segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A questão das grades em praças






 Está em discussão no Rio se as praças devem ser cercadas por grades ou não. Acredito que são situações diferentes para cada praça ou parque, seja na Ilha, ou em qualquer outro lugar do Rio. Depende da localização e dos equipamentos urbanos instalados. Existem praças que podem ser cercadas porque são verdadeiros monumentos da cidade e precisam ser preservadas da ação de vândalos. Deveriam estar sempre protegidas pela guarda municipal. O que todas, sem exceção, precisam é de iluminação, muita iluminação, a noite toda.

 Algumas têm características diferentes e por serem equipadas com brinquedos, precisam ser mantidas limpas e protegidas para garantir a saúde e segurança das crianças. Mas tudo depende também da cultura local e sobretudo da educação das pessoas que frequentam as praças. Não imagino que a vizinhança, que leva seus filhos para brincar e se divertir nos brinquedos da pracinha, admita fezes de animais. Ou que queiram, de bom grado, suportar bêbados ou drogados reunidos à noite nos bancos e gramados.

 Imagino que não seja difícil manter uns locais cercados e outros sem os gradis. Basta tomar a decisão certa e olhar de modo igual todas, considerando sempre a opinião da vizinhança. É preciso ter em mente que a prioridade deve ser garantir o acesso de todos, mas com cuidado, para que esses locais não se tornem privilégios de grupos ou de desordeiros. As praças públicas não são locais para jogar lixo, estacionar o carro velho, servir como banheiro de animais, etc. As pracinhas precisam ser tratadas com atenção para proporcionar espaços para lazer, diversão, jogos e sobretudo segurança à comunidade, principalmente as do entorno. As praças são para pobres e ricos. E todos precisam ser respeitados nos seus direitos para que nesses locais públicos possam confraternizar, criar amizades e serem felizes.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Falta de fiscalização em kombis e vans é um risco



 O risco que os passageiros que utilizam kombis sofrem no dia-a-dia para se locomover é terrível. É um transporte feito por veículos que não foram projetados para dar segurança e conforto a passageiros que embarcam e desembarcam a todo momento. Numa kombi particular todos passageiros são obrigados a usar cinto e isso não acontece normalmente. Pior, essas kombis trafegam, quase sempre, de portas abertas em curvas e em alta velocidade, podendo projetar passageiros a qualquer momento. A irresponsabilidade pela inexistência de fiscalização é proporcional a irresponsabilidade dos motoristas que conduzem essas viaturas com superlotação, fato que obriga o cobrador a viajar no lugar das bagagens em cima do motor. Sem preocupações ou regras para conduzir passageiros, elas cruzam sinais fechados e travessias de pedestres, colocando em risco, além dos passageiros, as pessoas nas ruas e os outros veículos.

 É uma batalha diária de sobrevivência ser passageiro de kombi. Pior agora, com o registro de assaltos ocorridos dentro desses veículos, e de acordo com algumas vítimas, os crimes foram praticados pelos próprios motoristas e cobradores. No último mês foram pelo menos três assaltos, todos realizados à noite e com vítimas mulheres. Não bastavam os problemas que as kombis e vans causam no trânsito, provocando verdadeiro caos nas ruas, agora andar de kombi à noite tornou-se uma aventura. 

 Cabe as autoridades policiais investigar e prender rapidamente os bandidos, antes que o pavor se espalhe e a desconfiança atinja trabalhadores honestos que atuam com dignidade dirigindo kombis e vans com responsabilidade, e prestando um serviço digno à população que utiliza esse meio de transporte.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Novo site a caminho

 O Ilha Notícias, além dos cuidados que tem na elaboração das suas edições impressas que circulam todas as sextas-feiras, também procura manter-se na vanguarda do uso da tecnologia que a internet aprimora a cada dia. A ideia da equipe é aproveitar as ferramentas virtuais para oferecer aos internautas um jornal ágil, de modo a atender as expectativas dos leitores on-line. A novidade é a nova cara do site do jornal que vai para a rede a partir da próxima semana. Com mais de 30 mil acessos mensais, o jornal chega a todas as regiões do planeta, possibilitando o acesso instantâneo e atualizado dos fatos que acontecem na Ilha do Governador. O site teve profundas alterações no visual e, sobretudo, no conteúdo. O leitor que acessar vai encontrar mais informações e imagens. Além das notícias e anúncios, publicadas semanalmente na edição impressa, o novo site vai veicular fatos, quase que instantâneos da rotina diária da Ilha. Fotos e textos novos serão postadas logo após os acontecimentos, ampliando a qualidade e quantidade de informações. A participação dos leitores, que gostam de interagir, será mais intensa com a postagem de fotos e filmagens - produzidas até por celulares. Eles serão verdadeiros repórteres da própria rua, informando fatos e captando imagens que valorizam e dão credibilidade as informações. No novo site, o leitor também vai encontrar links para o perfil do Ilha Notícias no Facebook, Orkut, Google+, twitter e outros mecanismos da internet. As pesquisas serão frequentes de modo a avaliar a opinião pública sobre os temas regionais.

 Paralelo ao novo site, o jornal implantou, há poucos dias, o projeto de integração com todas as redes sociais, cujos conteúdos são atualizados permanentemente pela redação. Nelas, a equipe interage, on-line, com os internautas e presta informações de utilidade pública. É bom ver o jornal, que completa 35 anos no próximo mês de setembro, na vanguarda da informação.

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2011

Incentivo ao esporte é necessário





 Em conversa, nesta semana, com o presidente da ACM – Ilha, o bom amigo José do Carmo Peixoto, ele lembrou as oportunidades que os clubes da Ilha oferecem para a prática de esportes e lazer. O clima de Olimpíada e de Copa do Mundo que aos poucos está contagiando a população deverá oxigenar a movimentação nos clubes, principalmente os que perceberem a oportunidade e acrescentarem novidades nas suas atividades como jogos e prática de novas modalidades esportivas.

 Com certeza vai aumentar a quantidade de pessoas em busca de academias e principalmente clubes para se exercitarem, motivados pelo espetáculo das disputas esportivas que cada vez mais estarão ocupando espaço na mídia. Para Peixoto, o poder público do Rio de Janeiro tem em mãos uma oportunidade fantástica e única na história para motivar os jovens das comunidades a praticar esportes. Durante os dias de semana é grande a ociosidade dos espaços de esportes, como campos e ginásios em todos os clubes da Ilha. Isso poderia acabar de maneira inteligente e prática se fossem ocupados pela juventude das comunidades através da parceria dos governos com os clubes. O investimento público em obras seria nenhum. As quadras já existem e ficam praticamente vazias de 2ª a 6ª. A despesa da prefeitura ou do estado seria apenas um repasse mensal aos clubes para pagar professores, técnicos e a manutenção das instalações.

 Cada comunidade tem um clube por perto, o que facilitaria o acesso de todos os jovens que poderiam ser selecionados pelas próprias associações de moradores ou escolas públicas. Peixoto está certo que clubes tradicionais como o Governador I. C., ACM, E.C. Jardim Guanabara, Jequiá I.C., E.C. Cocotá, Iate, Clube dos Oficiais, Taifeiros, Ascaer, Sargentos e A.A. Portuguesa receberiam de braços abertos as crianças e jovens, que certamente, sonham com oportunidades como essa.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ilha é ponto de desembarque de drogas e armas ilegais





 O acesso de drogas e armas ilegais que entram no Brasil através da Ilha do Governador existe, e é grave. Mas, para nós da população, essas operações criminosas não são percebidas, embora sejam grandes problemas que acabam desestabilizando famílias e o país. Tudo acontece, principalmente, nos bastidores do aeroporto Tom Jobim e através de embarcações que se movimentam sorrateiramente nas águas da Baia de Guanabara. A Ilha por suas próprias características geográficas pode ter diversos locais de desembarque em pequenos piers, todos informais e sem fiscalização. Entretanto, no aeroporto, porta de entrada do estado e do Brasil, e com diversas equipes de fiscalização, dizem que é uma verdadeira peneira para a entrada de drogas e armas que chegam através de malas. Ou seja, um queijo suíço de tantos furos nos esquemas de segurança.


 A revista Época, desta semana, diz que o inspetor-chefe da alfândega, no Porto do Rio, descreveu como precária a segurança interna do porto. O inspetor disse ainda que alguns navios ancorados perto da Ilha do Governador e no resto da baía são usados para armazenar drogas e armas entre os containeres de mercadorias importadas legalmente. Depois, elas são levadas em lanchas a piers localizados no entorno da baía. Há cerca de três anos a Polícia Federal suspeita disso, conforme documentos nas mãos do Ministério Público. 


 Vivemos, portanto, numa região vulnerável ao acesso de armas - inclusive pesadas -, e drogas de todo tipo, seja por ar, mar e terra. Por terra a receptação, distribuição e venda deve ser igual às outras regiões. A diferença é que na Ilha chega por todos os lados. Aliás, não temos que nos admirar de existirem tantos caminhos para as drogas chegarem à Ilha. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, por exemplo, 73% das armas apreendidas no país concentra-se na cidade. Por outro lado, a Baía de Guanabara, onde a Ilha está localizada, é um dos locais onde a ação da pirataria é perigosamente conhecida no planeta. 

joserichard.ilha@gmail.com