segunda-feira, 23 de abril de 2012

São Jorge terá capela no estacionamento ao lado da quadra da União da Ilha


Ney Filardi indica onde será construída a capela de São Jorge, no estacionamento, ao lado da quadra



 Ao lançar a pedra fundamental nas obras para construção de uma capela em homenagem a São Jorge, a União da Ilha dá um exemplo de respeito a Deus, fato que surpreende alguns pelo aparente contraste e preconceito entre o carnaval e algumas religiões. O templo vai ser um lugar exclusivo para orações, e as preces poderão ser a solução espiritual para muitas pessoas que buscam, pela fé em Jesus, vencer dificuldades impossíveis. Embora o carnaval seja conhecido como festa profana, a União da Ilha revela o contraditório em oposto, ao demonstrar respeito ao sagrado não se abstendo de agregar às suas novas instalações uma capela, cuja tutela espiritual será da Igreja de São José Operário, que tem o padre Jovir Zanuzzo como pároco.

 Segundo os pastores e padres, as orações podem ser feitas a qualquer momento e em qualquer lugar, basta serem realizadas com respeito e convicção. Todavia, existindo uma capela ou uma igreja, para reflexões, cerimônias e cultos religiosos, grupos de pessoas podem confraternizar espiritualmente e encontrar com mais facilidade a fonte da vida que está nos céus. Igrejas são locais especiais para louvar e conversar com Deus, buscando entendimento para tomar as atitudes corretas, sobretudo com as outras pessoas. Por essas razões é importante reconhecer a bela atitude do presidente Ney Filardi ao mandar construir um templo, na área do estacionamento, ao lado da quadra de ensaios.

 O Ilha Notícias cumprimenta a diretoria da União da Ilha pela festa da próxima segunda-feira (23), dia de São Jorge, padroeiro da escola. Com a quadra nova e as demais instalações na reta final de reformas a União ganha mais força e fica maior na constelação das grandes escolas de samba do Rio de Janeiro. Parabéns!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Falta de água é problema grave na Ilha


  Muita gente reclama com razão da falta de segurança, dos buracos nas ruas, do abandono das praças, dos engarrafamentos e até da prostituição descarada no mal iluminado Parque Poeta Manoel Bandeira, conhecido como Aterro do Cocotá. Entretanto, quem realmente deveria colocar a boca no trombone para estrilar são os moradores de algumas comunidades da Ilha que sofrem com a permanente falta de água. Imaginem os leitores que centenas de famílias são abastecidas apenas durante seis horas por semana.

 A falta de água nas comunidades das ruas Itacuã e Araras é um problema que precisa começar a ser resolvido pelas autoridades. É incoerente gastar bilhões de dólares em obras para modernizar estádios para receber a Copa do Mundo em 2014, enquanto muitos brasileiros, como os nossos vizinhos dos Bancários e da comunidade de Nossa Senhora das Graças sofrem com as torneiras secas. As histórias que escutei dos moradores, nesta semana, revela um forte ressentimento e tristeza pelo abandono a que são submetidos. Será que são considerados menos cidadãos apenas porque moram em lugares mais pobres? Conheço alguns desses guerreiros, dignos e honrados trabalhadores, que sustentam suas famílias com esforço e que ainda são obrigados a permanecer durante a madrugada, humilhados e atentos ao barulho das águas que chegam apenas por algumas horas. É incrível, mas desesperadas, algumas famílias colocam vasilhames sobre a laje das suas casas na esperança de fazer reservas extras da água trazidas por eventuais chuvas. Estou convencido de que precisamos mudar as nossas prioridades.

joserichard.ilha@gmail.com


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Na Ilha do Governador, cobrador de van dá exemplo de descontração durante o trabalho



Bruno Gama atrai passageiros fazendo imitações


 Foi grande a reação dos leitores do Ilha Notícias com a publicação, na edição da semana passada, da matéria que destaca o cobrador de kombi Bruno Gama de Souza. Ele é um bom exemplo, de que não importa o tipo de trabalho que se faça. Importa é a dedicação e o modo como vamos nos comportar diante das tarefas, sejam elas quais forem. Na Ilha são centenas de rapazes trabalhando como cobrador e o Bruno encontrou o seu modo particular de fazer a diferença. Ele transformou a sua profissão numa atividade prazerosa e divertida, merecendo a matéria que o Ilha Notícias publicou e, principalmente, o destaque de uma página inteira.

 Além dos diversos comentários feitos por quem leu a edição impressa, acompanhei a participação dos seguidores do jornal nas redes sociais com centenas de compartilhamentos, comentários e curtições. Os leitores acharam justa e merecida a homenagem feita pelo jornal, e mencionaram o carinho que devotam ao cobrador, registrando a alegria que Bruno leva às viagens, embora o tumultuado trânsito e as inúmeras dificuldades inerentes à profissão que ele abraçou. Aliás, Bruno abraçou e incorporou o que faz com um estilo próprio. Ele se transformou numa pessoa especial, está feliz e deixa os passageiros muito alegres, coisa que muita gente precisa refletir e tentar imitar o exemplo, qualquer que seja o seu trabalho. Certamente a busca da felicidade depende apenas de nós mudarmos as nossas atitudes. Tenho percebido, nas pessoas que convivemos diariamente, que elas se comportam e interagem conosco conforme nós agimos com elas. Portanto fiquemos com o exemplo do Bruno que nos sugere sermos felizes como ele é.


joserichard.ilha@gmail.com




sexta-feira, 30 de março de 2012

Quais os benefícios de um novo posto do Detran na Ilha?

Imagem da maquete digital do posto que será construído
até o final do ano na entrada para a comunidade de Tubiacanga

 A construção de um grande posto do Detran em parte do vasto terreno que começa ao lado da comunidade do Parque Royal é uma notícia muito boa para aquela região que está bastante abandonada. O Detran anuncia que mais de 500 mil carros, por ano, poderão fazer a vistoria nesta unidade, ou seja, perto de 20% da frota de automóveis do Estado, o que pressupõe um movimento extraordinário de carros e pessoas.
Acredito que este super posto do Detran também vai trazer mais segurança à estrada que leva até Tubiacanga. O lugar hoje é notícia pela quantidade de carros abandonados e corpos mutilados que surgem nas margens da baía ou entre o capim alto. À noite, sem iluminação alguma, a estrada, com quase um quilômetro, é um caminho de medo e assaltos.
 A Estrada das Canárias também deverá sofrer algumas modificações para garantir a segurança dos motoristas e pedestres. A matéria publicada nesta edição do Ilha Notícias, relata que na altura da Clínica de Família, os moradores denunciam a falta de sinalização e pedem mais equipamentos, como pardal ou quebra-molas para diminuir a velocidade dos veículos. O sinal existente ninguém respeita e diversas pessoas são acidentadas toda semana. Se hoje, com pouco movimento, o trecho está perigoso, imaginem os leitores depois que o posto do Detran estiver funcionando e diariamente, mais 1.300 carros, a maioria conduzidos por motoristas que não conhecem o trajeto, estarão cruzando as pistas que dividem as comunidades de Vila Joaniza e do Galeão.
 O projeto do novo posto vai facilitar a vida de milhares de motoristas, mas também precisa garantir benefícios para a população da Ilha.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ilha do Governador é refém de um sistema caótico de transporte de passageiros


Passageiro de van desce no meio da rua,
correndo risco de vida e prejudicando o trânsito.

 Na Ilha, ainda não conseguimos resolver questões simples, como por exemplo, ter ruas sem buracos, hospitais com médicos e um sistema eficiente de transporte de passageiros. Seja pelas barcas ou por vans e kombis, o descaso com a vida continua colocando pessoas em risco e causando transtornos.

 Somos reféns de uma baderna permitida, onde trafegam centenas de kombis ilegais que transportam diariamente milhares de vidas. O que mais desanima é a forma contemplativa das autoridades responsáveis. Há alguns anos que essas irregularidades persistem e nada muda. São motoristas sem habilitação e cobradores que se acomodam em bancos de plástico ou sobre os motores das kombis. Nas viagens colocam em risco a vida de inocentes e cometem, a cada quilômetro, infrações, como avanço de sinais, velocidade além da permitida, lotação, além dos veículos trafegarem em condições precárias com pneus carecas e passageiros sem o cinto de segurança. A conivência das autoridades faz supor que o sistema está blindado. Nenhum órgão assume a responsabilidade para fiscalizar ou estabelecer normas, fato que assusta a população refém.

 Naturalmente kombis e vans prestam um serviço indispensável para transportar as pessoas para as comunidades distantes das vias principais onde passam os ônibus. Entretanto, esse serviço já deveria ter sido regulamentado e ter fiscalização rigorosa não só para garantir a vida dos passageiros, mas dos pedestres e outros motoristas. A omissão das autoridades é grave porque coloca também em risco os trabalhadores que operam o sistema, como os motoristas e trocadores, que não possuem nem são obrigados e ter nenhum tipo de treinamento para operar no transporte de pessoas.

 Para avançar na qualidade de vida é necessário ter atitude e gastar energia para resolver questões simples, mas de grande importância para o cidadão.


joserichard.ilha@gmail.com