco as famílias que passeiam pelo local.
  Se esvaindo em sangue, o rapaz que teve o pescoço cortado no Cocotá foi levado as pressas e socorrido na UPA 24h, que fica perto do local da tragédia, mas ele acabou morrendo. Quem é o responsável pela perda desta vida e a dor da família? Acho que todos nós que assistimos as coisas acontecerem e não tomamos medidas enérgicas para conscientizar, principalmente crianças e jovens, sobre o perigo do cerol. Soltar pipa pode e deve ser incentivado com torneios e campeonatos, mas colocar cerol na linha deve ser combatido até pelos que soltam pipas.
 
 

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Trigésima festa do Papai Noel é dia 19

Com os paraquedistas na festa de 2009

  Rapidamente entramos no mês de dezembro e já faltam só cerca de 20 dias para o Natal. No domingo dia 19, vamos realizar pelo trigésimo ano consecutivo, a maior festa de chegada de Papai Noel à Ilha do Governador. Como sempre o cenário será o belo estádio da Associação Atlética Portuguesa, em cujo campo é montado o palco que vai exibir diversas atrações para alegrar as crianças da Ilha. Papai Noel será a grande atração e chegará de helicóptero, logo depois do show dos paraquedistas nos céus da Ilha.
A festa é tradicional e atrai principalmente as crianças das comunidades da Ilha. A emoção de ver Papai Noel na Portuguesa é a materialização de sonhos, sobretudo para a criançada que tem pouca esperança de ganhar um presente de natal. Infelizmente é real e verdadeira a triste constatação de que, alguns dos nossos vizinhos que moram na Ilha do Governador, ainda não tem condições de dar um presente aos seus filhos. É por essa razão que a chegada de Papai Noel se reveste de emoções. O simples sorriso de uma criança pobre durante a apresentação dos palhaços ou na chegada do Papai Noel de helicóptero tem um extraordinário poder de nos animar e justificar a realização da festa nos últimos 30 anos. Sei de casos, de homens e mulheres, hoje com mais de 40 anos, que começaram a frequentar a festa levados pelos pais e hoje trazem os filhos.
  Um outro ingrediente que anima a criançada e traz muita felicidade a quem ganha é o sorteio de dezenas de bicicletas. Ninguém vai embora até que a última seja sorteada pelo Papai Noel. E quero fazer um apelo a você leitor que eventualmente possa doar uma bicicleta nova e quer fazer uma criança muito feliz. Ligue para a Associação Comercial (2463-7442) e faça uma doação. Experimente a experiência de entregar pessoalmente o prêmio. É incrível a sensação de fazer a felicidade de uma criança.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

População reage contra atos de terrorismo dos bandidos

  Todos nós temos responsabilidades e devemos ter atitudes para livrar a cidade da bandidagem que aterroriza o Rio. Só com a participação e parceria dos cidadãos, os órgãos de segurança sairão vencedores deste confronto que nesta semana trouxe pânico para as ruas. A luta do bem contra o mal será vencida se deixarmos de lado o silêncio e a omissão. É preciso lembrar que se hoje nenhum dos nossos foi vítima, a qualquer momento poderá ser gente da nossa família que contabilizará prejuízos e dor. Vamos nos mexer e manifestar nosso apoio às autoridades.
  Felizmente, até esta quinta (24) a região da Ilha do Governador não tinha registrado nenhuma ação criminosa que pudesse ter relação com a onda de crimes, cuja característica é incendiar carros particulares e ônibus, mudando a rotina da cidade e levando medo à população. Todavia, devemos estar atentos e denunciar qualquer suspeita de ações de bandidos em qualquer parte desta cidade que fazemos parte. Não podemos perder essa guerra, cuja consequência pode ser o retrocesso na ocupação das comunidades hoje pacificadas pelas UPPs, e a volta fulminante dos criminosos contra a população trabalhadora. Ao que parece os bandidos estão encurralados e amontoados nas comunidades que ainda não foram pacificadas e resolveram intimidar a cidade com atos terroristas. Se o momento é de confronto contra criminosos que nos roubam e matam, é preciso que a população se manifeste contra eles. É necessário o apoio de todos para que a polícia aja com firmeza neste momento. Afinal, essa causa não é só da polícia. Essa guerra é nossa e é contra o controle que os bandidos ainda exercem em dezenas de comunidades do Rio de Janeiro, cujos moradores vivem oprimidos. A oportunidade de diminuir o poderio dessas organizações criminosas é agora. É um momento de confronto que precisa de ações contundentes, cuja participação de cada um de nós é importante. As armas que dispomos é denunciar os criminosos e, por outro lado, estimular nossos vizinhos, amigos e cidadãos desta cidade a fazerem manifestações públicas de apoio à ação da polícia. Vamos vencer!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Ilha na rota do crime

  A Ilha do Governador não é mais exclusividade dos criminosos do Complexo da Maré. Policiais bandidos daquela região também resolveram realizar seus delitos na Ilha. A notícia é desesperadora porque a população fica confusa e não sabe mais em quem pode confiar, quando agentes fardados agem sorrateiramente abandonando suas responsabilidades no quartel (22º BPM) que trabalham para deslocar um veículo roubado na Ilha.
  Além de ser ladrão de carros, o PM bandido reagiu atirando contra seus companheiros de farda que perceberam o crime. O bandido acabou morto para sorte da corporação que um dia antes tinha perdido um jovem policial abatido com um tiro na cabeça por um bandido no Centro da cidade. Essa ocorrência do Centro mostra o quanto é perigosa a atividade policial e as surpresas que o mundo do crime revela a cada dia. Um exemplo é o acontecimento desta semana aqui na Ilha: PMs que honram a farda poderiam ter perdido a vida de modo absurdo, pelos tiros disparados por um colega de farda que nada mais era que um criminoso.
  Usar o posto de policial e a farda para roubar torna o crime maior. É muita covardia ter como escudo a autoridade e agir contra seus próprios companheiros da PM. Trata-se de delinquência monstruosa e sem limites. Imagine a vergonha da instituição e dos bons policiais que são a grande maioria da corporação. O próprio comandante geral da corporação coronel Mario Sérgio Duarte disse à imprensa, nesta quinta (18), que estava envergonhado e pediu desculpas à população pelo fato.
É preocupante constatar mais uma vez que a Ilha do Governador é a rota dos bandidos das redondezas. Existem vulnerabilidades que não sei identificar além da falta de policiais no batalhão da Ilha. Há 35 anos eram mais de mil homens no 17º BPM, e hoje a tropa não chega a quatrocentos. Embora a Ilha só tenha uma via para entrar e sair, parece que é isso que motiva a bandidagem. Será? Por que?


joserichard.ilha@gmail.com