sexta-feira, 13 de abril de 2012

Falta de água é problema grave na Ilha


  Muita gente reclama com razão da falta de segurança, dos buracos nas ruas, do abandono das praças, dos engarrafamentos e até da prostituição descarada no mal iluminado Parque Poeta Manoel Bandeira, conhecido como Aterro do Cocotá. Entretanto, quem realmente deveria colocar a boca no trombone para estrilar são os moradores de algumas comunidades da Ilha que sofrem com a permanente falta de água. Imaginem os leitores que centenas de famílias são abastecidas apenas durante seis horas por semana.

 A falta de água nas comunidades das ruas Itacuã e Araras é um problema que precisa começar a ser resolvido pelas autoridades. É incoerente gastar bilhões de dólares em obras para modernizar estádios para receber a Copa do Mundo em 2014, enquanto muitos brasileiros, como os nossos vizinhos dos Bancários e da comunidade de Nossa Senhora das Graças sofrem com as torneiras secas. As histórias que escutei dos moradores, nesta semana, revela um forte ressentimento e tristeza pelo abandono a que são submetidos. Será que são considerados menos cidadãos apenas porque moram em lugares mais pobres? Conheço alguns desses guerreiros, dignos e honrados trabalhadores, que sustentam suas famílias com esforço e que ainda são obrigados a permanecer durante a madrugada, humilhados e atentos ao barulho das águas que chegam apenas por algumas horas. É incrível, mas desesperadas, algumas famílias colocam vasilhames sobre a laje das suas casas na esperança de fazer reservas extras da água trazidas por eventuais chuvas. Estou convencido de que precisamos mudar as nossas prioridades.

joserichard.ilha@gmail.com


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Na Ilha do Governador, cobrador de van dá exemplo de descontração durante o trabalho



Bruno Gama atrai passageiros fazendo imitações


 Foi grande a reação dos leitores do Ilha Notícias com a publicação, na edição da semana passada, da matéria que destaca o cobrador de kombi Bruno Gama de Souza. Ele é um bom exemplo, de que não importa o tipo de trabalho que se faça. Importa é a dedicação e o modo como vamos nos comportar diante das tarefas, sejam elas quais forem. Na Ilha são centenas de rapazes trabalhando como cobrador e o Bruno encontrou o seu modo particular de fazer a diferença. Ele transformou a sua profissão numa atividade prazerosa e divertida, merecendo a matéria que o Ilha Notícias publicou e, principalmente, o destaque de uma página inteira.

 Além dos diversos comentários feitos por quem leu a edição impressa, acompanhei a participação dos seguidores do jornal nas redes sociais com centenas de compartilhamentos, comentários e curtições. Os leitores acharam justa e merecida a homenagem feita pelo jornal, e mencionaram o carinho que devotam ao cobrador, registrando a alegria que Bruno leva às viagens, embora o tumultuado trânsito e as inúmeras dificuldades inerentes à profissão que ele abraçou. Aliás, Bruno abraçou e incorporou o que faz com um estilo próprio. Ele se transformou numa pessoa especial, está feliz e deixa os passageiros muito alegres, coisa que muita gente precisa refletir e tentar imitar o exemplo, qualquer que seja o seu trabalho. Certamente a busca da felicidade depende apenas de nós mudarmos as nossas atitudes. Tenho percebido, nas pessoas que convivemos diariamente, que elas se comportam e interagem conosco conforme nós agimos com elas. Portanto fiquemos com o exemplo do Bruno que nos sugere sermos felizes como ele é.


joserichard.ilha@gmail.com




sexta-feira, 30 de março de 2012

Quais os benefícios de um novo posto do Detran na Ilha?

Imagem da maquete digital do posto que será construído
até o final do ano na entrada para a comunidade de Tubiacanga

 A construção de um grande posto do Detran em parte do vasto terreno que começa ao lado da comunidade do Parque Royal é uma notícia muito boa para aquela região que está bastante abandonada. O Detran anuncia que mais de 500 mil carros, por ano, poderão fazer a vistoria nesta unidade, ou seja, perto de 20% da frota de automóveis do Estado, o que pressupõe um movimento extraordinário de carros e pessoas.
Acredito que este super posto do Detran também vai trazer mais segurança à estrada que leva até Tubiacanga. O lugar hoje é notícia pela quantidade de carros abandonados e corpos mutilados que surgem nas margens da baía ou entre o capim alto. À noite, sem iluminação alguma, a estrada, com quase um quilômetro, é um caminho de medo e assaltos.
 A Estrada das Canárias também deverá sofrer algumas modificações para garantir a segurança dos motoristas e pedestres. A matéria publicada nesta edição do Ilha Notícias, relata que na altura da Clínica de Família, os moradores denunciam a falta de sinalização e pedem mais equipamentos, como pardal ou quebra-molas para diminuir a velocidade dos veículos. O sinal existente ninguém respeita e diversas pessoas são acidentadas toda semana. Se hoje, com pouco movimento, o trecho está perigoso, imaginem os leitores depois que o posto do Detran estiver funcionando e diariamente, mais 1.300 carros, a maioria conduzidos por motoristas que não conhecem o trajeto, estarão cruzando as pistas que dividem as comunidades de Vila Joaniza e do Galeão.
 O projeto do novo posto vai facilitar a vida de milhares de motoristas, mas também precisa garantir benefícios para a população da Ilha.


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sexta-feira, 23 de março de 2012

Ilha do Governador é refém de um sistema caótico de transporte de passageiros


Passageiro de van desce no meio da rua,
correndo risco de vida e prejudicando o trânsito.

 Na Ilha, ainda não conseguimos resolver questões simples, como por exemplo, ter ruas sem buracos, hospitais com médicos e um sistema eficiente de transporte de passageiros. Seja pelas barcas ou por vans e kombis, o descaso com a vida continua colocando pessoas em risco e causando transtornos.

 Somos reféns de uma baderna permitida, onde trafegam centenas de kombis ilegais que transportam diariamente milhares de vidas. O que mais desanima é a forma contemplativa das autoridades responsáveis. Há alguns anos que essas irregularidades persistem e nada muda. São motoristas sem habilitação e cobradores que se acomodam em bancos de plástico ou sobre os motores das kombis. Nas viagens colocam em risco a vida de inocentes e cometem, a cada quilômetro, infrações, como avanço de sinais, velocidade além da permitida, lotação, além dos veículos trafegarem em condições precárias com pneus carecas e passageiros sem o cinto de segurança. A conivência das autoridades faz supor que o sistema está blindado. Nenhum órgão assume a responsabilidade para fiscalizar ou estabelecer normas, fato que assusta a população refém.

 Naturalmente kombis e vans prestam um serviço indispensável para transportar as pessoas para as comunidades distantes das vias principais onde passam os ônibus. Entretanto, esse serviço já deveria ter sido regulamentado e ter fiscalização rigorosa não só para garantir a vida dos passageiros, mas dos pedestres e outros motoristas. A omissão das autoridades é grave porque coloca também em risco os trabalhadores que operam o sistema, como os motoristas e trocadores, que não possuem nem são obrigados e ter nenhum tipo de treinamento para operar no transporte de pessoas.

 Para avançar na qualidade de vida é necessário ter atitude e gastar energia para resolver questões simples, mas de grande importância para o cidadão.


joserichard.ilha@gmail.com










sexta-feira, 16 de março de 2012

Região Fantástica


Ilha do Governador, região fantástica para viver

As duas pistas e o complexo aeroportuário do Aeroporto Tom Jobim 
ocupam cerca de 30% do território da Ilha do Governador,
cuja população é de quase 300 mil habitantes

É quase unanimidade entre os moradores da região que morar na Ilha do Governador é um privilégio. Tem aqueles que nasceram aqui,nunca saíram e não pretendem mudar. Tem os que vieram pra cá, por opção, e aqui se estabeleceram definitivamente. É avassaladora a preferência das pessoas que adoram morar na Ilha e não a trocam por nenhuma outra região. A verdade é que a Ilha possui um magnetismo que contagia. Talvez por essa condição geográfica de ilha, e de não ser um território de passagem para outras regiões. Ouço muita gente afirmar que é um alívio quando atravessam a ponte e entram em terras da Ilha. Dizem que além de melhorar a sensação de segurança é como se já estivessem em casa.
Vivo aqui há 35 anos e sempre foi esse o clima entre os moradores. A gente reclama dos problemas, denuncia a falta de atenção das autoridades, mas não pensa seriamente em mudar. A única saída pela Estrada do Galeão parece diminuir essas possibilidades, principalmente em dias das incompreensíveis blitzen da PM. É coisa que nos incomoda, mas não é motivo suficiente para ir morar em outro lugar. Assim é com a poluição das nossas praias que parece não existir nos dias sem nuvens, quando o reflexo do céu transforma em azul as águas da baía. Nesses dias nossas praias ficam cheias e não damos a mínima para as recomendações dos médicos que proíbem o banho e ainda acusam, com razão, as nossas areias de serem esconderijos de bactérias terríveis. Mas a Ilha é o nosso chão. Aqui vivemos e vamos continuar por essas bandas porque algo inexplicável e encantador nos faz amar esse pedaço de terra.


joserichard.ilha@gmail.com