segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Crise histórica sacrifica trabalhadores

         
 Muitas famílias vivem em situação de de miséria
             
             No momento que o país está mergulhado em uma crise econômica histórica e com muitos brasileiros sofrendo com o desemprego, resultado da má gestão do governo federal, somados aos inúmeros casos de corrupção e propinas milionárias prospectadas por dirigentes de estatais que fulminaram com os cofres públicos, o ministro da Fazenda Francisco Levy, pede que a população entenda e suporte ainda mais sacrifícios, é um absurdo.
              A vida nos gabinetes luxuosos talvez não tenha proporcionado ao ministro Levy a sensibilidade para entender o que é o sofrimento de um chefe de família que fica desempregado repentinamente, como tem acontecido, por exemplo, com os trabalhadores das empresas que terceirizavam serviços ou tinham grandes navios encomendados pela Petrobrás ou suas subsidiárias. 
            São dezenas de milhares de famílias que estão vivendo no desespero. E o governo, na quarta (5), propõe que o povo brasileiro seja leniente e colabore com mais sacrifícios através das absurdas medidas contidas nos ajustes fiscais. Todas contra a população e as empresas.
              Ora bolas, quem mentiu e administrou mal não foi o povo. Para vencer a eleição o governo diminui a conta de luz e vendia gasolina a preço menor daquele que importava. Natural que um dia o país ia quebrar. Sem rumo, agora querem culpar a população e colocar a conta nos ombros dos trabalhadores. Erram novamente. 
              Acertariam se tivessem a coragem de diminuir o próprio tamanho, reduzindo para uma meia dúzia o número de ministérios e adotando medidas severas contra os bandidos da corrupção, como faz a justiça de Sérgio Moro. Não tenho boas expectativas, acho que falta humildade e sobra incompetência.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Portuguesa é campeã Sub 20 e time profissional está na Divisão Especial em 2016

             

Equipe Sub 20 da Associação Atlética Portuguesa, Campeã Estadual de 2015

            Foi excelente o resultado obtido pela equipe de futebol profissional da Associação Atlética Portuguesa durante o ano de 2015. A classificação para disputar a Divisão Especial, no próximo ano, contra times grandes como Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo é uma conquista que alegra os moradores da Ilha. Todos somos Portuguesa.
             O retorno a 1ª divisão do futebol carioca em 2016, depois de oito anos fora, é uma oportunidade para o time do presidente João Rêgo ficar mais forte e aumentar sua torcida. O aproveitamento dos jovens e bons jogadores das divisões de base podem reforçar o elenco sem a necessidade de gastar em atletas caros, sem clubes e que muitas vezes apenas pretendem aproveitar a Portuguesa para aparecerem aos grandes times e que não podem garantir nenhum retorno positivo. Não entendo de futebol, mas sei que um dos caminhos mais seguros para manter um time vencedor é criar estruturas e ter planejamento para formar jogadores. Atletas que tenham entusiasmo e garra pela camisa que vestem com atitude de luta e entusiasmo a cada partida. A Portuguesa tem em mãos a chance de se firmar na Divisão Especial se der continuidade ao bom trabalho do setor de futebol dirigido por Marcelo Barros e sua equipe.
              A Ilha do Governador precisa da Lusa na elite e como referência no futebol , assim como a União da Ilha, presidida por Ney Filardi, é referência no Grupo Especial do carnaval carioca com sambas que projetam a escola e a Ilha pelo mundo afora. O Estádio Luso Brasileiro que deverá ficar lotado nos jogos da Taça Guanabara e Campeonato Carioca tem vocação para ser palco de grandes jogos, como foi em 2005 quando foi sede do campeonato Brasileiro e recebeu 20 mil torcedores.
              2016 é um marco para a Ilha do Governador entrar definitivamente no mapa do futebol profissional.  Torço pelo sucesso da Lusa.

joserichard.ilha@gmail.com

Falta de fiscalização gera mau serviço de transporte

              A rotina continua péssima para o sistema de transporte de passageiros na Ilha. A maioria das kombis e vans continua cometendo as mesmas irregularidades no trânsito e desrespeitando os sinais como fazem há anos. Em frente ao Ilha Plaza é vergonhosa a desfaçatez dos motoristas que congestionam o trânsito enquanto não completam a lotação. E, o que é pior, as autoridades de trânsito não fazem absolutamente nada. Desconfio que sejam omissos ou coniventes, não há outra explicação que convença os cidadãos insulanos que a Polícia Militar e a Guarda municipal não tem nada a ver com a insubordinação às leis e o desrespeito praticado aos demais motoristas em frente ao shopping, principalmente no final da tarde.
              Quanto às barcas nada de novo. O serviço continua ruim e inseguro. As embarcações, todos já sabem, são muito velhas e inseguras. Mas a notícia ruim é que agora os passageiros começam a desconfiar da experiência dos comandantes diante dos diversos casos de dificuldades na atracação. Há algumas semanas, centenas de passageiros precisaram da ajuda dos bombeiros para desembarcar durante à noite, no meio das pedras depois que a embarcação sexagenária bateu violentamente no pier de atracação do Terminal do Cocotá. 
              Já no sistema de ônibus, a Paranapuan é o destaque na cidade. Quando todos pensavam que não podia piorar, eis que nesta semana seguinte ao acidente que matou um homem atingido por uma roda, que se soltou de um dos ônibus da empresa, dezenas de veículos continuam a trafegar nas mesmas condições desconfortáveis e perigosas. A frota nas ruas diminuiu para desespero de quem precisa usar os trajetos feitos pelo ônibus da Paranapuan. 
Muitos leitores denunciam a falta de fiscalização e eu concordo. A omissão das autoridades gera suspeitas de cumplicidades ruins.

joserichard.ilha@gmail.com

Procom interdita 26 ônibus da Paranapuan

              Ainda bem que 26 ônibus da Paranapuan foram lacrados pelo Procon por falta de segurança. A vida dos insulanos não merece o risco da irresponsabilidade daqueles que colocam nas ruas veículos com grandes probabilidades de provocar acidentes e causar danos para passageiros e seus próprios funcionários. São inúmeras as reclamações e críticas dos leitores sobre o péssimo estado dos veículos, cujo ridículo vai a inimaginável situação de chover dentro dos ônibus. 
            A empresa de transportes Paranapuan, fundada em 1949 já foi modelo de gestão nos anos 90 quando tinha em seus quadros cerca de mil funcionários e uma frota de ônibus sempre nova. Os coletivos não passavam de cinco anos e eram vendidos ainda em boas condições para empresas do interior e substituídos imediatamente por novos modelos estalando de novos. 
             Com a concorrência das kombis e vans somadas a uma gestão ruim a empresa começou uma fase de decadência cujo fundo do poço alguns pensavam que tinha chegado há cerca de sete anos. Diante de um passivo assustador, não apareceram sócios nem interessados para comprá-la, e as coisas foram piorando até que o que estava ruim conseguiu ficar pior e alguns veículos da empresa foram protagonistas de graves acidentes, como, por exemplo, aquele em que por causa de uma discussão de um passageiro com o motorista de um ônibus que fazia a linha 328 Bananal – Castelo,despencou do viaduto na Avenida Brasil, na saída Ilha, em dois de abril de 2013, matando sete pessoas e ferindo outras nove.
              Hoje a frota que, nos bons tempos era de quase 300 ônibus, é de pouco mais de cem, a maioria em péssimas condições de uso, sujos, cheios de baratas e bancos rasgados. Os funcionários não conhecem mais os patrões e não encontram motivos para sorrir. Uma pena! A população insulana sofre presa a um caótico sistema de mobilidade urbana, cuja alternativa marítima não é bem aproveitada. 

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Banco trata clientes como refens

             É incrível a desenvoltura do Banco Itaú para cobrar taxas de seus clientes. Cobra por tudo e provavelmente por isso comemora recordes de lucros todos os meses, enquanto a população e empresas amargam uma grave crise em meio a desemprego e falências. 
             Veja só o cardápio: tarifa mensal do cartão da conta no banco + tarifa de manutenção da conta + tarifa por cada saque no caixa eletrônico + tarifa por cada depósito no caixa eletrônico + tarifa por cada pagamento de conta no caixa eletrônico + tarifa mensal de extrato de conta, etc...
              As tarifas são todas caras e injustas. Pior, são chicotadas nos orçamentos dos brasileiros que assistem o banco enriquecer as custas das dificuldades do país. Quanto pior a crise parece ser melhor para o Itaú que empresta o nosso próprio dinheiro cobrando juros astronômicos. 
             O banco aplica uma abominável lei de mercado que favorece sempre quem tem mais dinheiro. Aos de melhor condição financeira eles ajudam cobrando taxas e juros menores. Quem verdadeiramente precisa de empréstimos ou usa o cheque especial para continuar se alimentando e pagando contas básicas como luz e água, colégio e roupas, sofrem com juros que superam a barreira anual de 400%.
             Tenho conta no Itaú porque o atendimento dos funcionários e gerentes é muito bom e também porque ouço falar que nos outros bancos não é diferente a voracidade pelo lucro. Tenho conta bancária, como você caro leitor porque sou obrigado da mesma maneira que tenho que respirar para viver. 
            Na Portuguesa, numa distância de 500 metros o Itaú tem quatro agências e milhares de clientes reféns de um sistema injusto. Além de acabar com a corrupção e o roubo, o Brasil precisa de um novo modelo bancário que não trate clientes como reféns.

joserichard.ilha@gmail.com