sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

LEMBRANÇAS ANTIGAS | EDIÇÃO 2122 | 02-12-2022


  Nesta semana, um amigo taxista que trabalha no ponto em frente à redação do jornal comentou, na conversa durante o trajeto que me levou ao shopping, sobre as muitas padarias que existiam na Ilha e deixaram saudades. Lembrei do pão quentinho com manteiga derretendo e do copo de café com leite. E relembramos outras pequenas características como muitas vezes ser atendido pelo próprio dono ou algum familiar. 

  O mundo vai mudando a cada dia e a gente as vezes não se dá conta ou valoriza, pequenas coisas e gestos que fazem a diferença. É claro que ainda existem boas e antigas padarias, mas além disso surgiram novas com mercadorias exclusivas e excelentes que você só encontra nelas. E assim fazem a diferença e marcam seu tempo. 

 Só temos saudades de coisas boas, por isso a lembrança das antigas. 

 Na verdade, as pessoas e as empresas mudam a todo momento e muitas vezes não nos damos conta disso e nem percebemos. Por essa razão temos que estar atentos as nossas próprias mudanças e também nos adaptarmos ao que está acontecendo com as novidades no mundo, principalmente quando vivemos numa cidade como o Rio de Janeiro, uma das regiões mais ativas do planeta e referência mundial por sua beleza. 

  Atualmente, viver significa também se reciclar rapidamente todos os dias. Veja a questão dos taxistas. Trabalharam em uma atividade tranquila durante muitos e muitos anos e recentemente precisaram se adaptar de uma hora para a outra para sobreviver, e enfrentar a concorrência do transporte de passageiros pelos aplicativos. Assim é em todos os setores da vida, tanto na nossa família, no emprego ou à frente de uma empresa. 

 Acho muito bom relembrar todos os bons momentos da vida, mas não podemos esquecer que o tempo passa rápido e de que temos que fazer de cada novo momento, mais um passo para fazer coisas incríveis. Temos que conservar as boas experiências, mas é preciso aguçar a curiosidade para perceber coisas novas e desconhecidas. Pode ser que você se surpreenda com as boas novidades que chegaram para ser parte da sua história.  

  Fique firme e seja otimista, principalmente com pessoas e coisas que você gosta e que continuam firmes tentando lhe agradar. 


joserichard.ilha@gmail.com


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

A ECONOMIA SE REVITALIZA | EDIÇÃO 2121 | 25-11-2022


  Sinais de revitalização dos negócios estão acontecendo nas mais diversas áreas das atividades produtivas da Ilha do Governador, evidenciado que a volta à normalidade se consolida a cada dia. O esforço de todos nós, trabalhadores e pequenos empresários, foi e tem sido gigantesco para suportar o sofrimento de uma pandemia – maldição que não avisou sobre as perdas e sofrimentos – e que trouxe tristeza aos habitantes deste planeta e a cada família que perdeu entes queridos. 

  Agora, nesse tempo de reconstrução, quando muita gente ainda junta os cacos do que sobrou para entender o que realmente aconteceu nos dois anos perdidos, é preciso se qualificar profissionalmente para compreender qual o espaço a ocupar nas verdadeiras necessidades do mercado de trabalhado e se adaptar rapidamente. Muitos foram atingidos fortemente e entraram na fila dos dependentes dos auxílios governamentais para sobreviver e tocar a vida. Penso que para grande parte dessas pessoas, essa é uma fase transitória cujo fim está próximo. Ninguém gosta de viver nesta situação.  

  Aqueles negócios que já estavam mal e tiveram que fechar as portas durante a pandemia agora já podem ter a esperança de voltar, aproveitando a tendência de recuperação do mercado. Recuperar o tempo perdido é a força motivadora para resgatar as atividades comerciais construídas pelo esforço de gente que ainda têm muito para contribuir para o desenvolvimento e garantir um mundo de paz e uma vida melhor para os nossos semelhantes, filhos e netos.  

  Investidores de diversos calibres agora surgem na Ilha do Governador instalando novos negócios, em um movimento que significa prosperidade, novos empregos e o crescimento econômico. Esses fatores resgatam o ânimo dos trabalhadores e restabelecem a normalidade para crescer individualmente e ampliar o mercado de emprego. O fim de ano se aproxima, vamos trabalhar e prosperar!!!


joserichard.ilha@gmail.com
 

PERIGO DOS NAVIOS | EDIÇÃO 2120 | 18-11-2022

No EISA navios atracados no cais já ficaram à deriva durante ventania

  Depois que a corrente da âncora não suportou a força do vento e o navio graneleiro São Luiz ficou à deriva, na segunda, dia 14, chocando-se com a ponte Rio-Niterói, a Baía de Guanabara voltou ao noticiário jornalístico. Pena que mais uma vez para uma notícia ruim. 

  Tem sido assim nos últimos anos por motivos diversos, como a poluição das águas que provoca doenças em banhistas e causa graves consequências na fauna e flora marinha, tornando a Baía de Guanabara um vasto depósito de esgoto orgânico e químico sem ter nenhum plano para o seu saneamento e despoluição.  

  Estudos revelam que em alguns pontos da baía, como em parte do entorno da Ilha do Fundão, a água não passa de um caldo de bactérias diante da sujeira e podridão dos elementos orgânicos jogados inconsequentemente por parte da população. 

  Na área norte e noroeste da Ilha do Governador, onde a região insulana tem do outro lado a cidade de Duque de Caxias, a lâmina d’agua chega a poucos centímetros inviabilizando a navegação até de pequenas embarcações. Isso acontece pela absoluta falta de serviços de dragagem do lodo que se acumula no fundo que é formado por todo tipo de resíduos trazidos pelas águas poluídas dos rios Pavuna, Iguaçu e Estrela. 

  Se na tarde de segunda o vento fosse contrário, o navio São Luiz poderia ter parado em frente a alguma praia da Ilha do Governador, como acontece com o lixo flutuante que chega à nossa orla pelo movimento das marés cujas águas banham cinco cidades: Rio, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Niterói. 

  A Baía de Guanabara é linda na foto, e não pode continuar sendo depósito de todo tipo lixo, de navios abandonados e geradora de problemas imprevisíveis à vida e desenvolvimento da nossa região. A Ilha do Governador é o futuro polo de desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, e a Baía de Guanabara limpa é parte importante desse projeto.


joserichard.ilha@gmail.com


 

INFRAESTRUTURA URBANA | EDIÇÃO 2119 | 11-11-2022


  A infraestrutura urbana da Ilha do Governador pode estar precisando de uma grande atualização, e não apenas na questão da tecnologia distribuída pela internet conforme matéria publicada recentemente no Ilha Notícias sobre os serviços instáveis das grandes empresas provedoras. 

  Exemplo de que precisamos uma reforma geral são as redes aéreas de distribuição de energia elétrica que vão de poste em poste, onde fios de todos os tipos se multiplicam provocando um verdadeiro quebra cabeça para saber quem é de que. Nesses casos além dos fios de alta tensão somam-se cabos de fibra ótica, telefone, etc, todos muitas vezes entrelaçados entre galhos de árvores e outras vezes soltos até a calçada, causando situações perigo para os pedestres. 

  Sem equipes de manutenção atuando nem de vez em quando – ou seja, nunca – em consertos e prevenções, os problemas que são percebidos em muitas ruas se estendem por meses e se agravam a cada dia, e algumas vezes se transformam em situações de risco para veículos, pedestres, residências e lojas, sobretudo em dias de chuvas e vento. 

  Percebo nas vias públicas que o abandono é uma marca que prevalece diante da absoluta falta de fiscalização. Fiscalização que deveria existir para prevenir, orientar e alertar os órgãos ou empresas responsáveis para as providências necessárias para resolver problemas. 

  Sem fiscalização, os fios balançam nos postes, podas não são realizadas e galhos despencam na cabeça de moradores. Faixas de pedestres e vias sem pintura de sinalização no asfalto tornam o trânsito confuso e perigoso. Enfim, a fiscalização é essencial nas ruas, seja para evitar o estacionamento em calçadas como também criar na população a sensação de que está sendo mais protegida pelas autoridades que têm a responsabilidade de cuidar da população. 

  Acho que poderia ser criado um órgão central de fiscalização generalista – que fiscalizasse tudo nas ruas. Como função, as equipes desse órgão, estariam diariamente nas ruas da cidade identificando até simples buraco nas ruas e de imediato cobrariam providências dos órgãos ou empresas responsáveis para solução do problema. Teriam muito trabalho, mas é muito ruim é essa sensação de abandono.

joserichard.ilha@gmail.com
 

FALTA DE TRANSPORTE | EDIÇÃO 2118 | 04-11-2022


  A Ilha do Governador já possuiu duas das melhores empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, e isso pode parecer ser uma afirmação apenas saudosista dos anos 80 e 90, e que infelizmente não se reflete na realidade que vivemos hoje diante das grandes dificuldades que os insulanos enfrentam na dependência dos coletivos para se deslocarem. Parece que foi um sonho 

  Atualmente, em certos momentos e linhas, é quase um caos viajar de ônibus, tanto para fora da Ilha como para ir de um bairro a outro sem sair da Ilha. Lembro que a empresa Transportes Paranapuan era modelo na cidade pelos ônibus sempre novos e com uma garagem e oficina que garantiam uma retaguarda de manutenção muito competente. Dificilmente se percebia nas ruas algum ônibus da empresa precisando de conserto. Era um tempo que não existia a opção do serviço de vans e kombis mas tudo funcionava bem na Ilha para o transporte de passageiros. 

  Naquele tempo, em torno da década de 90, a Viação Ideal se desdobrava em manter o padrão de qualidade dos serviços e competia positivamente com a Paranapuan. Eram muito poucas as reclamações. Aliás, éramos felizes e não prevíamos o que vinha pela frente.  

  Lentamente a qualidade dos serviços começou a despencar e a Paranapuan, que era referência na cidade, começou a descer a ladeira. A Ideal se sustentou e passou a ocupar o espaço de melhor empresa de ônibus da Ilha. Os esforços valeram e a Ideal conseguiu superar maus momentos e agora oferece um bom serviço, mesmo diante das circunstâncias e concorrências que não existiam antigamente, como Uber e vans.    

  Quero dizer enfim, que agora após a pandemia inesperada que afetou os negócios no mundo todo é importante que possamos ter uma nova e revitalizada Paranapuan, não só para seus donos e funcionários, mas principalmente para nós moradores e passageiros. Vamos pensar positivo e trazer boas energias.


 joserichard.ilha@gmail.com