sexta-feira, 2 de março de 2012

Poluição que preocupa


Praia do Quebra Coco sofre com resíduos químicos



 É inacreditável a poluição que atingiu as águas que banham a orla do Quebra Coco no último final de semana. Uma tintura escura, provavelmente de origem química, se alastrou em poucos minutos, a partir do meio-dia, saindo de uma galeria de águas pluviais, localizada no final da Rua Repouso. Como não há nenhuma indústria ou atividade comercial legal naquele bairro, acredito que tenha sido ato de algum irresponsável que despejou pela rede da sua casa uma grande quantidade de resíduo desconhecido e que pode ser perigoso para a saúde humana e a fauna marítima.

 Nunca vi poluição igual que tenha afetado a cor da água de modo tão intenso. Seguindo o movimento das correntes marítimas, a mancha negra se deslocou pelo litoral em direção à Praia de São Bento deixando manchas escuras nas areias. Até terça-feira desta semana era possível observar que muitas partículas da sujeira decantaram e ficaram depositadas no fundo das águas. Não sei qual o produto derramado, mas duvido que seja boa coisa, do contrário não teria sido despejado sorrateiramente num sábado à tarde.

 Confesso que essas atitudes irresponsáveis contra o meio ambiente me incomodam bastante. Fico revoltado quando algum pedestre joga papel na calçada ou um motorista lança pela janela do carro latinhas de refrigerante. Só entendo esses atos como de absoluta falta de educação e desrespeito com os outros seres humanos e a sociedade. Só criaturas absolutamente descomprometidas com a qualidade de vida, desta geração e das próximas, podem gerar atitudes estúpidas como sujar as ruas ou despejar detritos nas águas de rios ou do mar, agredindo a natureza e prejudicando todos os esforços para melhorar a qualidade das águas. Quem polui prejudica a vida e ajuda a provocar doenças graves. Devem pensar como aquela frase que circula na internet: "Jogo sujeira nas ruas para garantir o emprego dos garis". Mas na mesma rede a resposta é adequada na mesma linha de estupidez: "Então se mata para manter o emprego do agente funerário".


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

2012 reinicia e próxima agenda é a campanha eleitoral




 É costume dizer que o ano começa depois do Carnaval. Digamos que sim, para aquela parte da população cuja renda permite gozar férias e viajar sem grandes preocupações com as tradicionais contas do início do ano, como IPTU, matrículas nos colégios, material escolar, IPVA e, sobretudo as despesas feitas em dezembro, por ocasião do Natal. Essas contas pesam bastante, principalmente no bolso do brasileiro que tem filhos em idade escolar. A facilidade do crédito é a armadilha que faz gastar mais do que ganhamos. Depois sofremos o ano inteiro correndo atrás para pagar juros que se multiplicam enquanto a dívida permanece inalterada perturbando nosso sono.

 Na verdade, para a maioria, o ano começou há muito tempo e com muito trabalho. Já vamos para o início do terceiro mês de ralação, e fevereiro bissexto chega ao fim, como se fosse um meteoro.

 O fato é que 2012 é um ano atípico por razões diversas. O mundo não vai mais acabar em dezembro, como foi anunciado, mas é ano de eleições municipais e de muitas obras – poucas na Ilha – por toda a cidade, nos preparativos para a Copa e Olimpíadas. E preparem-se, de julho a outubro, a cidade vira palco dos candidatos a prefeito e de cerca de 1500 a vereador, na festa da democracia que se repete nos anos pares.

 A Ilha do Governador que cresce como uma próspera cidade avalancada por forças produtivas lideradas pelo estaleiro Eisa e um forte setor de serviços, vai comemorar neste ano a inauguração de um novo hospital de pronto-socorro cuja esperança é que venha melhorar o atendimento à saúde dos insulanos. Entretanto, a auto-estima da comunidade está garantida pela permanência da União da Ilha no Grupo Especial. Agora sim, o ano começou para valer. E bem!


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

União da Ilha vai para o sambódromo confiante




  Visitei o barracão da nossa União da Ilha no início desta semana e fiquei empolgado com o que vi. Os carros alegóricos estão bem feitos e são extraordinariamente bonitos. Desta vez a turma se superou e caprichou de verdade. O presidente Ney Filardi mostrou detalhes dos brilhos e cores e contou um pouco da história do enredo para justificar as imagens. Tudo faz sentido e se encaixa. A oportunidade que a cidade está vivendo, de expectativa para as Olimpíadas, terá um lançamento de primeira com o desfile deste ano da União da Ilha.

 A temática explorada pelo carnavalesco flui afinada com a melodia e empolgação do samba enredo, e até as cores, vermelho e azul, da Inglaterra e da União coincidem magicamente no espetáculo luxuoso que está planejado para o desfile deste ano.

 Ney fala com segurança sobre o show que pretende comandar na segunda-feira de Carnaval. Garante que a escola está preparada para oferecer uma grande apresentação para o público e ao mundo, unindo a tradicional alegria da escola com um forte impacto de beleza e cores nas fantasias e carros alegóricos.

 Tudo foi resultado de muito trabalho da diretoria junto com a participação dos componentes que enfrentaram em 2011 sérias dificuldades durante os ensaios fora da quadra, que ficou interditada quase nove meses para as obras de acústica e modernização. O cuidado e a seriedade profissional com que estão sendo conduzidos todos os detalhes do carnaval deste ano, devem proporcionar à União um resultado justo entre as primeiras colocadas. A empolgação entre os componentes confirma o bom momento e a certeza que faremos um grande desfile. Viva a União da Ilha!!!


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Omissão é covardia





 O morador de rua que estava sendo agredido por um grupo de jovens, na semana passada, na Praça Jerusalém contou na polícia que não sabe o que aconteceu. Certamente está acostumado a levar muitas surras e insultos por existir, e preferiu o silêncio. Assim evitou retaliações futuras e saiu de cena. Mesmo que tenha sido inconveniente em algum momento, ele, e ninguém, merece apanhar. Os agressores foram covardes com o mendigo e com o jovem que foi tentar protegê-lo. Aliás, pelo que foi contado até agora, a interferência do estudante talvez tenha salvado a vida do homem, mas a fúria do grupo era tanta que quase tirou a sua própria vida.

 A reação do jovem Vítor Suarez deve servir de exemplo para toda sociedade que precisa reagir contra outras covardias que acontecem diariamente pelas ruas. O silêncio nos torna coniventes com todas essas confusões e cegos para as maldades que hoje ferem e matam pessoas desconhecidas, mas que amanhã, podem atingir nossas famílias. É só uma questão de tempo. O noticiário está repleto de casos semelhantes e muitas vezes os agressores vivem tranquilos e impunes pela nossa omissão e culpa. Viver no mundo civilizado exige punições para estabelecer limites de comportamento e sacrifícios para garantir todas as conquistas, nem que seja o simples direito de andar tranquilamente pelas ruas. É preciso denunciar não apenas os corruptos da política, mas também todos aqueles agentes do mal que estão fora da lei, que prejudicam a sociedade e nos agridem pela prepotência e agressividade. Vamos reagir e mirar no exemplo do corajoso jovem.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Faltam ações concretas de conservação na Ilha







  As ruas da Ilha voltaram a ter péssima conservação. Por todos os bairros da região, desde o Jardim Guanabara até a Freguesia, que fica no outro extremo, é vergonhosa a quantidade de buracos. Além da pouca ação para tapar os buracos antigos, novos buracos surgem a cada dia transformando algumas vias em caminhos perigosos diante de tantos desvios para não quebrar o carro. Há mais de duas semanas, na Estrada do Galeão, pista de acesso à Ilha, logo depois da ponte e antes da cabine onde a PM costuma fazer as blitz, tem uma depressão profunda e perigosa no meio da estrada que pega de surpresa os motoristas e pode causar sérios danos aos veículos.

  É impossível que as pessoas responsáveis por cuidar da Ilha não percebam isso. Mas é tanto o descaso e abandono das vias públicas, que até parece que elas realmente não enxergam e provavelmente não estão preocupadas em cuidar desta importante região da cidade. Região que acumula muitos problemas e insatisfações. Moro aqui e não estou satisfeito, por exemplo, com o estado do asfalto nas ruas, dos carros abandonados em cima de calçadas, dos cavalos soltos que sujam as praças e do verdadeiro caos que kombis e vans ilegais provocam no trânsito desobedecendo todas as leis de trânsito, e sobretudo, tornando reféns os demais motoristas.


 As obras do asfalto liso estão paradas e apenas pequenos trechos da Estrada do Galeão foram beneficiados. Na Portuguesa, principalmente no trecho entre o Colégio Lemos Cunha e o prédio onde no próximo dia oito inaugura uma grande loja de hortifruti – viva! – nenhum remendo é feito há bastante tempo, tantos são os buracos, ondulações e imperfeições. É hora de terminar a contemplação e agir.


joserichard.ilha@gmail.com