terça-feira, 12 de abril de 2016

O Brasil não tem produzido líderes à altura da sua grandiosidade


               
  Quanto mais observo na imprensa os movimentos políticos dessa questão do pedido de impeachment da presidente Dilma - fato que paralisou o Brasil -, mais fico confuso e perplexo com o comportamento de algumas pessoas que ocupam cargos importantes e que deveriam ter talento para expor e defender as suas ideias de modo intenso, sem expor o ódio que nutrem por seus fracassos. 
 Com essas performances e estratégias com baixo conteúdo de ideias, pode-se entender porque o desenvolvimento do Brasil parou e o desemprego aumenta a cada dia. A luta pelo poder torna muita gente insegura, irracional ao ponto de não perceber que estão causando sofrimento e prejuízos à maioria dos brasileiros.
  O fracasso da solução política, seja ela qual for, é resultado da absoluta falta de escrúpulos de alguns com o país e seu povo. Enquanto nada é resolvido, a nação se dilacera em pedaços e os dias se prolongam tendo como refém a maioria da população que sofre silenciosamente em suas casas, acreditando que o dia seguinte será melhor. Mas, pelo contrário, na realidade, há seis meses, cada dia tem sido pior. Essa agonia de escândalos não acaba nunca e não surgem heróis, só oportunistas.
   O Brasil não prooduz mais líderes à altura da sua grandiosidade e do coração esperançoso do seu povo. A história conta outras crises que provocaram mudanças e tiveram a participação de homens de coragem, cuja ação fez o povo respeitá-los pelas mudanças que suas atitudes provocaram. Hoje, os protagonistas do palco político parecem apenas preocupados em agarrar-se ao poder e agem de modo fisiológico para benefício dos seus próprios interesses, enquanto o povo agoniza sem esperanças. 
   Clamo a Deus para que salve o Brasil!


joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 24 de março de 2016

Hospital Evandro Freira está recebendo pacientes de toda cidade e de outros municípios


Nos últimos dias, o Hospital Evandro Freire passou a atender 
o dobro de pacientes planejado para sua estrutura 

   Costumo elogiar coisas boas para que sirvam de modelo e exemplo para outros cidadãos e, também, para reconhecer o mérito de quem  trabalha bem. Acho que serve de estímulo para que continuem  nesse caminho. Elogiar faz bem para a alma, sobretudo quando a gente tem a certeza que  o mérito é merecido.
  É o caso do Hospital Municipal Evandro Freire que completou três anos de existência em fevereiro, e a população da Ilha só tem motivos para comemorar. Diferente dos outros hospitais públicos da cidade, o nosso Evandro, desde que inaugurou tem sido modelo no atendimento da população. Conheço muita gente, que  foi paciente, teve familiar ou amigo atendido no hospital, que faz elogios rasgados à equipe de médicos e funcionários.
  Não sei quantas vidas foram salvas nesse nosso hospital, mas com certeza a dor de milhares de pacientes foi curada pelo carinho e conhecimento médico dos profissionais do Evandro. Fui lá algumas vezes nesses três anos e sempre me chamou a atenção a limpeza e organização das instalações, fruto certamente da gestão competente da equipe que comanda o hospital. Parabéns a essa turma.
  Agora, entretanto, começo a ficar preocupado. É que diante da crise na área da saúde pública, o Evandro Freire passou, nos últimos dias, a receber quase o dobro de ambulâncias com pacientes graves trazidos de todas as partes da cidade e de municípios vizinhos, principalmente de Duque de Caxias e São João de Meriti.
   A estrutura do hospital, que agora passou a atender quase 12 mil pacientes, não vai aguentar. O excesso de doentes encaminhados de outras regiões pode acabar com o padrão de excelência do nosso hospital que é orgulho para todos insulanos. Algo precisa ser feito.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 18 de março de 2016

Crise moral afeta economia e o povo brasileiro é quem sofre

   Está insuportável essa avalanche de más notícias envolvendo autoridades e grandes empresas em ações criminosas e propinas. O despreparo na gestão do país nos leva ao caos econômico e a índices recordes de desempregos, colocando milhões de famílias em situação de absoluto desespero. O momento é tão grave de incompetência que simples ações burocráticas são confusas e desconexas, como o de ministros demitidos após poucos dias no exercício do cargo, pela ilegalidade do ato, como foi o caso do ministro da justiça, nesta semana que passou. É uma vergonha!  
  A confusão que reina em Brasília, reflete no Brasil, prejudicando todas as atividades produtivas e confundindo as expectativas de jovens que não conseguem projetar suas carreiras diante de denúncias e delações em cascata. Quem está no poder parece estar sem rumo e desconhece a responsabilidade que deveria ter com a vida de mais de 200 milhões de brasileiros, povo alegre e criativo que está atônito.
  A perplexidade dos brasileiros está registrada nos protestos de indignação e nos panelaços de revolta. São atos contra a burrice das autoridades cujos prejuízos atingem fortemente a população. O cidadão brasileiro defende a constituição mas sente falta de instrumentos legais que o protejam de toda confusão gerada pelos atos que afetam gravemente a vida de cada um.
  As prisões de Curitiba estão lotadas de políticos e empresários graúdos todos suspeitos ou condenados por crimes de corrupção, cujo mérito é do juiz Sérgio Moro e da sua equipe. A crise política e econômica é de fato uma crise moral sem precedentes. O Brasil e seu povo não mereciam.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 11 de março de 2016

Vans provocam caos no trânsito e autoridades se omitem

Na esquina das ruas República Árabe da Síria e Colina 
a fila de Vans impede o estacionamento dos ônibus
  
 Há algum tempo que estou preocupado com a falta de ação das autoridades para acabar com a bagunça existente em alguns pontos escolhidos pelas vans para estacionar a espera de passageiros.  A omissão policial para manter a ordem no trânsito prejudica a população e permite o abuso das vans que ganham espaço como donas desses locais, trazendo transtornos aos demais motoristas.
 Um exemplo da desordem acontece em frente ao Ilha Plaza Shopping nos horários de maior movimento quando pedestres e outros veículos sofrem com os abusos de quem manda no pedaço. O constrangimento provocado pela intimidação das vans humilha e amedronta pessoas e os demais motoristas que passam pelo local.
  A desordem é semelhante no ponto de ônibus localizado na esquina das ruas Colina com República Árabe da Síria. Sempre nos finais de tarde as vans disputam passageiros no grito, enquanto as pessoas que preferem os ônibus são, muitas vezes, obrigados a embarcar nos coletivos que param em fila dupla no ponto que está sempre ocupado por vans que, arbitrariamente, só se movimentam após completar a lotação. É uma afronta aos direitos dos cidadãos cuja escolha da condução deveria ter a proteção e segurança das autoridades policiais.
  Em frente ao supermercado Mundial no Cacuia e, em mais alguns locais da Ilha, os pontos de ônibus pertencem às vans nos horário de movimento e dane-se o passageiro que prefere o ônibus. Para os próprios passageiros das vans ficar aguardando a lotação do veículo é uma perda de tempo inconveniente e desrespeitosa.  
  Até quando a população vai ter que sofrer esse vexame é uma pergunta que fica às autoridades públicas que, das duas uma: ou são coniventes com as irregularidades, ou incompetentes mesmo. O problema está à vista de todos.


joserichard.ilha@gmail.com

sábado, 5 de março de 2016

Ilha corre o risco do aumento da criminalidade

              
Tropa no batalhão da Ilha é 3 vezes menor que há 45 anos
  
  A questão do aumento de crimes na Ilha do Governador é um problema grave que a sociedade não pode se esquivar. A sensação de segurança quando atravessamos a ponte não pode ser jogada no lixo. Certamente foi uma conquista difícil e lembro a época da década de 70 quando a PM contava com a ajuda da Polícia da Aeronáutica que se intrometia em ajudar a proteger a população.
  Lembro ainda que no início dessa mesma década, quando foi instalado o 17º Batalhão de Polícia Militar, o contingente de PMs era de 1.100, número estabelecido pelas autoridades de segurança da época, como necessário para garantir a população da época que era de aproximadamente 120 mil pessoas. Ou seja, para cada policial havia cerca de 110 pessoas. Não sei quem decidiu sobre essa proporção, mas devia ser correta, pois a Ilha era um bairro muito tranquilo.
  Com o tempo a população cresceu muito e já somos quase 300 mil pessoas. Todavia a quantidade de PMs não aumentou na mesma proporção mas deveria ser de 2750 policiais. Todavia a mudança foi inversamente proporcional e, hoje, a Ilha conta com pouco mais de 300 policiais que se dividem em 3 turnos para garantir a nossa segurança. Além disso, com o fim da ditadura, há muito tempo, a Ilha deixou de contar com a ajuda da PA, instituição que atualmente mal suporta proteger as suas próprias unidades. Hoje cada PM tem, proporcionalmente, sob sua responsabilidade cerca de mil pessoas. É impossível trabalhar assim.
  A equipe de policiais do 17º BPM é boa e trabalha com seriedade, mas é impossível ter a mesma eficiência no patrulhamento como era há 45 anos. Corre risco a nossa agradável sensação de segurança que ainda hoje desfrutamos. Um sintoma é a quantidade de motos irregulares circulando à vontade. 
  
                                                            joserichard.ilha@gmail.com