sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Papa Francisco e os poderosos




            A chegada do Papa ao Brasil pode ter um efeito de divisor de águas nas mobilizações e protestos que começaram em junho por ocasião da Copa das Confederações. Na oportunidade, até a imprensa foi surpreendida pelos movimentos espontâneos que contagiaram os cidadãos em todo país. O espaço nas manchetes, que se previa para as partidas da FIFA, foram ocupados pelas imagens dos protestos.
           As excelentes apresentações da seleção do Felipão vencendo países campeões mundiais como a Espanha, México e Itália, colocando o Brasil novamente no ranking entre as 10 melhores seleções do mundo, não foram páreo diante da voz que vinha das ruas e fez o Brasil acordar. 
            A visita do Papa ao Brasil é um outro acontecimento de repercussão mundial e toda mídia do planeta estará acompanhando os passos do Sumo Pontífice. Como o mundo já conhece a força da nossa democracia espero que agora os jornalistas deem os mesmos espaços à beleza do Rio e a determinação do seu povo que busca mudanças. 
            Acredito que o Papa Francisco trará paz e esperança ao povo brasileiro, hoje massacrado pela corrupção e por impostos exorbitantes. Peço a Deus que o Espírito Santo use esse Francisco argentino para abençoar as consciências dos ricos e poderosos por mudanças, de modo que os brasileiros não tenham mais motivos para gritar nas ruas. Espero que a vinda do Papa seja o sinal de novos tempos e motive as transformações que todos brasileiros esperam e os novos tempos exigem.
 
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Os médicos são os culpados pela crise na saúde?


          É absurda, a Medida Provisória que o governo pretende adotar a partir de 2015, para a formação de novos médicos no Brasil. Querem obrigar os estudantes de medicina, após a conclusão do curso, a trabalharem no Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos, deslocados para cidades do interior, antes do período de residência médica. Com essas regras, só após dois anos, esses médicos poderão dar início as especializações e receber o diploma. A proposta é que os brasileiros do interior sejam atendidos por novos médicos, doutores sem experiência e sem a indispensável supervisão de médicos preceptores. Se a medida for adotada muitos jovens podem ficar desestimulados pela carreira médica, diminuindo a quantidade de profissionais para cuidar da saúde da população e aí sim gerar uma crise de falta de médicos no país. Novamente o povo será o mais prejudicado.
           A outra má ideia é importar médicos estrangeiros para as mesmas regiões sem testá-los e confirmar de fato a competência, como se o problema no Brasil fosse a falta de médicos. Os grandes entraves na área da saúde têm origem na péssima infraestrutura, poucos hospitais, postos de saúde, medicamentos e equipamentos. É bom as autoridades também pensarem com urgência em salário justo para esses profissionais, cuja responsabilidade é reabilitar a saúde da população e salvar vidas. 
           Hoje um médico cirurgião precisa estudar 11 anos. Seis do curso de medicina tradicional, mais dois de residência e outros dois ou três anos para se tornar um especialista. Ser um bom cirurgião exige dedicação quase integral durante 11 anos, no mínimo. De modo que, não é justo que queiram obrigar os futuros estudantes de medicina a resolver a má gestão política da saúde, obrigando-os a prestar serviço obrigatório por dois anos no SUS, com salários ridículos em lugares que não existe nem posto de saúde.
          É um absurdo! Espero que as autoridades não estejam falando sério.

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Um novo Brasil com competência e ordem


           A crítica à atuação dos políticos e autoridades, reivindicando melhores serviços públicos é legítima e dá, ao político competente, a oportunidade para corrigir o rumo do seu mandato e ajustar ações para realizar um trabalho melhor que possa ter o reconhecimento da população.

            É uma covardia a ação dos criminosos que aproveitam as passeatas para provocar danos ao patrimônio público e principalmente às lojas particulares, cujos proprietários e empreendedores de pequenos negócios não são os culpados pela corrupção no Congresso Nacional, o preço de passagens ou essas PECs.

           Na semana passada, diante do boato da realização de uma passeata, alguns comerciantes da Ilha mandaram colocar tapumes de madeira nas vitrines e vidraças dos seus negócios com medo de que bandidos infiltrados no movimento pudessem invadir seus estabelecimento e provocar prejuízos como aconteceu em diversas outras regiões em que se realizaram passeatas. Passeatas pacíficas são ingredientes da democracia e podem ser utilizadas como instrumento de pressão para reivindicar dos governos e políticos, ações mais justas e competentes. 

            A população não concorda com a participação de arruaceiros que gritam palavras de ordem estimulando a violência e a depredação. O povo é contra esses manifestantes inconsequentes que desejam o caos e desrespeitam a tudo e a todos, provocando arrombamentos, quebra-quebras e roubos nas lojas. Os prejuízos são enormes e podem gerar desemprego ou fechamento das lojas atingidas. Esses arruaceiros, provavelmente não estudam nem trabalham, e têm tempo de sobra para participar de todas as passeatas, levando por onde passam medo aos moradores e comerciantes. A baderna é a única maneira que esses marginais encontraram para participar das justas manifestações da população.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Indignação contagiou brasileiros em todo planeta

           
 
            É fantástico constatar que o mesmo sentimento de indignação que eclodiu no coração do povo, surgiu simultaneamente na vontade dos brasileiros que moram em outros países. Assisti e li nos noticiários internacionais que em muitas capitais de outras nações, grupos de brasileiros organizaram protestos com as mesmas reinvindicações e denúncias que foram feitas no Brasil. Nada, portanto, foi orquestrado por partido político ou outro tipo de organização. A origem das manifestações por todo planeta foi espontânea e a mídia deu destaque ao assunto, com independência e liberdade. As imagens das primeiras caminhadas com centenas de milhares de cidadãos protestando pacificamente com palavras de ordens e portando cartazes com indignações difusas contagiaram às demais manifestações, que assumiram a mesma pauta de revolta. À imprensa coube um papel importante de coragem para denunciar as eventuais cenas de truculência de policiais despreparados, e, sobretudo alertar sobre a participação de criminosos que se infiltraram nas caminhadas e invadiram lojas, roubaram mercadorias e depredaram o patrimônio público. Esse grupo de bandidos foi repudiado em todas as cidades, revelando a consciência pacífica da imensa maioria dos manifestantes.
            O clamor das ruas encurralou as autoridades que começaram a tomar medidas para atender as reivindicações como a redução das passagens de ônibus em diversas capitais, a rejeição da PEC 37 – que pretendia retirar do Ministério Público o direito de investigar –, além de compromissos da presidente Dilma com medidas contra a corrupção e aumento de orçamento para a saúde e educação. Um deputado federal corrupto já vai perder o mandato e ser preso. Portanto, foi e é fundamental a indignação explícita da população nas ruas sempre que as injustiças sociais não forem resolvidas rapidamente. O povo, mesmo sem lideranças, mexeu com as estruturas do poder. As massas devem manter-se sempre alertas para exigir responsabilidade e seriedade de todas as autoridades. O limite da paciência do brasileiro foi determinado pelas manifestações espontâneas e a mobilização foi impressionante. Muito bom!!!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações podem mudar o Brasil


            Milhares de moradores da Ilha do Governador compareceram as manifestações de segunda e quinta desta semana, no Centro da cidade. O protesto contagiou a população brasileira e se espalhou rapidamente por quase todos os estados. O movimento é forte e tem como pano de fundo a indignação do povo contra a corrupção, a qualidade e preço dos transportes entre outras injustiças que têm sacrificado os brasileiros.
            Na Ilha, diversos grupos de jovens tentam programar, para os próximos dias, um movimento para protestar contra os serviços públicos que não funcionam, como o péssimo transporte de passageiros realizado pelas barcas, o exagerado preço cobrado pelos ônibus frescões, entre outras reinvindicações que incluem os baixos salários dos professores.
            Temas nacionais importantes devem fazer pauta das próximas reinvindicações, como a extinção da PEC 37, absurdo que acaba com o poder de investigação do MP. É vergonhoso que tentem proteger os políticos já condenados pelo STF no episódio do mensalão. Acabar definitivamente com a PEC 37 será uma vitória das passeatas que ficará para a história.
            Ganha dimensão e respeito de toda população o protesto quando a luta é pacífica e com temas claros contra a desonestidade e injustiças do poder público. Todavia, o movimento perde sentido quando vândalos se infiltram entre os manifestantes saqueando e destruindo o patrimônio público e particular. Excluir esses radicais agressivos que não representam ninguém e tiram o foco do movimento é uma responsabilidade cuja ação devemos controlar para manter a confiança nas manifestações.
            O Brasil inicia um novo tempo. Reivindicar, protestar e exigir direitos é atitude que essa geração precisa conquistar como legado ao futuro. É bom também que esse momento sirva para a população adquirir mais consciência nas eleições e melhorar a qualidade dos seus representantes, que no momento estão acuados, sem coragem e propostas. Uma vergonha!!!

joserichard.ilha@gmail.com