sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo comando da PM na Ilha




 É ótima a decisão da Secretaria de Segurança de manter por pelo menos um ano os novos comandantes de batalhões da Polícia Militar. Ao garantir que o tempo no comando pode ser prorrogado, caso o comandante tenha bom desempenho, o governo quer estimular e reconhecer os bons comandantes. A medida também vai mostrar transparência na avaliação dos batalhões.

 Imagino que a partir de agora, fica claro para a população que quando um comandante for substituído antes de um ano é porque perdeu a confiança dos seus superiores, seja por irregularidades ou incompetência. Atualmente, ninguém sabe o que se passa nos bastidores dos quartéis, e pior, os bons policiais no lugar de serem homenageados, são confundidos com alguns bandidos fardados como no caso daqueles que assassinaram a juíza Patrícia Acioli, no mês passado em São Gonçalo.

 Torço que o Ten. Coronel Ezequiel Oliveira de Mendonça que assumiu nesta semana o comando da Polícia Militar na Ilha fique muitos anos na região, e só seja substituído por mérito.

 Sei que o trabalho de Ezequiel é difícil e perigoso. Cuidar da segurança de quase 300 mil habitantes é uma responsabilidade cujo êxito todos nós depositamos as esperanças. Problemas rotineiros como motociclistas sem capacete, motos sem placas e transporte alternativo ilegal, além do recente retorno dos sequestros relâmpago são desafios imediatos. Mas a atual postura de tolerância da PM diante dessas irregularidades é incompreensível.

 O que também se espera do novo comando é que seja duro com o desrespeito à lei, sobretudo com o que acontece sob às vistas da polícia. A tolerância com os pequenos delitos pode ser o estimulante dos futuros crimes. Para ficar indignado como a maioria da população, basta que o novo comandante dê uma volta pela Ilha. Ele vai perceber, pontualmente, quais as prioridades de segurança para fazer da Ilha o bairro modelo de segurança. Boa sorte!


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Operação Lei Seca nota dez




 Dou nota dez para a Operação Lei Seca. Essa iniciativa do Governo do Estado merece aplausos e o reconhecimento público. A medida teria poupado cerca de sete mil vidas desde que foi implantada em 2009 e precisa do reconhecimento da população para que continue. Além de punir o motorista alcoolizado, a ação protege a vida do próprio infrator de se tornar um criminoso, considerando as chances de ser protagonista de um grave acidente. A Operação Lei Seca protege também a vida dos acompanhantes do alcoolizado, como de todos os pedestres e motoristas no eventual trajeto do bebum. A fiscalização é essencial e o sucesso é por conta da ação permanente e séria dos agentes do Detran que não perdoam nem autoridades, artistas e jogadores de futebol. Todos iguais perante a lei.

 Por outro lado, é decepcionante constatar que o problema das ilegalidades cometidas por grande parte dos motoristas do transporte alternativo contaminou toda cidade. Nesta semana, assisti na Linha Amarela, no trecho entre a Ilha do Fundão e a Avenida Brasil, uma cena que lamentavelmente se repete muitas vezes no dia a dia: um passageiro fez sinal e uma kombi – branca, daquelas ilegais – já lotada parou para o acesso desse passageiro. Com isso o cobrador se deslocou para o compartimento de bagagens em cima do motor e ficou ali sentado durante a continuação da viagem e, pior, com o compartimento aberto – talvez pelo calor. Esse absurdo é tão grave quanto dirigir embriagado. Entretanto, as medidas dos órgãos responsáveis para fiscalizar e punir ainda não funcionam. A cidade que nesta década vai sediar a Copa e as Olimpíadas não pode permitir que tais irregularidades, assim como se o Rio de Janeiro fosse uma cidade onde vale tudo.

 As medidas sérias da Operação Lei Seca contrastam com o descaso das autoridades e com as ilegalidades que colocam os passageiros das kombis e vans em eminente perigo. O que está por trás dessa omissão? Interesse político ou é um incompreensível desprezo com a parte da população que costuma agir dentro da lei.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Preço alto de estacionamento afasta consumidores




 Quem conhece a Ilha há mais tempo lembra que a Estrada do Galeão, no sentido de quem entra na Ilha, não desviava na altura do Mc Donald´s, para se chamar Rua República Árabe da Síria. É que para a implantação do Projeto Rio Cidade, uma ilustre mente urbanística resolveu criar numa das faixas duplas da via, dois estacionamentos. Um deles fica em frente ao supermercado Extra e o outro ao lado da lanchonete – que todo mundo está reclamando – Mc Donald´ss. Acho que imaginaram com essas obras resolver o problema de estacionamento de veículos no local. Talvez os dois estacionamentos juntos tenham pouco mais de cem vagas, espaço que é insuficiente só para atender o movimento de clientes das 11 agências bancárias do perímetro.

 No início eram gratuitos. Mas logo começou a exploração por empresas que sempre cobraram preços abusivos, considerando que as vagas são descobertas, nunca ninguém viu algum segurança e foram construídos em via pública, pagos com dinheiro do povo. Povo este que agora é extorquido ao ser obrigado a pagar um preço absurdo para estacionar o veículo. Imagino que o consumidor que vai numa daquelas farmácias localizadas no trecho, para comprar um comprimido para a dor de cabeça e que não for atendido rapidamente, vai ter que pagar os R$ 4,50 do estacionamento. Resultado: a dor de cabeça vai piorar pela indignação.

 Até pouco tempo funcionavam só até às 22h, mas agora a cabine de cobrança fica aberta 24h. Aí do motorista que deixar um dia inteiro. Vai ter que pagar R$ 37,50 pelas 24h. Saudades da antiga Estrada do Galeão, naquele trecho, cujo fluxo de veículos era melhor e o barulho não incomodava os moradores da Rua Árabe da Síria.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Falta de estímulo


 É estranho que pouca gente entre os jovens de comunidades tenham interesse verdadeiro em se capacitar profissionalmente. Eu desconfio que falta um elo na comunicação para motivar essa gente e mostrar que sem estar qualificado, ninguém sai do lugar e vira um parasita sem perspectivas no futuro. É principalmente nas comunidades que estão localizados os maiores índices de desemprego e a baixa qualificação dos jovens. Com a instalação do Sine no Cocotá as pessoas já tiveram a vida facilitada, e desde a semana passada, já podem tirar a carteira profissional e, até ter encaminhamento para um emprego. Aliás, esta foi a tônica da primeira semana de funcionamento do órgão na Ilha.

 Entretanto, o Cefet e outras organizações estão disponibilizando centenas de cursos profissionalizantes, até gratuitos, mas não encontram candidatos para preencher todas as vagas. Claro que existem muitas exceções e alguns desses jovens, após os cursos, decolam rapidamente nas carreiras que abraçam. São exceções que conseguem trajetória meteórica nas empresas e servem de exemplo para animar quem ainda não decidiu aproveitar as chances que o mercado oferece. A falta de mão de obra com alguma qualificação é grande e diversas empresas estão em busca de talentos e de gente que queira trabalhar. O Assaí, por exemplo, publica nesta edição do Ilha Notícias, um anúncio abrindo vagas para quase todas as funções na loja da Ilha do Governador. E são oportunidades num grande grupo empresarial que podem se transformar no trampolim para uma carreira de sucesso. Com a proximidade da Copa e das Olimpíadas milhares de vagas estão sendo criadas na cidade e o tempo das oportunidades de crescer profissionalmente e prosperar já começou. É preciso que principalmente pais e professores conscientizem nossos jovens a serem protagonistas desta maravilhosa arrancada para o futuro que esta década proporciona a todos os cariocas.


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Covardia com animais domésticos





 É desigual o confronto entre o ser humano e um animal doméstico como a gatinha que foi morta esta semana no Village. Abandonado e sangrando muito, o pequeno animal foi morto por alguém cuja atitude chocou até quem não dá muita atenção para os animais.

 Se não sou dos mais afetuosos com os animais domésticos, faço tudo protegê-los e estimulo seus donos para que sejam cuidadosos e dêem o máximo de liberdade aos pequenos animais. Não gosto de ver esses pequenos bichinhos enjaulados só para divertir o dono. Aprecio quem tem o gosto de tê-los soltos pela casa e pátio. É legal ver o carinho que estes animais têm pela família que os adotam. Sei de casos de exageros em que os animais são melhores tratados do que alguns seres humanos da mesma família. Acho até que tem uns idiotas que não merecem o mínimo de respeito como seres humanos. Costumam ser estúpidos e tratam os pais e avós como velhos incômodos. Nenhum animal doméstico é assim. Cativados pelo carinho humano, eles costumam ir até o fim da vida ao lado e protegendo o dono. São milhares os casos que emocionam o mundo e se transformaram em histórias de exemplos de lealdade, contados em filmes de sucesso. É incrível que, mesmo levando eventuais broncas, e apanhem um pouco, eles não guardam o mínimo rancor do dono. Esse sentimento seria tão bom nos homens.

 O caso da morte da gatinha que vivia nas ruas perambulando pelo Village, revela a violência irracional de quem matou o pobre felino. De acordo com moradores do local, outros gatos estariam sendo exterminados, e o ato covarde deve servir de alerta aos moradores para estarem atentos com os outros animais e suas crianças. Quem matou a gatinha, com certeza, é alguém muito perigoso. Cuidado!


joserichard.ilha@gmail.com