sexta-feira, 23 de agosto de 2013

De onde vem os lucros recordes dos bancos



            O sistema bancário é nacional e faz parte de modo compulsório da vida de cada brasileiro que é obrigado a pagar contas, receber benefícios e salários nas agências. Notícias dão conta que os lucros do setor, obtidos no primeiro semestre, foram mais uma vez recordes históricos. O fato seria excelente para todos se os setores de produção também estivessem comemorando. Mas não é o que acontece, pelo contrário. O primeiro semestre foi ruim para quase todo mundo. Mas os bancos — todos eles — são instituições protegidas pelo governo e ganham abusivamente para movimentar os valores das empresas e pessoas físicas. Ganham muito. Cobram juros estratosféricos para emprestar e pagam valores ridículos para os investidores, sobretudo considerando a conjuntura de dificuldades que o Brasil e seu povo atravessam. Além disso, na Ilha não conheço nenhuma ação de contrapartida ou participação em projeto social.  
             O sistema bancário é perverso e cego em busca de lucros astronômicos. A política continuada de substituir funcionários por computadores logo poderá transformar as agências bancárias em verdadeiros prédios robôs, cuja presença de trabalhadores será desnecessária. Vi na semana passada um protesto dos bancários em frente de alguns bancos na Ilha reivindicando melhores salários. Além de terem seus empregos ameaçados pelas máquinas, esses trabalhadores ganham muito mal diante do tamanho da responsabilidade que tem sobre os ombros.
             Porque ninguém protesta nas manifestações contra esse absurdo? Não vi nenhum cartaz sobre isso carregado pelos manifestantes. Na Ilha, o Itaú, por exemplo, que tem sete agências na região, trata as empresas com desprezo ao manter em Bonsucesso a gerência, numa plataforma, cujo acesso é complicado e longe dos clientes. Para falar pessoalmente com o gerente da sua conta no Itaú, a empresa precisa deslocar o seu gestor para fora da Ilha. Isso é um desrespeito com os empresários da região, que certamente proporcionam ao Itaú parte dos bons lucros registrados neste primeiro semestre de 2013.
            Nesta semana, uma notícia ratificou minha suspeita de que tem coisas mal explicadas. A Receita Federal notificou o Itaú cobrando 18 bilhões de reais por sonegação fiscal. O fato é sério e causa prejuízos ao país que, com esses bilhões, poderia aplicar mais na educação e na saúde. Por que os protestos os protegem?

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Professores precisam ter prioridade nas reivindicações



  Não há greve ou manifestação mais justa do que a dos professores da rede pública. Tanto é verdade, que por onde passam as caminhadas de protesto recebem o apoio espontâneo dos moradores. O aceno das janelas dos prédios e o som da buzina dos motoristas têm o sentido único do reconhecimento da população a uma classe pouco valorizada.

 A falta de infraestrutura e salários defasados são as principais reivindicações encaminhadas pelo Sindicato dos Professores. Imagino que não há ninguém contra, nem contestações aos pleitos cujas soluções precisam ser rápidas para não prejudicar o ano escolar dos alunos das escolas públicas. Não pode haver brecha para a continuidade do ensino e principalmente com o tempo de ocupação dos alunos.

  Qualquer interrupção interfere na rotina das famílias e prejudica principalmente os jovens mais pobres que ficam a mercê das oportunidades geradas pela da falta do que fazer. Pior ainda, é a decepção prematura desses adolescentes com o sistema que os prejudica. Essa decepção será reforçada na convivência e tristeza dos mestres em luta por salários dignos e melhores condições materiais para proporcionar boas aulas. Alunos e professores geralmente são amigos e a maioria das pessoas guarda o nome do mestre pela vida toda, agradecidos pelos ensinamentos e formação da cidadania.

 Entendo que todas as categorias profissionais são importantes, mas professores e médicos precisam ter um tratamento diferente. Pessoas com saúde e conhecimento deveriam ser a obrigação prioritária de um país com o seu povo. Não deveria haver perda de tempo para discutir condições quando está em jogo a formação do cidadão e da sua saúde. 
O grito dos professores precisa ser ter eco. Já!!!  

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mais de 60 mil veículos movimentam a Estrada do Galeão

   


   Sempre que olho a Estrada do Galeão, fico surpreso com a quantidade de veículos que transitam pela nossa principal via. A informação extra oficial é de que mais de 60 mil veículos passam diariamente nas pistas de entrada e saída da Ilha. São automóveis, vans, ônibus, caminhões e motos que transitam em quantidade igual a grandes cidades do nosso estado. 
   Se pela manhã a partir das 6h, o movimento de saída da Ilha é intenso, à tarde, depois das 16h - se prolongando até às 21h - o nervosismo de entrada e volta do trabalho parece ser muito maior. Talvez pela quantidade de gente de outras regiões da cidade que vem curtir a noite nos bares e restaurantes da Ilha. O curioso é que pela manhã também é muito grande o movimento na pista de entrada com veículos transportando trabalhadores que atuam em empresas da Ilha. 
   Esse intenso movimento de carros que entram e saem da região tem contribuído para os congestionamentos internos, fato novo nas vias principais. Se já era grande o número de veículos que ficam circulando dentro da Ilha, essa quantidade aumentou bastante nos últimos meses. Os taxistas foram os primeiros a perceber e já começam a reclamar das dificuldades para circular pela Ilha. 
   Novos estudos precisam ser feitos para melhorar o fluxo interno. Providências como proibir a fila dupla e parada fora dos pontos de vans e ônibus são urgentes para evitar congestionamentos. A saída de alunos dos colégios, como o Modelar Cambaúba, é um transtorno para os motoristas que contam com a fluidez no trânsito para cumprir os seus compromissos.
   A Ilha vive um momento que precisa de mudanças nas suas vias principais para melhorar o trânsito. Os problemas nas ruas chegaram a um limite que não se ajustam mais por acomodação. Alguem precisa fazer alguma coisa para orientar o trânsito e proibir as bandalhas. 

joserichard.ilha@gmail.com
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Ilha do Governador e o jornal que é a voz da comunidade






         No próximo mês de setembro o jornal Ilha Notícias completa 37 anos de existência e circulação ininterrupta. Num jornal, a vantagem do longo tempo de existência é a certeza da conquista da liberdade definitiva. Aprendi nessas décadas que não é possível ter sucesso e conquistar a confiança dos leitores sendo refém de alguém ou de algum sistema. O jornalismo independente, cujas bases o Ilha Notícias está alicerçado é da ética e verdade dos fatos.
            Sem hipocrisia ou sentimento sonhador, o jornal foi criado para funcionar como uma empresa de sucesso e na diferença das receitas e despesas possa investir no desenvolvimento e ter lucros. Nessa trajetória de 37 anos vivemos meses de crises e incertezas, mas nunca nos deixamos levar pela conveniência de interesses que fugissem ao rumo das coisas corretas, como nunca também o Ilha Notícias foi conivente com os poderosos do momento. Procuramos sempre corrigir nossos eventuais erros, injustiças e enganos, com coragem e humildade. Nunca com submissão.
            A responsabilidade de manter circulando gratuitamente o Ilha Notícias, todas as sextas, com qualidade gráfica, conteúdo renovado e fatos do interesse da população é um desafio permanente. Nunca, uma linha sequer foi ou será publicada por leviandade ou intenção de prejudicar alguém, pobre, rico ou adversário. É nossa obrigação ter opinião, discernimento e respeito. Por exemplo, é nosso dever permanente agir cobrando dos poderosos — sobretudo em cargos públicos —, competência de gestão. Confetes só quando merecem.
            Os leitores continuam soberanos no jornal, tanto que ocupam dois importantes espaços nas colunas Boca no Trombone e Voz do Leitor, onde expressam livremente comentários elogios e críticas. O Ilha Notícias se orgulha de ser a tribuna e a voz dos moradores da Ilha. E em setembro vamos comemorar juntos — e mais fortes — os 37 anos. Deus é bom!!!

joserichard.ilha@gmail.com
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sábado, 27 de julho de 2013

Ilha sofre com problemas recorrentes no transporte



Todas as manhãs e finais de tarde, ônibus lotados trazem desconforto
 aos passageiros que pagam caro pelas viagens 

            A propósito do resultado de uma pesquisa que o Ilha Notícias promoveu em maio, cujo resultado apontou o transporte como o principal problema dos habitantes da Ilha do Governador, com mais de 43%, quero registrar que, o que era ruim, está pior.
             O serviço de transporte marítimo de passageiros voltou a ser feito por embarcações muito velhas, com elevado risco aos passageiros e viagens muito lentas. O moderno e confortável catamarã é uma ilusão que raramente faz a linha do Cocotá à Praça 15. A concessionária CCR está se lixando para os moradores da Ilha e seu objetivo principal é sem dúvidas o lucro. Não existe comprometimento com os passageiros nem com a qualidade dos serviços. Além de tudo, só operam em horários que lhes convém e cuja lotação signifique arrecadação com lucro.
            Já o transporte feito pelas vans e kombis precisa ser regulamentado em caráter de urgência para acabar com as incertezas geradas por informações contraditórias. Tanto os motoristas e cobradores desses veículos, como os passageiros vivem inquietos diante de notícias confusas e que acabam trazendo prejuízos a todos. A ligação para o centro da cidade é importante e os ônibus e barcas não dão conta. Se não existe ônibus suficiente para atender melhor a população é evidente que o sistema alternativo ou complementar é a solução. É preciso colocar, logo, regras claras e cobrar dos donos das barcas, vans e ônibus, mais eficiência e responsabilidade. A população está cansada disso. A pesquisa já demonstrou.

joserichard.ilha@gmail.com