sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ilha do Governador conta com serviço
ruim de transporte marítimo


Catamarãs são raros no trajeto para a Ilha

            É inadmissível que a nova concessionária que administra o serviço de transporte marítimo de passageiros entre a Ilha do Governador e o Centro da cidade continue a debochar dos insulanos. Depois de um pequeno período de aparente tranquilidade com o uso de novos e confortáveis catamarãs, com ar-condicionado, as coisas desandaram por diversas vezes nessa semana, principalmente, na quinta-feira (13). No horário de maior movimento pela manhã, a empresa CCR Barcas deslocou novamente uma barca velha, lenta e perigosa para transportar os passageiros da Ilha. O horário é aquele em que os trabalhadores, que usam as embarcações, contam para chegar a tempo no trabalho, e qualquer atraso significa a cara feia do patrão.
           Como a CCR Barcas parece não planejar nada, o catamarã que seria utilizado na viagem das 8h, foi tardiamente substituído por uma embarcação maior para transportar os cerca de 650 passageiros que se aglomeraram na Estação do Cocotá. O tumulto e a revolta dos usuários aconteceu, sobretudo, pelo atraso e a falta de informação, fato que se renova sempre, mas que ninguém deve tolerar. Afinal, o direito de explorar o serviço é concedido pelo Estado e existem diversas regras que devem ser cumprias para atender o transporte entre o Cocotá e a Praça XV.
            A Agetransp, órgão do Governo do Estado cuja responsabilidade é normatizar e fiscalizar a qualidade dos serviços da CCR Barcas, tem sido omissa e habitualmente tendenciosa ao defender a empresa em qualquer circunstância, prejudicando a população. Com a futura retirada das vans no trajeto para o Centro, o serviço de barcas ganha importância e tem que receber das autoridades uma posição mais firme e maior fiscalização. É preciso, acima de tudo, que funcione a altura das exigências e necessidades da população.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 7 de junho de 2013

 
Ilha do Governador tem trechos perigosos na orla
 
Calçada nas Pitangueiras é estreita com buracos e poste no trajeto
          Diversos trechos das calçadas na orla, entre o Jequiá Iate Clube e o Posto do Detran localizado no Parque Poeta Manoel Bandeira, estão um caos. Enormes buracos colocam em risco a vida dos pedestres e sobretudo do pessoal que costuma correr ou fazer caminhadas aeróbicas, aproveitando a brisa do mar. O problema se agrava porque em alguns trechos do lado oposto da rua, a calçada se reduz pelas casas construídas à beira da via. Na curva perto do canhão não apenas os pedestres, mas todos correm sérios riscos pelos obstáculos e falta de espaço para carros, ônibus, motocicletas, bicicletas e para as pessoas nas esburacadas e apertadas calçadas. De um lado existe um paredão de rochas e do outro a praia onde uma residência preserva a beleza do local.
          A solução, que na verdade é um apelo dos moradores e do bom senso, é a urgente recuperação das calçadas, principalmente do lado da praia onde o movimento de gente é maior. O trecho tem uma paisagem fantástica de parte da Baía de Guanabara e precisa da atenção das autoridades. No entorno diversos bairros – Pitangueiras, Zumbi, Engenhoca e Praia da Bandeira – têm uma grande população com mais de 40 mil pessoas cujo lazer principal está junto ao mar. Alguns moradores se divertem em pequenas embarcações de lazer, outros buscam na pesca o divertimento ou um modo de melhorar o orçamento da família. Na Praça do Zumbi, as famílias se reúnem e confraternizam, enquanto muitos buscam a saúde caminhando apressados pela orla. Entretanto, ninguém está protegido de sofrer um inesperado acidente, justamente porque todos estão expostos aos perigos dos enormes buracos nas calçadas. Uma vergonha!
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ilha do Governador pode ser cidade.
O debate está novamente aberto
 
          Debater sobre a emancipação da Ilha faz bem à democracia e é um modo republicano de agir na política com independência e liberdade. Afinal, a Ilha do Governador é um belo pedaço da cidade do Rio de Janeiro com cerca de 300 mil habitantes onde são geradas importantes receitas. Se fosse transformada em município, a Ilha seria a 9ª no ranking de arrecadação no estado. 
 
          Aos que se motivarem com o assunto — contra ou a favor —, sugiro levantar informações atualizadas e discutir com seriedade, de modo a elencar as vantagens e as consequências de uma possível emancipação. A tendência mundial é dar autonomia às pequenas e prósperas regiões que estão sufocadas ou colocadas em segundo plano pelo poder regional. É o caso da Ilha que perde em atenção para a Zona Sul, Barra e área portuária onde os investimentos são grandes e levam desenvolvimento.
 
          O tema emancipação volta a ser discutido porque o Congresso Nacional deve aprovar em breve legislação que devolve às Assembleias Legislativas o poder de definir sobre a independência de territórios. A Ilha preenche todos os requisitos legais para se transformar em cidade. É, portanto, possível que projetos sobre o tema sejam criados ou desarquivados na Alerj. 
 
          Sempre fui favorável a debater um assunto tão importante como esse. Acredito que discutir o tema estimula a população a participar e cobrar mais do poder do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo estimula os políticos da cidade a terem mais atenção com a Ilha. A região está estagnada e sem lideranças carismáticas. O desprestígio é grande e estamos tão por baixo que para o cargo de subprefeito, o indicado, embora seja um bom gestor, veio de outra região. E olha que somos 300 mil.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A opinião das ruas é carregada de emoção
 
 
 Os repórteres Daniel Alves e Juliana Araujo ouviram dezenas de moradores na Portuguesa

          O funcionamento da redação do jornal nas calçadas da Ilha do Governador tem sido uma experiência extraordinária. Os repórteres, que já participaram da empreitada, relatam fatos curiosos que revelam a intimidade e a confiança que a população deposita no jornal. Muitas pessoas relatam aos jornalistas uma forte indignação pela impotência em resolver assuntos cujas responsabilidades são, principalmente, das autoridades públicas.
           Os fatos que marcam a tristeza das pessoas estão no sentimento de injustiça e falta de apoio dos órgãos públicos que cobram muito e oferecem pouco. O medo é fruto da insegurança dos que caminham pelas ruas e se sentem desprotegidos pela falta de policiamento.
          A perplexidade se mostra contra a irritante indisciplina do trânsito, cujo controle está nas mãos de alguns péssimos motoristas de vans e kombis que avançam sinais, andam de portas abertas e paralisam os pontos de ônibus. A péssima qualidade dos serviços de transportes de passageiros e desorganização tem levado trabalhadores a perder horas no trânsito cada vez mais confuso da cidade. Surpreendem ainda os relatos dos leitores sobre a sujeira nas ruas, carros abandonados, falta de água e luz.
          O fato é que, com a redação do jornal nas ruas, o Ilha Notícias pode ouvir gente que não participa das redes sociais e da internet. São pessoas que conhecem e tem opinião forte sobre os problemas que dificultam a vida dos moradores da região. Embora essa gente esteja decepcionada com a falta de atenção das autoridades, todas nutrem grandes esperanças por soluções e sonham com uma região cada vez mais bonita e desenvolvida. E tudo pode começar pela modificação de cada cidadão, mudando a postura e cultura para ser modelo na cidade, como por exemplo, não jogar nenhum pedaço de papel nas calçadas e lixo pela janela do carro.

www.twitter.com/joserichard


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Aeroporto do Rio de Janeiro é um caos para automóveis




  É vergonhoso o tratamento que a Infraero dá aos passageiros que desembarcam no Terminal 1, aquele que é o mais antigo do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Antônio Carlos Jobim - Aliás, é absurdo esse nome imenso, bastaria Aeroporto Tom Jobim.  
 
  Nesse Terminal 1, acontece, há alguns meses, um fato muito estranho. O acesso de veículos à pista do 1º andar, onde desembarcam os passageiros, foi dividido, de modo feio e grosseiro, com gelo baiano e só os táxis e ônibus podem trafegar pela direita, lado onde  os passageiros desembarcam com as suas bagagens. Os carros de passeio são obrigados a seguir pela esquerda da pista – separados pelo gelo baiano – e, são proibidos de parar para apanhar passageiros – seja ele um familiar, parente ou amigo. O risco de atropelamento é grande pelos táxis e ônibus, que trafegam à vontade na pista livre ao lado.
 
  É um absurdo! Não há explicação que justifique proibir pessoas em seus veículos, de buscar familiares e amigos que chegam ao Rio. Quem se atreve a parar, e enfrentar o esquema põe em risco a vida do passageiro e sofre agressivas ameaças de multa. A Infraero precisa tomar enérgicas providências para acabar com essa péssima medida, cujos transtornos são insuportáveis e não têm nenhum sentido. Facilitar e dar segurança aos que chegam à nossa cidade pelo Tom Jobim é uma obrigação dos responsáveis pela gestão do aeroporto. Enquanto durar esse procedimento intolerável, fica a dúvida se a medida é fruto do interesse em beneficiar algum esquema oculto ou simplesmente irritar os motoristas e causar danos à imagem da cidade. A nova administração da Infraero precisa agir com bom senso também nesse problema e transformar nosso aeroporto num equipamento modelo em todos os sentidos.

joserichard.ilha@gmail.com