segunda-feira, 27 de junho de 2011

Peso dos impostos quase insuportável no Brasil





 Assisti nesta terça à noite, no Jornal da Globo, uma matéria feita com empresários brasileiros que instalaram empresas no Paraguai e que agora exportam a maioria dos seus produtos para o Brasil. Segundo os depoimentos dos entrevistados, a carga tributária para a industrialização de produtos é muito inferior do que a do Brasil, e o custo social dos trabalhadores, incluindo as férias e 13º, soma apenas 30%, enquanto no Brasil vai a mais de 100%. A qualidade das mercadorias produzidas por brasileiros no país vizinho e que levam a etiqueta “made in Paraguay” são de boa qualidade e as vendas para o Brasil tem aumentado de modo significativo, fato que certamente vai estimular mais gente a investir em negócios por lá.

 Apenas para delirar, imagine o leitor, que agora existe a possibilidade do Paraguai se transformar numa nova China ou Coréia para concorrer no mercado nacional com preços muito baratos. Isso vai prejudicar ainda mais a indústria nacional, que pouco poderá fazer para reagir. O sistema tributário e o peso dos impostos é quase insuportável no Brasil, e é um dos mais altos do mundo. Como todo mundo sabe, essa é a razão dos produtos nacionais serem muito caros, e justifica a decisão dos empresários que encontraram oportunidades de negócios no país vizinho. Imagino que os produtos paraguaios terão vantagem até sobre os asiáticos que partem do outro lado do planeta e cujo frete pode fazer diferença no custo final. Para nosso consolo, a turma de empreendedores que está tocando esses projetos no Paraguai é de brasileiros que perceberam uma oportunidade de grandes negócios. Provavelmente eles vão alavancar o desenvolvimento de um país vizinho, cuja desorganização estrutural e a miséria do povo ainda são grandes. Precisamos reagir!

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desordem nas ruas




 O atual sistema de transporte de passageiros através de kombis e vans é uma piada. A desordem que se vê nas ruas da Ilha é constrangedora. Como explicar para crianças e jovens que a educação que recebem em casa e na escola não é praticada pela maioria dos motoristas e cobradores desses veículos? Como convencer os jovens que não é preciso ter medo para não ser conivente com o desrespeito que sofrem os cidadãos, sobretudo os motoristas de automóveis, desta aprazível Ilha? Tudo tem limite. Mas não há proteção para quem estiver disposto a desafiar a rotina de desrespeito imposta por mais de novecentos veículos que diariamente disputam passageiros, quase que no tapa. A maioria não obedece nenhuma regra de trânsito e os sinais fechados são uma roleta russa para os frágeis passageiros. Existem também veículos ilegais que trafegam nas sombras da noite e nos fins de semana para evitar eventual atuação das autoridades.

 Existem pontos, como o do supermercado Mundial no Cacuia, do Bradesco no Cocotá e no final da Rua República Árabe da Síria, onde o tumulto provocado pela maioria desses veículos é uma vergonha. Nos três locais nunca vi um PM para impor a ordem. É inacreditável que isso ainda aconteça na cidade do Rio de Janeiro às vésperas de dois grandes eventos esportivos mundiais. Os ônibus e seus passageiros são praticamente ameaçados quando buscam estacionar nos pontos totalmente ocupados, muitas vezes em filas triplas, por vans e kombis. A irritação dos motoristas de automóveis e de ônibus chegou ao limite do estresse e da humilhação. Pretender o diálogo para melhorar o sistema parece missão impossível. Mas eu acredito!


joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inúmeros problemas na gestão do Ministério da Educação

    


 Neste espaço gosto de falar de temas que dizem respeito à nossa Ilha, todavia, vez por outra, comento sobre assuntos nacionais que acabam mexendo com a vida de todos nós. Tenho certeza que incomoda muito ao povo brasileiro os resultados da gestão do Ministério da Educação. Na cesta de problemas que vieram ao conhecimento público nos últimos meses estão a falta de fiscalização e fraudes nas provas do Enem; a produção de cartilhas que estimulam os adolescentes a serem bi-sexuais; e agora manuais com diversos exercícios de matemática absurdamente errados - como a conta de subtração (10-4) cujo resultado foi 7. Esses três problemas trouxeram prejuízos incalculáveis para os cofres públicos, seja pelo dinheiro gasto com a produção gráfica e correção dos materiais do Enem e dos filmes para o kit homofóbico; como as cartilhas que ensinam de modo errado a somar e subtrair.

    É uma surpresa que o congresso e a oposição não peçam a substituição do Ministro Haddad, cujo desempenho à frente de um dos mais importantes ministérios tem sido de certo modo sofrível. Certamente, ele só é mantido no cargo porque seus padrinhos são fortes e as graves consequências dos erros do seu ministério não respingaram nos interesses de políticos. Prejudicar estudantes e ensinar errado parece não ser uma coisa muito grave no Brasil de hoje. Parece natural que os imensos prejuízos decorrentes dessas ações equivocadas sejam debitados na conta da viúva, enquanto professores são mal pagos e sobrevivem com salários ridículos. O episódio com o demissionário Ministro Palocci, que faturou mais de 20 milhões fazendo consultorias milionárias, é um escândalo menor se comparado ao prejuízo que a gestão do ministro Haddad já deu na educação. O incrível é que não há requerimento de CPI na Câmara dos Deputados, ninguém chia, e o Brasil vai formando pessoas com falhas na educação e conhecimentos duvidosos. Releia o poema “Tenho pena de mim” de Ruy Barbosa para ter certeza do que falo.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vivendo aos 100 anos



O aniversário da dona Emília que completa 100 anos de vida no próximo dia 8 deve ser comemorado por todos nós. É flagrante que a cada dia está maior o número de pessoas que ultrapassa o centenário com saúde e lucidez. O vertiginoso avanço da ciência e a alimentação mais saudável tem ajudado aqueles que são abençoados por Deus como a vó Emília. Cabe cumprimentar a família que a cerca de carinho e admiração. 


Provavelmente este seja outro motivo da longevidade da matriarca. Embora quem tem a cabeça no lugar e respeita o próximo não admita outro tipo de tratamento com uma pessoa idosa, é incrível a quantidade de casos cujos pais e avós são literalmente abandonados pela família e passam a viver de favores, mendigando agasalhos e comida. Nas comunidades estão os casos mais deprimentes. Eles sofrem junto com outras pessoas, cuja deficiência física necessita do amparo de alguém para se movimentar. É muito triste!


Por outro lado, embora a vida esteja dura e com poucas perspectivas profissionais para quem passa dos 50 anos, é no exemplo de dona Emília que devemos projetar nosso futuro e lutar muito. A vitalidade está nas caminhadas - como ela ensina -, que fazem bem ao corpo e sobretudo à mente. Cinquenta anos é só a metade do caminho e a consciência disso ajuda a revitalizar forças e sonhos. Tenho dó daqueles que ao chegar a essa idade colocam na cabeça que a aposentadoria é uma prioridade para garantir o futuro. Bobagem! Isso é coisa do século passado quando, por exemplo, muitas mulheres eram obrigadas a serem apenas donas de casa e logo se desinteressavam pela vida, acumulando peso e angústias, sem ter com o que sonhar. O mundo mudou e exige muita atividade de todos para garantir disposição e aproveitar as diversões e programas que estão disponíveis para todas as idades.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Novo Código Florestal e o futuro do planeta

 A Câmara Federal aprovou nesta terça (24), o projeto do novo Código Florestal que se for confirmado pelo Senado e não sofrer vetos da presidente não pune – pelo menos com o replantio – aqueles que já desmataram criminosamente nossas matas e florestas. Ainda não caiu a ficha na consciência das autoridades que provocar a natureza não é um bom negócio. Sobretudo quando o futuro do planeta está em jogo. Torço que o Senado seja austero na preservação ambiental, não dando flexibilidade alguma para quem provoca queimadas e desmatamentos. Não sou ambientalista, mas vejo assustado cidades desmoronando sob a fúria de tsunamis, enchentes e tornados em todos os continentes. Será que os recados pré-apocalípticos não estão servindo para nada?

 Infelizmente, o problema da irresponsabilidade ambiental atinge todos os países. Um exemplo é o aquecimento global, cujas consequências estão modificando o clima em todo planeta e acelerando o degelo da calota polar. Neste caso, agindo como inconsequentes algumas nações já planejam ocupar essas terras para explorar novas jazidas de petróleo e vão acabar por tornar a área inóspita. Com as ações nos campos de exploração do ouro negro e a queima dos excessos dos gases que se desprendem dos poços, a região nunca mais será a mesma. Com isso a natureza fica sem chances de um dia regenerar o gelo na região. A escassez e o fim do petróleo é uma realidade. As reservas mundiais, segundo os especialistas, duram só mais três décadas, considerando o assustador aumento do consumo em todo mundo, sobretudo na China. Entretanto, nada justifica ir para a Groelândia para destruí-la.
 É natural que o planeta reaja. Todavia, as coisas estão descontroladas e as previsões que estimavam acontecimentos catastróficos, na natureza, para daqui a 20, 30 anos, estavam furadas. Já começou a acontecer. Não podemos calar e aceitar que por interesses financeiros, ou de poder, a humanidade seja destruída sem dar chances de vida às próximas gerações. Confesso que tenho medo das tragédias que podem acontecer a qualquer momento em qualquer ponto do planeta. Para ter certeza que o mundo está reagindo assista uma semana de programação nas redes de TV e reflita.



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