sexta-feira, 29 de julho de 2016

AS OLIMPÍADAS DO RIO E A EXPECTATIVA DOS MORADORES DA ILHA DO GOVERNADOR


  A Ilha do Governador é de fato a principal porta de entrada das delegações dos 206 países que vão participar a partir do dia 5 das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Entretanto o legado para a Ilha, que não vai sediar nenhuma disputa olímpica, é unicamente o novo aeroporto cujas reformas e obras de expansão tornaram as instalações muito melhores e modernas. 
  O trecho do BRT que vai do Fundão até o Galeão, também foi uma obra olímpica mas causou frustração aos moradores da Ilha que esperavam um acesso na Estrada do Galeão. A moderna ponte construída para uso exclusivo dos ônibus do BRT não serve à comunidade insulana e só vai justificar o alto investimento, depois que as autoridades construírem uma estação em frente à Base Aérea do Galeão, onde existe uma área ampla suficiente para a Estação Ilha e os ônibus circulares entre todos os bairros da Ilha que alimentariam o BRT. 
  Agora, momentos antes do início dos Jogos Olímpicos, é obrigação de todos torcer para que tudo dê certo e a cidade realize a melhor olimpíada de todos os tempos. O Brasil precisa. A verdade é que a cidade, no seu conjunto, deu um salto de modernidade e evoluiu consideravelmente no aspecto urbanístico, principalmente no Centro e na Zona Oeste.
  Nossa expectativa positiva é que, passados os jogos, os olhares das autoridades se voltem também para a Ilha que carece, principalmente, de um sistema de mobilidade urbana que não deixe ilhado o morador da Ilha. A população sofre com um sistema de barcas ineficiente e vans que não obedecem as leis do trânsito, não aceitam o Riocard, constrangem idosos e colocam em risco seus passageiros. Enfim, provocam uma zona no trânsito.
  Eu tenho esperanças otimistas.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A ILHA TEM EXCELENTES LOCAIS PARA CAMINHADAS. MAS CICLISTAS CORREM RISCOS NAS CICLOVIAS


A Orla do Corredor Esportivo com cerca de um quilômetro de 
extensão é um dos locais preferidos para caminhadas

 A Ilha do Governador é um local privilegiado para quem gosta de fazer caminhadas diárias ou dar aquela corridinha para manter o corpo saudável e o peso dentro dos critérios recomendados pelos médicos. Alguns locais apresentam paisagens extraordinárias, principalmente na orla, cujas opções costumam oferecer certa segurança aos praticantes.
  No Corredor Esportivo a pista destinada aos exercícios oferece uma linda paisagem da Serra do Mar, localizada do outro lado da Baía de Guanabara. A calçada da Praia da Bica e a orla, entre a Praia da Bandeira e a Engenhoca são outros dois lugares que tornam os exercícios prazerosos.
  Além da vista bucólica, a maioria desses locais é seguro na parte da manhã, embora à noite não sejam recomendáveis por absoluta falta de iluminação pública.
  Já para os ciclistas que também gostam de exercícios, a ciclovia da Estrada Rio Jequiá, cujo trajeto vai da Vila Olímpica até a entrada da Colônia Z-10, é uma boa e tranquila opção. No Corredor Esportivo a pista divide espaço com a turma das caminhadas sem atritos. Fora desses dois locais o ciclista não deve se arriscar, principalmente em andar pela maioria das faixas pintadas no asfalto das ruas, locais onde precisa de sorte para não ser atropelado. Essas pistas exclusivas para ciclistas são uma piada e realmente colocam em perigo quem se arriscar andar por elas. 
 O Quebra Coco é um caso à parte. As caminhadas matinais de dezenas de moradores são feitas pelo meio da rua e, felizmente, se tornaram uma tradição para dezenas de pessoas que fazem isso há muitos anos. As ruas Galo Branco e Primeiros Sonhos são o trajeto preferido dessas saudáveis caminhadas, que também contam com a frequência de muitos moradores de outros bairros da Ilha, que buscam a tranquilidade do Quebra Coco. 
  É um privilégio morar na Ilha.


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segunda-feira, 18 de julho de 2016

A ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PORTUGUESA E A UNIÃO DA ILHA SÃO ÍCONES INSULANOS E PODEM GERAR UM BAIRRISMO POSITIVO

       


            
  É muito gratificante ver o intenso movimento na nossa Associação Atlética Portuguesa cujo estádio e a infraestrutura foram reformados para receber jogos do Brasileirão. A Lusa é o maior clube da Ilha e a projeção para todo Brasil pode ser capitalizado para consolidar a Lusa, cujo time profissional disputa neste ano o Campeonato Brasileiro da série D.
  Assim como a União da Ilha é dona de parte do coração insulano, a Portuguesa é, para nós, no mínimo, o segundo time do coração. E, como desejamos ver a União desfilando com brilho na Sapucaí, torcemos também que essa parceria da Portuguesa com o Botafogo frutifique em grandes momentos para o clube. Que cresça mais e possamos festejar muitas conquistas no futebol e nos outros esportes praticados no clube.
  Na verdade, o bairrismo precisa ser mais intenso entre nós. Uma das razões é que estamos juntos neste mesmo barco cujos problemas atingem a todos que vivem por aqui. E não somos poucos: quase 300 mil habitantes, segundo as estatísticas. Acho que precisamos nos unir mais em torno de todas as coisas que existem na Ilha. É preciso valorizar nossas ruas e praças para que sejam mais bem cuidadas e, por outro lado prestigiar mais o nosso comércio para que fique mais forte, prospere e abra mais vagas de emprego e muito insulano que ainda trabalha fora da região tenha mais oportunidades de emprego na Ilha.
 Torcer para o sucesso de ícones como a União da Ilha e a Portuguesa significa defender as coisas no nosso território e fortalecê-las. Existem outras receitas, mas o importante é estarmos unidos e fortes para a Ilha chamar a atenção das autoridades. O objetivo é conquistar melhor qualidade de vida. Como por exemplo, garantir mais segurança na Ilha, cujo sistema foi muito abalado com os acontecimentos dos últimos dias.


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terça-feira, 12 de julho de 2016

A INTEGRAÇÃO POR BARCAS, DO AEROPORTO TOM JOBIM - GALEÃO COM O CENTRO E RODOVIÁRIA, É UMA OPÇÃO DE MOBILIDADE QUE PRECISA SER ESTUDADA

É absolutamente necessário aproveitar a Baía de Guanabara 
para ampliar as opções de deslocamento de moradores 
da Ilha e usuários do Aeroporto

              O consórcio que administra o Aeroporto Tom Jobim está inaugurando nas últimas semanas obras em diversos setores do complexo aeroviário, instalado no território da Ilha do Governador. Com a ampliação e modernização das instalações da principal porta internacional de entrada ao Brasil, a antiga estrutura do velho aeroporto do Galeão, existentes no amplo Terminal 1 ficam praticamente obsoletas por culpa da Infraero que nunca soube conservar o prédio e seus equipamentos. 
  Um dos mais desagradáveis transtornos de quem usava o antigo aeroporto para viajar ou tratar de outros assuntos, era o estacionamento pequeno, sujo e caro. Agora, embora o preço continue caro, foram construídos prédios que podem receber centenas de veículos e possibilitam maior acesso aos terminais.
  Outras medidas estão sendo tomadas pelo consórcio para ampliar os serviços de quem chega ao Rio como a criação de uma linha de ônibus ligando o aeroporto à cidade de Búzios. A novidade sinaliza que existem gestões que podem prosperar para transformar o complexo aeroportuário em um amplo polo logístico de passageiros.
  Todavia, ainda não foi planejada uma importante solução para facilitar a ligação do Tom Jobim com o Centro da cidade. A idéia de criar uma linha marítima do Tom Jobim com Aeroporto Santos Dumont e a rodoviária Novo Rio é uma proposta que deveria fazer parte da agenda daqueles que tem responsabilidade com o futuro do Rio de Janeiro. 
  Os constantes congestionamentos e falta de segurança já deveriam ter provocado estudos para o uso de barcas para transporte de passageiros e cargas. A medida seria uma grande conquista para os passageiros e tripulantes que vivem sob tensão pré-vôos diante da possibilidade de engarrafamentos e a falta de segurança no trajeto para acesso ao aeroporto, sobretudo na Linha Vermelha. 


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

MEDO TOMA CONTA DA ILHA COM AÇÃO DE BANDIDOS

  
Ônibus da Paranapuan foi incendiado e a Ilha parou
            
  A terça-feira (28), desta semana, foi catastrófica para os moradores da Ilha. Todos fomos atingidos pela absurda falta de opções de mobilidade urbana diante de uma ação criminosa que fechou a única pista de saída da região por várias horas.
  É claro que ninguém imaginava que naquela tarde, bandidos iriam colocar fogo num dos ônibus da Paranapuan, alegando protestar contra a demolição de algumas construções irregulares na Vila Joaniza. É provável que tenha sido outra a razão para desviar a atenção de coisas mais graves que estariam acontecendo na Vila Joaniza e adjacências. 
  O resultado da ação criminosa, além de causar um grande prejuízo à empresa que teve o ônibus incendiado - não tem seguro -, provocou imensos transtornos à vida de milhares de insulanos que saiam da Ilha para compromissos, muitos deles inadiáveis. 
   Foi um tempo perdido que ninguém recupera mais. Passou. As milhares de pessoas que ficaram presas em seus carros ou dentro dos ônibus - muitos em pé -, viveram momentos de desconforto e perplexidade. Outros congestionamentos podem acontecer e não existe nenhum plano alternativo de mobilidade urbana, mesmo que seja simples como acionar imediatamente barcas extras na linha Cocotá x Centro. 
   Na terça, a Ilha parou e ficou clara a vulnerabilidade que a população sofre com a falta de planejamento para esses momentos críticos. Reclamar dos bandidos não é possível, mas exigir providências das autoridades é nossa obrigação. Afinal, a Ilha do Governador, além de 300 mil habitantes, tem em seu território, o segundo maior aeroporto do país e os reflexos negativos também refletem contra todo o País.


joserichard.ilha@gmail.com