sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações podem mudar o Brasil


            Milhares de moradores da Ilha do Governador compareceram as manifestações de segunda e quinta desta semana, no Centro da cidade. O protesto contagiou a população brasileira e se espalhou rapidamente por quase todos os estados. O movimento é forte e tem como pano de fundo a indignação do povo contra a corrupção, a qualidade e preço dos transportes entre outras injustiças que têm sacrificado os brasileiros.
            Na Ilha, diversos grupos de jovens tentam programar, para os próximos dias, um movimento para protestar contra os serviços públicos que não funcionam, como o péssimo transporte de passageiros realizado pelas barcas, o exagerado preço cobrado pelos ônibus frescões, entre outras reinvindicações que incluem os baixos salários dos professores.
            Temas nacionais importantes devem fazer pauta das próximas reinvindicações, como a extinção da PEC 37, absurdo que acaba com o poder de investigação do MP. É vergonhoso que tentem proteger os políticos já condenados pelo STF no episódio do mensalão. Acabar definitivamente com a PEC 37 será uma vitória das passeatas que ficará para a história.
            Ganha dimensão e respeito de toda população o protesto quando a luta é pacífica e com temas claros contra a desonestidade e injustiças do poder público. Todavia, o movimento perde sentido quando vândalos se infiltram entre os manifestantes saqueando e destruindo o patrimônio público e particular. Excluir esses radicais agressivos que não representam ninguém e tiram o foco do movimento é uma responsabilidade cuja ação devemos controlar para manter a confiança nas manifestações.
            O Brasil inicia um novo tempo. Reivindicar, protestar e exigir direitos é atitude que essa geração precisa conquistar como legado ao futuro. É bom também que esse momento sirva para a população adquirir mais consciência nas eleições e melhorar a qualidade dos seus representantes, que no momento estão acuados, sem coragem e propostas. Uma vergonha!!!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ilha do Governador conta com serviço
ruim de transporte marítimo


Catamarãs são raros no trajeto para a Ilha

            É inadmissível que a nova concessionária que administra o serviço de transporte marítimo de passageiros entre a Ilha do Governador e o Centro da cidade continue a debochar dos insulanos. Depois de um pequeno período de aparente tranquilidade com o uso de novos e confortáveis catamarãs, com ar-condicionado, as coisas desandaram por diversas vezes nessa semana, principalmente, na quinta-feira (13). No horário de maior movimento pela manhã, a empresa CCR Barcas deslocou novamente uma barca velha, lenta e perigosa para transportar os passageiros da Ilha. O horário é aquele em que os trabalhadores, que usam as embarcações, contam para chegar a tempo no trabalho, e qualquer atraso significa a cara feia do patrão.
           Como a CCR Barcas parece não planejar nada, o catamarã que seria utilizado na viagem das 8h, foi tardiamente substituído por uma embarcação maior para transportar os cerca de 650 passageiros que se aglomeraram na Estação do Cocotá. O tumulto e a revolta dos usuários aconteceu, sobretudo, pelo atraso e a falta de informação, fato que se renova sempre, mas que ninguém deve tolerar. Afinal, o direito de explorar o serviço é concedido pelo Estado e existem diversas regras que devem ser cumprias para atender o transporte entre o Cocotá e a Praça XV.
            A Agetransp, órgão do Governo do Estado cuja responsabilidade é normatizar e fiscalizar a qualidade dos serviços da CCR Barcas, tem sido omissa e habitualmente tendenciosa ao defender a empresa em qualquer circunstância, prejudicando a população. Com a futura retirada das vans no trajeto para o Centro, o serviço de barcas ganha importância e tem que receber das autoridades uma posição mais firme e maior fiscalização. É preciso, acima de tudo, que funcione a altura das exigências e necessidades da população.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 7 de junho de 2013

 
Ilha do Governador tem trechos perigosos na orla
 
Calçada nas Pitangueiras é estreita com buracos e poste no trajeto
          Diversos trechos das calçadas na orla, entre o Jequiá Iate Clube e o Posto do Detran localizado no Parque Poeta Manoel Bandeira, estão um caos. Enormes buracos colocam em risco a vida dos pedestres e sobretudo do pessoal que costuma correr ou fazer caminhadas aeróbicas, aproveitando a brisa do mar. O problema se agrava porque em alguns trechos do lado oposto da rua, a calçada se reduz pelas casas construídas à beira da via. Na curva perto do canhão não apenas os pedestres, mas todos correm sérios riscos pelos obstáculos e falta de espaço para carros, ônibus, motocicletas, bicicletas e para as pessoas nas esburacadas e apertadas calçadas. De um lado existe um paredão de rochas e do outro a praia onde uma residência preserva a beleza do local.
          A solução, que na verdade é um apelo dos moradores e do bom senso, é a urgente recuperação das calçadas, principalmente do lado da praia onde o movimento de gente é maior. O trecho tem uma paisagem fantástica de parte da Baía de Guanabara e precisa da atenção das autoridades. No entorno diversos bairros – Pitangueiras, Zumbi, Engenhoca e Praia da Bandeira – têm uma grande população com mais de 40 mil pessoas cujo lazer principal está junto ao mar. Alguns moradores se divertem em pequenas embarcações de lazer, outros buscam na pesca o divertimento ou um modo de melhorar o orçamento da família. Na Praça do Zumbi, as famílias se reúnem e confraternizam, enquanto muitos buscam a saúde caminhando apressados pela orla. Entretanto, ninguém está protegido de sofrer um inesperado acidente, justamente porque todos estão expostos aos perigos dos enormes buracos nas calçadas. Uma vergonha!
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ilha do Governador pode ser cidade.
O debate está novamente aberto
 
          Debater sobre a emancipação da Ilha faz bem à democracia e é um modo republicano de agir na política com independência e liberdade. Afinal, a Ilha do Governador é um belo pedaço da cidade do Rio de Janeiro com cerca de 300 mil habitantes onde são geradas importantes receitas. Se fosse transformada em município, a Ilha seria a 9ª no ranking de arrecadação no estado. 
 
          Aos que se motivarem com o assunto — contra ou a favor —, sugiro levantar informações atualizadas e discutir com seriedade, de modo a elencar as vantagens e as consequências de uma possível emancipação. A tendência mundial é dar autonomia às pequenas e prósperas regiões que estão sufocadas ou colocadas em segundo plano pelo poder regional. É o caso da Ilha que perde em atenção para a Zona Sul, Barra e área portuária onde os investimentos são grandes e levam desenvolvimento.
 
          O tema emancipação volta a ser discutido porque o Congresso Nacional deve aprovar em breve legislação que devolve às Assembleias Legislativas o poder de definir sobre a independência de territórios. A Ilha preenche todos os requisitos legais para se transformar em cidade. É, portanto, possível que projetos sobre o tema sejam criados ou desarquivados na Alerj. 
 
          Sempre fui favorável a debater um assunto tão importante como esse. Acredito que discutir o tema estimula a população a participar e cobrar mais do poder do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo estimula os políticos da cidade a terem mais atenção com a Ilha. A região está estagnada e sem lideranças carismáticas. O desprestígio é grande e estamos tão por baixo que para o cargo de subprefeito, o indicado, embora seja um bom gestor, veio de outra região. E olha que somos 300 mil.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A opinião das ruas é carregada de emoção
 
 
 Os repórteres Daniel Alves e Juliana Araujo ouviram dezenas de moradores na Portuguesa

          O funcionamento da redação do jornal nas calçadas da Ilha do Governador tem sido uma experiência extraordinária. Os repórteres, que já participaram da empreitada, relatam fatos curiosos que revelam a intimidade e a confiança que a população deposita no jornal. Muitas pessoas relatam aos jornalistas uma forte indignação pela impotência em resolver assuntos cujas responsabilidades são, principalmente, das autoridades públicas.
           Os fatos que marcam a tristeza das pessoas estão no sentimento de injustiça e falta de apoio dos órgãos públicos que cobram muito e oferecem pouco. O medo é fruto da insegurança dos que caminham pelas ruas e se sentem desprotegidos pela falta de policiamento.
          A perplexidade se mostra contra a irritante indisciplina do trânsito, cujo controle está nas mãos de alguns péssimos motoristas de vans e kombis que avançam sinais, andam de portas abertas e paralisam os pontos de ônibus. A péssima qualidade dos serviços de transportes de passageiros e desorganização tem levado trabalhadores a perder horas no trânsito cada vez mais confuso da cidade. Surpreendem ainda os relatos dos leitores sobre a sujeira nas ruas, carros abandonados, falta de água e luz.
          O fato é que, com a redação do jornal nas ruas, o Ilha Notícias pode ouvir gente que não participa das redes sociais e da internet. São pessoas que conhecem e tem opinião forte sobre os problemas que dificultam a vida dos moradores da região. Embora essa gente esteja decepcionada com a falta de atenção das autoridades, todas nutrem grandes esperanças por soluções e sonham com uma região cada vez mais bonita e desenvolvida. E tudo pode começar pela modificação de cada cidadão, mudando a postura e cultura para ser modelo na cidade, como por exemplo, não jogar nenhum pedaço de papel nas calçadas e lixo pela janela do carro.

www.twitter.com/joserichard