sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Na Ilha do Governador é muito ruim o transporte de passageiros feito por vans, ônibus e barcas


            A fragilidade dos serviços públicos na região da Ilha do Governador espanta por diversas razões, especialmente pela proximidade do centro do Rio de Janeiro, a segunda mais importante cidade brasileira e umas das mais modernas do mundo.
             A maior parte do transporte público é feito por muitos ônibus velhos sem que existam gestos de respeito e valor como merecem os passageiros. É insuficiente a quantidade de ônibus operando nas linhas e os horários são estabelecidos conforme os interesses de faturamento das empresas. É crítico e desumano o abandono de Tubiacanga com quase nenhum ônibus circulando por lá. Os ônibus já atendem mal há bastante tempo e, neste vácuo, nasceram as linhas de vans para atender à população naqueles horários que os ônibus são recolhidos às garagens. Provavelmente para evitar o pagamento de horas extras. Hoje, as vans atropelaram a ideia inicial de apenas cobrir os horários considerados ruins e disputam passageiros com as empresas de ônibus. 
             É precário o transporte de passageiros na Ilha. Os ônibus atendem mal e as vans pior ainda. Conduzem passageiros sem cintos de segurança, circulam em alta velocidade, não respeitam a sinalização de trânsito e os itinerários e embarcam passageiros em qualquer lugar, colocando em perigo os pedestres e outros veículos. 
             Já, a fragilidade do serviço de barcas é histórica. Nenhuma ação é executada ou planejada para corrigir as falhas, fato que afronta os passageiros. Os horários não são obedecidos e as viagens entre o Cocotá e a Praça XV, às vezes se transformam em verdadeiras aventuras. Em todos os aspectos, a área de transportes de passageiros da Ilha do Governador está abandonada e sem rumo. Falta fiscalização, pulso, regras claras e disciplina à altura da importância da cidade do Rio de Janeiro. 


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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

É absurdo prorrogar a exigência de itens de segurança nos automóveis

            

Air bag é um dos mais impoprtantes itens de segurança

            Estou intrigado com as declarações feitas pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega que, nesta quinta (12), deu entrevista à imprensa sobre a sua decisão de prorrogar por mais um ou dois anos a fabricação de automóveis sem Air Bags e freios tipo ABS. Segundo a entidade que representa as montadoras de carros, a partir de janeiro, a norma seria cumprida integralmente por todos os fabricantes sem necessidade de nenhuma prorrogação. Há três anos que as empresas se preparam para só colocar no mercado carros com esses dois importantes itens de segurança. Desde 2010, que a medida vem sendo exigida e implantada de modo gradual.
            A justificativa dada pelo ministro é de que os novos carros equipados com Air Bags e ABS podem ficar mais caros em pouco mais de mil reais. O argumento de Mantega contraria todos os princípios e esforços que estão sendo feitos no Brasil para que as pessoas tenham mais segurança nos veículos. No mundo inteiro, há muitos anos, só são vendidos automóveis que ofereçam aos consumidores condições máximas de segurança. A vida é uma questão de prioridade e diminuir a gravidade de ferimentos nos acidentes pode significar que muitas vidas possam ser salvas. Com os freios tipo ABS, o carro freia mais rápido e possuí um sistema que permite maior aderência mesmo em pistas molhadas, possibilitando manobras que podem evitar desastres em condições inesperadas. 
             O governo agiu certo em 2010 quando criou regras e prazos para a adaptação gradual que deveria atingir 100% dos veículos após três anos de exigências progressivas. Agora é um absurdo tomar uma medida contrária, apenas porque o ministro acredita que as vendas de veículos possam afetar o caixa do governo. É triste constatar que é zero, o valor que o ministro da à segurança dos brasileiros que andam de carro. 


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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mensalão acha cadeia ruim

            
            A cada dia surgem novidades inacreditáveis no Complexo Penitenciário da Papuda, cadeia que mantêm presos os condenados pelo mensalão. Os presidiários de primeiro escalão utilizam todos os argumentos e subterfúgios possíveis para não cumprir as penas atrás das grades.
            O ex-presidente do PT, José Genuíno, por exemplo, alegou fragilidade na saúde para ganhar prisão domiciliar, mas duas juntas médicas constataram que sua saúde é normal e que a prisão, neste momento, não é uma ameaça de morte. Ainda assim, por bom senso a justiça permitiu que ele permaneça mais alguns dias em casa.
            O caso de outro ex-presidente do PT, José Dirceu, mete medo, pela complexidade daquilo que está por trás da organização que generosamente lhe ofereceu emprego para justificar a prisão pelo sistema semiaberto.
            Acho natural que eles lutem para se livrar das prisões, embora, nos últimos sete anos tenham esgotado todos os recursos legais para não serem condenados pelo STF. Todavia, usar métodos suspeitos para ganhar benefícios no cumprimento da pena tira qualquer vestígio de valor pessoal que ainda lhes restam. E, fazer-se de prisioneiro político é demais. O governo que estava no poder quando cometeram os crimes de posse do dinheiro público é o mesmo de agora. Se eles foram usados pelo sistema ou, se a apropriação de valores públicos era uma prática comum para eles, não justifica se pronunciarem agora como inocentes.
            Cumprir a pena com dignidade seria uma demonstração de firmeza de caráter e coragem. A história os julgará. O que algumas organizações querem é lhes dar status de mártires.

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Revitalização do Galeão vai ajudar desenvolvimento da Ilha do Governador



            Novas e excelentes oportunidades vão surgir para trabalhadores e empreendedores da Ilha do Governador com a privatização do Aeroporto do Galeão. O consórcio vencedor será comandado pelo executivo carioca Luiz Rocha, cuja experiência internacional em desenvolvimento de aeroportos é extraordinária e o credencia para operar com sucesso a transformação das ridículas instalações do Galeão em um complexo aeroviário moderno e funcional. Esse fato traz segurança ao mercado e estimula empreendedores a também fazer parte dessa mudança, participando e investindo. O parceiro da Odebrecht TransPort , no consórcio, é o Changi, de Cingapura, grupo sólido que está presente na gestão de outros 40 aeroportos do planeta. Experiência e competência. Ingredientes que faltam à Infraero.
             Com a privatização do aeroporto, a Ilha do Governador vai receber muitos investimentos e obras para a modernização e expansão das instalações aeroportuárias. Além das empresas que buscarão se instalar em áreas próximas do aeroporto para atender o novo cenário de desenvolvimento, milhares de trabalhadores serão contratados para dar conta das obras de expansão, revitalizando o mercado imobiliário da região. O projeto inicial do concessionário prevê, por exemplo, aumentar em seis vezes a área comercial e de alimentação, que acumula prejuízos há décadas e sofre pressões dos interesses que comandaram o Galeão nos últimos tempos. Em maio, os novos gestores assumem e acaba o pesadelo. 
             Ter investimentos no aeroporto será um excelente negócio para quem acredita nos cálculos do consórcio que prevê dobrar o número de passageiros nos próximos cinco anos, e chegar aos 60 milhões em quinze anos. As prioridades para 2014 são claras: ampliar e dar segurança aos estacionamentos, banheiros limpos, wi-fi, escadas rolantes, esteiras, atendimento rápido, elevadores funcionando e novas pontes de embarque.

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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cães e gatos para adoção, uma responsabilidade nova



           A feira de adoção de animais é uma excelente iniciativa dos alunos de Direito da Faculdade Cenecista. A ideia do grupo é colocar ao alcance das pessoas que pretendem criar um animalzinho, a certeza de que o bicho está livre para ganhar uma casa, com a vantagem de um atestado de saúde. O afeto da maioria dos seres humanos com os animais sempre existiu e vem crescendo a cada dia. Cachorros e gatos têm a preferência para adoção e ocupam importante atenção nas famílias cujas condições materiais e de tempo permitem assumir a responsabilidade de tratar da saúde e dar afeto ao animal. 
            Entretanto, ainda é grande o número de pessoas que resolvem adotar um animal recém-nascido por mero divertimento. Depois que eles crescem são abandonados nas ruas e centenas deles são vítimas de atropelamentos e maus tratos. Poucos resistem sem uma casa e proteção.  No interior ainda são criados cães e gatos cujas funções são proteger as casas e manter os roedores afastados. Esses vivem fora de casa e resistem às dificuldades, sobrevivendo às condições adversas impostas pela própria natureza. 
            Nas cidades, esses animais ganharam espaço dentro das casas, fazem companhia às pessoas solitárias, e sobretudo, dão alegria a toda família. A fuga de um desses animais transtorna a vida de seus donos que entram em desespero enquanto não os encontram, tal o amor que dedicam e ganham do animalzinho. A importância de adotar e manter um desses animais é saber que serão criados laços de amizade eternos e que podem transformar o ambiente de uma casa. A feira de adoção do Lemos pode ser o início de uma nova e fantástica maneira de conviver com animais para muitas famílias. Vale a pena pensar no assunto.

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