quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Não desista, invista mais em você mesmo



             Diante da situação política complicada que gera crises, até onde não existe motivos, a melhor atitude é ficar atento às oportunidades. Alguns preferem fingir que nada está acontecendo e ficam parados até a tempestade passar. O problema é que podem ser arrastados para o fundo do poço por culpa da própria inércia.
              Essa crise política que acabou afetando a economia é um preço alto que a população está pagando pelas falcatruas e rombos nos cofres públicos, provocado pelos principais protagonistas do país. O pior é que nenhum economista sabe prever quando a maré vai melhorar, razão pela qual, acredito que o melhor que temos que fazer é trabalhar mais, produzir mais e ficar ligado nas oportunidades.
             As crises econômicas costumam ser ajustes para uma nova relação dos valores, mudanças que na lógica do mundo digital, que vivemos, deverá ser coisa comum. Todavia, as crises políticas não tem lógica, e os motivos que as geram são de interesses contrariados ou, como a atual, por razões que envolvem vaidades, propinas e subornos.
             Com alguns negócios diminuindo suas atividades, outros empreendedores com mais visão e ousadia, devem conquistar essas fatias do mercado, premiando quem tem disposição e criatividade. Quando o mercado voltar à normalidade terão crescido geometricamente. Não desista. Invista ainda mais em você e na sua capacidade de trabalho.

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Ilha precisa urgente de mais estacionamentos


             Quando há omissão e silêncio, imagino existir conivência, principalmente com ilegalidades. Isso evita, aos desajustados, preocupações com problemas e riscos. Eles preferem continuar tranquilos na sua área de conforto e exageram nos abusos que cometem. 
             Os mal educados de todos os dias, que estacionam em vagas de idosos ou ocupam as calçadas sem deixar espaço para as mães com carrinhos de bebê ultrapassam os limites da tolerância. Eles fingem que não enxergam ou realmente muitos são abusados. 
             Admito que está quase impossível viver na Ilha sem estacionar sobre as calçadas. Mas é preciso muito bom senso para evitar qualquer prejuízo aos demais cidadãos e moradores. Na região, não existem edifícios garagens e são poucas as áreas permitidas para estacionamento. Essa dificuldade se soma aos poucos prédios comerciais que tem garagem. Onde vão estacionar as centenas de pessoas que acessam diariamente os consultórios médicos, advogados, imobiliárias e outros serviços?  
             Estacionar perto é importante para evitar longas caminhadas, principalmente para os idosos, doentes ou quem possui algum tipo de deficiência. As soluções precisam ser estudadas e rapidamente implantadas. Mas só vão acontecer se a população se mobilizar protestando contra o estacionamento dos carros sobre as calçadas.
             A força de uma mobilização popular inteligente, talvez obrigue as autoridades a investir a grana milionária do IPVA, por exemplo, em espaços verticais para estacionamento de carros. Você já imaginou quantos milhões de reais são arrecadados anualmente dos milhares de carros de moradores e empresas da Ilha?


joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Ilha do Governador pode ficar sem as barcas


Barca com quase 60 anos de uso é perigosa e mal conservada

             É inacreditável, mas o péssimo serviço que a população tem no transporte marítimo entre o Cocotá e a Praça 15, pode piorar muito ou até ser suspenso. Todos os passageiros reclamam de poucas barcas e horários insuficientes para ter um transporte confiável e que estimule alguém a utiliza-la. Quem usa as barcas não está satisfeito.
            Algumas embarcações, que fazem o trajeto entre a Ilha e o Centro, possuem mais de 60 anos e, além de velhas, navegam sujas e perigosamente. Há cerca de três meses uma delas bateu forte no píer do Cocotá e os passageiros tiveram que desembarcar entre as pedras. A CCR Barcas que possui a concessão nunca demonstrou a mínima vontade de melhorar os serviços e trata os passageiros como mercadorias.
             Agora, a CCR quer devolver a concessão e cobrar uma indenização milionária do estado que já avisou que não tem dinheiro. Enquanto rola a discussão o serviço deve piorar mais na melhor das hipóteses. Suspeito que nas próximas semanas os passageiros sofram com mais desconforto, menos barcas e poucos horários. O risco de que seja suspenso o trajeto entre a Ilha e o Centro é iminente diante das circunstâncias. O Estado já considerou a hipótese de voltar no tempo e estatizar novamente o transporte marítimo na Baía de Guanabara, cujo modelo não deu certo antes.
            Por enquanto, a alternativa de transporte marítimo pode se transformar em um pesadelo. A integração das barcas com outros meios de transporte fica por conta de um sonho irrealizável por absoluta falta de perspectivas e futuro. Então meu caro leitor, não se surpreenda se o serviço de barcas acabar.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Parabéns Professor!!!



              O Dia do Professor foi comemorado na quinta (15) e além da homenagear aos mestres quero manifestar minha admiração à classe. Tenho muito respeito por todos os professores, sejam aqueles que dão aulas particulares ou em escolas públicas e colégios privados. Imagino nos tempos atuais a dificuldade para obter a concentração de alunos ligados no celular 24h. As redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook e os jogos virtuais com players simultâneos em diversos países catalisam de modo absoluto a atenção dos jovens durante as aulas e no resto do dia. Até as ligações telefônicas perderam espaço e estão em segundo plano com a evolução do WhatsApp cujas funções tecnológicas integram todos os sistemas de comunicação com envio de mensagens, voz, imagens e vídeos, etc.
              Imagino as dificuldades de adaptação da direção das escolas e dos professores, sobretudo os mais experientes, competindo atenção com essas novas mídias. As transformações na última década foram tão grandes e rápidas que viraram o mundo de cabeça prá baixo.
Praticamente todo conhecimento do planeta, desde o seu início, está na internet e, sendo atualizado a cada segundo.
             Parabéns professores. Deve ser duro conquistar a atenção dos alunos em sala de aula desafiando toda essa magia digital ao alcance das mãos. Portanto, homenagear os mestres, é o que este jornal deve fazer para reverenciar a vocação e determinação de todos vocês. O mestre de hoje precisa estar à frente no conhecimento e entender a cabeça dessa geração que ainda não tem a mínima ideia como vai ser o futuro da humanidade nem o próprio. As transformações são tão absurdas e rápidas que o medo do desconhecido escondido na sombra do amanhã pode gerar inseguranças e medo. Ensinar neste cenário é admirável. Felicidades a todos os mestres!

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Ilha está marcando passo enquanto a cidade se moderniza


     Desconfio que as autoridades públicas ainda não perceberam a importância estratégica da Ilha do Governador no cenário da cidade. Os investimentos na região são poucos e o desenvolvimento urbano segue a passos lentos, como se a região fosse uma daquelas pequenas cidades esquecidas do interior. O fato é que temos uma população de quase 300 mil habitantes - mais gente do que Cabo Frio, Petrópolis ou Teresópolis, por exemplo -, mas os investimentos públicos são direcionados quase exclusivamente apenas para conservação do que já existe, como recapeamento asfáltico de ruas e pequenas obras pontuais de recuperação como desmoronamentos e buracos. De vez em quando uma estátua é inaugurada.

  Localizada quase no centro da Baía de Guanabara, a Ilha merece um plano estratégico diferenciado e com viés para explorar as vocações naturais que demandam do aeroporto internacional - o segundo maior do Brasil , cuja logística ainda não utiliza o sistema de transporte marítimo no deslocamento de passageiros e cargas Já o entorno da costa leste da Ilha poderia desenvolver a indústria turística e naval. A existência do estaleiro Eisa, a cerca de 9 km de distância da entrada da Ilha é prova de que é possível o desenvolvimento do setor, viabilizando a operação de pequenos e médios estaleiros destinados a fabricação de lanchas esportivas ou embarcações de pesca. Basta colocar em prática uma política que estimule novos negócios nesse fantástico setor que está em expansão em muitas cidades do litoral. 

  A Ilha está colocada em segundo plano na agenda do futuro e sofre um processo de retração urbana cujas ações resolvem parte de questões menores de interesse público. As pequenas intervenções paroquiais não deixam as coisas piorarem, mas também não significam avanços. Estamos marcando passo, enquanto o tempo passa e a cidade se moderniza.

joserichard.ilha@gmail.com