sexta-feira, 10 de março de 2023

VANS PROVOCAM O CAOS | EDIÇÃO 2136 | 10-03-2023


  É inacreditável o caos que se estabeleceu nas ruas da Ilha do Governador devido ao total desrespeito que vans e motos têm pelos códigos e leis do trânsito.  

  Nas ruas da Ilha, as vans costumam andar em alta velocidade e dificilmente respeitam algum sinal de trânsito. Qualquer lugar é ponto para apanhar ou desembarcar passageiros, causando retenções e prejudicando o fluxo normal nas vias. Em alguns locais, privilegiados pela quantidade de passageiros, as vans resolvem aguardar para completar a lotação, cuja ação é comum se arrastar por muitos minutos, Além de paralisar o trânsito, transtornam a vida dos seus próprios passageiros, provocando sensações de incertezas e medos, em viagens que acabam demorando mais que o previsto. 

  Como nas ruas não existe, há muito tempo, fiscalização para manter a ordem, os problemas nas nossas vias se multiplicam e a solução fica entregue às baratas. Nada acontece! A confusão, coisa que ninguém gosta, virou rotina pelos procedimentos irregulares que esse importantíssimo tipo de transporte causa à população. E viramos reféns! 

  Outro caso sério são as motos que circulam sem placas também em alta velocidade na contramão e, inacreditavelmente, sobre as calçadas da Ilha. É uma grave irregularidade que até pouco tempo não existia, mas que também prosperou pela absoluta falta de fiscalização. A polícia vê e apenas age através de blitz que demoram a se repetir. 

   Como esses problemas no trânsito se arrastam pelo tempo, imagino que não exista planejamento para resolvê-los, nem a solução está entre as prioridades das autoridades. Enquanto isso, a qualidade de vida dos habitantes de todos os bairros da Ilha do Governador despenca vertiginosamente sem a perspectiva de alguma ação para resgatar a normalidade nas ruas. Se alguém não se mexer, vai piorar muito!

sexta-feira, 3 de março de 2023

FORÇA PARA A UNIÃO EM 2024 | EDIÇÃO 2135 | 03-03-2023


  A trajetória da União da Ilha do Governador durante as suas participações nos desfiles de carnaval sempre foram muito boas e geraram expectativas positivas para a escola de samba e para a própria região da Ilha do Governador.  

  Participar da Série Ouro, que não é a passarela da União da Ilha, faz parte de um processo natural para conquistar novamente um lugar de destaque no Grupo Especial. Pode até demorar um pouco mais do que nós insulanos gostaríamos, mas faz parte das injustiças que muitas vezes não entendemos e que somos obrigados a suportar. 

  Este ano a escola fez um ótimo desfile e merecia uma melhor colocação, mesmo disputando com adversárias com muito maior investimento e que também fizeram ótimas apresentações. Os critérios de jurados são pessoais e não acredito no bom senso deles devido as relações de amizade e as fortes influências sugestionadas por um sistema complicado que opera nos bastidores dos desfiles. 

  A sexta colocação obtida neste ano deve servir para provocar em todos nós, que admiramos a União da Ilha, um sentimento de reação positiva para o próximo carnaval. Este passou! Vamos agora reagir de modo mais forte participando mais e sempre unidos, para garantir a vitória no próximo ano, superando todas os obstáculos, sem trégua. 

   Sob a liderança do presidente Ney Filardi, vamos cerrar fileiras para agigantar ainda mais nossa escola e realizar uma fase de preparação que motive todos os insulanos a participarem do desafio de 2024. Com a União da Ilha forte, a nossa região se projeta ainda mais, como já aconteceu em outros desfiles consagradores da escola e dos sambas magníficos que projetaram a Ilha do Governador e contagiaram habitantes de todo Brasil. Vamos lá gente!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

POSSÍVEL RECUPERAÇÃO DO GALEÃO | EDIÇÃO 2134 | 24-02-2023


  Voltaram à pauta, nos três níveis de governo, as discussões sobre a gestão do Aeroporto do Galeão, questão importante para o desenvolvimento econômico da cidade do Rio de Janeiro e principalmente para a região da Ilha do Governador.  

  Com a manifestação da empresa Changi Airport, que é dona da concessão do aeroporto através da RIOgaleão, em continuar na gestão do Tom Jobim abrem-se perspectivas de que o aeroporto inicie um processo de recuperação econômica mais rapidamente. 

  O esvaziamento do Galeão se deveu a diversos fatores, como a pandemia e as gestões incomuns para licitação de concessões separadas do Galeão e Santos Dumont, cuja estratégia foi desvalorizar o Galeão e potencializar o Santos Dumont, colocando os dois aeroportos em conflito comercial. 

  Os prejuízos para o Galeão foram estratosféricos e atingiu a todos: concessionária, empresas instaladas no aeroporto como restaurantes e fast-foods, por exemplo, entre outras, além de milhares de insulanos que perderam seus empregos. O Galeão foi tão desconsiderado, chegando ao ponto da pista principal de pousos e decolagens ser utilizada, no ano passado, para uma corrida de stock-cars devido a inoperância dos aviões. Uma verdadeira humilhação. 

   Todavia, os novos tempos prometem. Uma nuvem de manifestações positivas passa pela renovação da concessão do aeroporto e o tratamento diferenciado para ambos aeroportos. A boa ideia é Galeão operar os voos internacionais, equilibrando com o Santos Dumont os regionais com bom senso e união de esforços para oferecer aos passageiros e companhias aéreas opções. 

  Precisamos resgatar o tempo perdido e o nosso Galeão precisa voltar ao seu movimento normal de mais de 30 milhões de passageiros por ano, contribuindo para o desenvolvimento da nossa cidade e o próprio estado.  

  A recuperação do Galeão é muito importante para a Ilha do Governador, porque além da recuperação de diversos negócios que direta ou indiretamente ao funcionamento do aeroporto. Que o bom senso prevaleça e as ações sejam rápidas. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

EMPATIA NAS VANS | EDIÇÃO 2133 | 17-02-2023


  O uso do Rio Card Senior pelos idosos tem problemas de eficiência na operação pela dificuldade que esses usuários encontram para viajar nas vans. Na maioria das vezes eles não conseguem nem entrar nos veículos sob a alegação de que a cota de gratuidade de dois lugares já foi atingida. Pode até ser em alguns casos, mas o relato de muitos idosos remete a situações em que afirmam até não existir nenhum idoso dentro do veículo.  

  É importante destacar a necessidade para maioria dos idosos que usam o Rio Card Senior, pois são pessoas pobres que muitas vezes vivem sozinhos e mal têm o dinheiro para se alimentar, pagar o aluguel e comprar remédios para se manterem vivos ou suportar a dor de alguma doença. 

  É preciso resgatar nossa sensibilidade para esses casos que envolvem nossos familiares, parentes e amigos. Precisamos acolher melhor essas pessoas mais velhas por uma questão de humanidade e com carinho, garantindo seus direitos e retribuindo através de ações tudo que já fizeram por nós, com respeito e consideração. 

  É o avô ou avó de um de nós que precisa da van para se deslocar quase sempre para uma consulta médica ou outra atividade como tratar da sua aposentadoria ou em missão para ajudar um outro familiar, característica dos avós. 

   Temos que trazer à tona o espírito de solidariedade também no serviço de transporte de passageiros feito pelas vans, através de uma atenção especial a essa parte da população com mais idade e que precisa de ajuda. Tenho certeza que Deus vai abençoar todos os trabalhadores que atuam nos transportes, trazendo a eles sensibilidade espiritual para que reflitam e acolham com muito carinho os nossos pais e avós nas próximas viagens.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

NATUREZA X SERES HUMANOS | EDIÇÃO 2132 | 10-02-2023


  Cada vez mais constantes, as reações da natureza parecem ser ainda mais poderosas e com consequências cada vez intensas à vida humana. Na Turquia e Síria, nesta semana, um terremoto devastou cidades, afetando e destruindo milhares de prédios e provocando a morte de muitos milhares de habitantes. Diante da magnitude da destruição, ainda é impossível às autoridades contabilizar a tragédia com alguma precisão.  

  No nosso Estado as chuvas torrenciais já provocaram grandes alagamentos neste verão, mas graças a Deus, não se repetiram as tragédias de anos anteriores, quando algumas cidades serranas sofreram com perdas de vida e grandes prejuízos patrimoniais. 

  As tragédias provocadas pela natureza como terremotos, tsunamis ou a erupções vulcânicas, por exemplo, são normalmente imprevisíveis e provocadas, na maioria das vezes, pelo próprio esfriamento do planeta na sua existência cósmica de transformações e mudanças naturais. Pouco pode-se fazer. 

  Entretanto, muitos desastres na natureza poderiam ser evitados através da mudança de comportamento dos seres humanos com relação à poluição que provocam nos rios e mares. Mares que viraram latas de lixo e verdadeiras fossas para o despejo de líquidos, muitas vezes, altamente poluidores. Já existem verdadeiras ilhas de lixo flutuando nos oceanos e que vagam sem destino. Do lixo orgânico nem se fala da quantidade diante dos 8 bilhões de habitantes no mundo e a escassez de tratamento adequado, mas os líquidos químicos despejados pelas indústrias e sobretudo o lixo atômico que vaza das usinas nucleares são poderosas geradoras de reações naturais contra todos os seres vivos e com danos para a crosta do planeta, que também vai reagir de modo devastador com certeza. 

   Vai sobrar, é claro, principalmente para o ser humano, cuja existência vai estar ameaçada e que, em sua maioria, atualmente, não dá bola para colaborar em ações contra a poluição. Continua jogando papel na rua, lixo na baía, entre outras ações de falta de educação, e parece não estar nem aí pra nada. Muitos dos alagamentos dessa semana na Ilha do Governador foram causados pela intensidade da chuva é verdade, mas com certeza a vazão para o mar foi prejudicada pelo lixo das ruas que acabam entupindo as galerias pluviais.  

  Que os desastres distantes e os que acontecem por aqui, sirvam de alerta para todos nós. Precisamos mudar e ter hábitos de cidadãos responsáveis com o meio ambiente, ajudando a preservar a natureza para evitar as reações naturais do planeta. Bastam as tragédias geológicas que não podemos evitar.