quarta-feira, 23 de novembro de 2022

BARCAS MAIS EFICIENTES | EDIÇÃO 1963 | 14-11-2019

Horários atuais são insuficientes para atender a população insulana // Foto: Arquivo/Ilha Notícias

  Até quando a inércia em busca de solução para o sistema de transporte de passageiros por barcas vai se prolongar? É absolutamente prioritária iniciar uma ação na qual a população da Ilha do Governador tenha uma opção, melhor e mais intensa, de transporte alternativo para se deslocar através de embarcações pelas águas da Baía de Guanabara, pelo menos, ao Centro da cidade.

  O atual trajeto, entre o Cocotá e o Centro, com apenas três horários pela manhã e outros três no final do dia é muito pouco para uma população de cerca de 300 mil habitantes. É tempo de subir o tom para que o problema incomode a concessionária e chegue à mesa de quem pode decidir por mudanças substanciais na operação da linha marítima. É preciso acabar com os sacrifícios de grande parte da população que é vítima, diariamente, do desconforto e tempo perdido, nos deslocamentos para outras regiões da cidade, principalmente para o Centro.

  A Estrada do Galeão, Linha Vermelha e Linha Amarela, principais rotas de quem trabalha ou estuda fora da Ilha, são um caos, sobretudo nos horários de pico, pela quantidade de veículos, gerando estresse, desconforto e mais perda de tempo para todo mundo, sejam passageiros do transporte público ou motoristas de carros particulares.

  A opção de deslocamentos pelas barcas, nos dias de semana, com horários a partir de 6h da manhã a cada 30 minutos até às 21h é o ponto de partida de uma ação para atrair uma multidão de passageiros. Aos sábados, domingos e feriados essas barcas, que ficam paradas poderiam realizar passeios circulares entre Niterói, Paquetá e Centro da cidade, proporcionando à população chances de lazer e oportunidades de conhecer, com familiares, lugares muito interessantes da nossa cidade, como as praias de Paquetá, a beleza de Niterói e o Museu do Amanhã, entre outras fantásticas atrações da nossa cidade.


 

LUCRO ASTRONÔMICO | EDIÇÃO 1962 | 08-11-2019

Enfrentar uma agência cheia virou rotina de quem precisa ir ao banco // Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

  Vez por outra falo aqui de assuntos que vão além das fronteiras da Ilha do Governador, por serem de interesse comum a todos os brasileiros e que julgo importante tratar tal a seriedade que merecem e consequências que geram para todos brasileiros. É o caso de matéria publicada nesta semana no jornal O Globo que divulga o lucro astronômico dos bancos no último trimestre que atingiu a astronômica cifra de 19,2 bilhões de reais.

  Acho isso ótimo e não consigo imaginar o tamanho dessa montanha de dinheiro, mas, esse incrível o lucro não atendeu as ambições dos banqueiros que insatisfeitos eles resolveram fechar cerca de 900 agências, por questões de logística e para claro para aumentar os lucros. Querem agências mais automatizadas, sem seres humanos. Nas minhas contas mais de 20 mil bancários perderão seus empregos e famílias ficarão no desespero. É uma péssima notícia.

  As agências vivem cheias e todos nós encontramos dificuldades para acessar os bancos pelas portas giratória e obedecer um ritual de desconfiança dos seguranças, que aliás apenas cumprem o papel que lhes são determinados como terceirizados.

  Os lucros dos bancos não são gerados por atividades produtivas, usam o nosso próprio dinheiro para emprestarem a brasileiros endividados e cobram juros extorsivos. Assim como cobram taxas exorbitantes para guardar nossas poupanças e salários. Conseguiram para si o monopólio de atuar como querem nesse sistema financeiro injusto.

  Embora os lucros de bilhões, não participam nem apoiam eventos culturais, esportivos e de caridade nos bairros em que se beneficiam. Agem como verdadeiros chupa cabras extraterrestres cujo único objetivo é absolutamente o lucro. A qualquer preço!




 

ÔNIBUS PARA A ZONA SUL | EDIÇÃO 1961 | 01-11-2019

Linha Bancários X Prado Júnior foi inaugurada na última segunda (28)

  A avaliação sobre os primeiros dias de operação da linha que liga o Bancários à Copacabana foi positiva. Tem trabalhador que antes levava cerca de 90 minutos, em média, para se deslocar até a Zona Sul, e agora gasta apenas 40. Entre ida e volta, são quase duas horas economizadas por dia, conta que dá mensalmente um total de 36 horas, ou seja, um dia e meio que o insulano ganha para outras atividades, como ficar com a família ou se divertir. E, note, essa matemática só conta para quem usa o ônibus nos dias de semana. Um ganho fantástico de qualidade de vida.

  A linha abre oportunidades de emprego para insulanos na Zona Sul. Agora não existe mais as barreiras de custos de passagens e tempo de viagem que sempre pesaram contra a contratação de moradores da Ilha. A Ilha ficou mais perto de Copacabana.

  Como a linha ainda está em período de testes, segundo a prefeitura e a Rio Ônibus, os ajustes de itinerário serão avaliados, pois o trajeto que está sendo feito não é o que todos esperavam. Inicialmente seria pelo Cocotá e Cacuia, além de toda Estrada do Galeão a partir do relógio do Cacuia. A mudança não agradou a maior parte da população que tem razão em se sentir frustrada. Os dois bairros excluídos, mais a Estrada do Galeão a partir do relógio do Cacuia, atendem um número maior de habitantes e não faz sentido excluir regiões tão importantes do itinerário. O interesse da população tem que falar mais alto sempre.

  A linha foi estrondosamente aprovada pelos moradores pela sua utilidade e imagino que, durante as férias escolares, os ônibus vão estar sempre lotados pela turma que adora a praia. Mérito e reconhecimento à vereadora Tânia Bastos que lutou bravamente para tornar esse sonho realidade ao lado do prefeito Marcelo Crivella. Golaço!


 

CIRCULAÇÃO DE CAMINHÕES | EDIÇÃO 1960 | 25-10-2019

Caminhões que transportam líquido inflamável passam diariamente pelas ruas da Ribeira // Foto: Arquivo Ilha Notícias

  É realmente preocupante a intensa circulação de caminhões transportando líquidos inflamáveis pelas vias da Ilha do Governador, como trata reportagem do Ilha Notícias publicada nesta edição. A grande maioria desses caminhões tem como destino a empresa Moove, instalada na Ribeira, uma das regiões mais bucólicas da Ilha e cuja tranquilidade é quebrada pelo forte ruído dos caminhões.

  A Moove, que já teve outros nomes, mas continua a mesma, trabalha, entre outras atividades, com produtos químicos e derivados de petróleo, funcionando no mesmo local há algumas décadas. Sempre empregou muitos moradores da Ilha e é muito importante para a economia local. Restaurantes, lanchonetes e um grande número de atividades comerciais contam principalmente com a receita gerada pela empresa e as centenas de funcionários dela e da Shell, outra importante indústria que fica próxima.

  É preciso encontrar meios conciliatórios para que a boa convivência dessas empresas com os moradores continue. O risco de um acidente ambiental provocado por uma dessas super carretas é uma realidade e todas as medidas e planos de contingência devem fazer parte da rotina dos moradores no trajeto dos caminhões. Não é exagero pensar na prevenção de uma tragédia que pode ocorrer. Caminhões enguiçam, peças sofrem fadiga e motoristas podem errar.

  Embora a Moove já esteja instalada há algumas décadas na Ribeira, as ruas agora têm mais carros e alguns caminhões que transportam seus produtos químicos, de tão gigantes são hoje conhecidos pelo apelido de bi-trens e quase não conseguem trafegar pelas curvas de algumas ruas estreitas da Ribeira. Sem alarme, mas com responsabilidade e preocupação entendo que sob a orientação do Corpo de Bombeiros é tempo de colocar o problema para discussão e ter uma solução preventiva relevante, para evitar um acidente ambiental grave.



 

CUIDADO NAS PRAIAS | EDIÇÃO 1959 | 16-10-2019

   Banhistas devem ter atenção máxima nas areias e nas águas por conta da possibilidade de contaminação

  A primavera já deu sinais de que o verão vai ser bastante quente. Talvez insuportável. Nada que o noticiário internacional já não tenha previsto devido as mudanças climáticas, consequência da irracionalidade do homem.

  No último fim de semana as praias ficaram lotadas em toda cidade. Na Ilha, principalmente a Engenhoca e a Praia da Bica, receberam milhares de pessoas em busca de lazer. E talvez até um mergulho. Diante do calor inevitável é certo que as areias das nossas principais praias voltem a ficar lotadas cada vez mais até o final de fevereiro. Mas é preciso fazer alertas importantes sobre problemas que podem afetar o lazer tranquilo dos banhistas.

  A preocupação com a saúde deve ser absoluto e o cuidado com as brincadeiras nas areias e nas águas deve ter atenção máxima pela possibilidade de contaminação. As areias podem estar contaminadas por fezes de animais e restos apodrecidos de comida que geram bactérias que contaminam com facilidade os banhistas através de pequenos ferimentos ou por passar as mãos nos olhos.

  Quanto ao banho, os ambientalistas já alertaram diversas vezes que as águas da Baía de Guanabara estão muito poluídas e a contaminação também pode se dar através de um pequeno ferimento em contato com a água. Entretanto, segundo os médicos, engolir a água poluída pode gerar uma complicada infecção no aparelho digestivo, cujas consequências podem tirar de circulação por algum tempo o banhista, além de outros prováveis problemas.

  É preciso curtir as praias com cuidado, sobretudo dando atenção especial para as nossas crianças. É inacreditável, mas ainda tem gente que não tem dimensão dos perigos da poluição na saúde humana. O planeta dá sinais de que não suporta mais tanta agressão e as consequências para o ser humano serão cada vez mais terríveis.