sexta-feira, 5 de julho de 2013

Um novo Brasil com competência e ordem


           A crítica à atuação dos políticos e autoridades, reivindicando melhores serviços públicos é legítima e dá, ao político competente, a oportunidade para corrigir o rumo do seu mandato e ajustar ações para realizar um trabalho melhor que possa ter o reconhecimento da população.

            É uma covardia a ação dos criminosos que aproveitam as passeatas para provocar danos ao patrimônio público e principalmente às lojas particulares, cujos proprietários e empreendedores de pequenos negócios não são os culpados pela corrupção no Congresso Nacional, o preço de passagens ou essas PECs.

           Na semana passada, diante do boato da realização de uma passeata, alguns comerciantes da Ilha mandaram colocar tapumes de madeira nas vitrines e vidraças dos seus negócios com medo de que bandidos infiltrados no movimento pudessem invadir seus estabelecimento e provocar prejuízos como aconteceu em diversas outras regiões em que se realizaram passeatas. Passeatas pacíficas são ingredientes da democracia e podem ser utilizadas como instrumento de pressão para reivindicar dos governos e políticos, ações mais justas e competentes. 

            A população não concorda com a participação de arruaceiros que gritam palavras de ordem estimulando a violência e a depredação. O povo é contra esses manifestantes inconsequentes que desejam o caos e desrespeitam a tudo e a todos, provocando arrombamentos, quebra-quebras e roubos nas lojas. Os prejuízos são enormes e podem gerar desemprego ou fechamento das lojas atingidas. Esses arruaceiros, provavelmente não estudam nem trabalham, e têm tempo de sobra para participar de todas as passeatas, levando por onde passam medo aos moradores e comerciantes. A baderna é a única maneira que esses marginais encontraram para participar das justas manifestações da população.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Indignação contagiou brasileiros em todo planeta

           
 
            É fantástico constatar que o mesmo sentimento de indignação que eclodiu no coração do povo, surgiu simultaneamente na vontade dos brasileiros que moram em outros países. Assisti e li nos noticiários internacionais que em muitas capitais de outras nações, grupos de brasileiros organizaram protestos com as mesmas reinvindicações e denúncias que foram feitas no Brasil. Nada, portanto, foi orquestrado por partido político ou outro tipo de organização. A origem das manifestações por todo planeta foi espontânea e a mídia deu destaque ao assunto, com independência e liberdade. As imagens das primeiras caminhadas com centenas de milhares de cidadãos protestando pacificamente com palavras de ordens e portando cartazes com indignações difusas contagiaram às demais manifestações, que assumiram a mesma pauta de revolta. À imprensa coube um papel importante de coragem para denunciar as eventuais cenas de truculência de policiais despreparados, e, sobretudo alertar sobre a participação de criminosos que se infiltraram nas caminhadas e invadiram lojas, roubaram mercadorias e depredaram o patrimônio público. Esse grupo de bandidos foi repudiado em todas as cidades, revelando a consciência pacífica da imensa maioria dos manifestantes.
            O clamor das ruas encurralou as autoridades que começaram a tomar medidas para atender as reivindicações como a redução das passagens de ônibus em diversas capitais, a rejeição da PEC 37 – que pretendia retirar do Ministério Público o direito de investigar –, além de compromissos da presidente Dilma com medidas contra a corrupção e aumento de orçamento para a saúde e educação. Um deputado federal corrupto já vai perder o mandato e ser preso. Portanto, foi e é fundamental a indignação explícita da população nas ruas sempre que as injustiças sociais não forem resolvidas rapidamente. O povo, mesmo sem lideranças, mexeu com as estruturas do poder. As massas devem manter-se sempre alertas para exigir responsabilidade e seriedade de todas as autoridades. O limite da paciência do brasileiro foi determinado pelas manifestações espontâneas e a mobilização foi impressionante. Muito bom!!!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações podem mudar o Brasil


            Milhares de moradores da Ilha do Governador compareceram as manifestações de segunda e quinta desta semana, no Centro da cidade. O protesto contagiou a população brasileira e se espalhou rapidamente por quase todos os estados. O movimento é forte e tem como pano de fundo a indignação do povo contra a corrupção, a qualidade e preço dos transportes entre outras injustiças que têm sacrificado os brasileiros.
            Na Ilha, diversos grupos de jovens tentam programar, para os próximos dias, um movimento para protestar contra os serviços públicos que não funcionam, como o péssimo transporte de passageiros realizado pelas barcas, o exagerado preço cobrado pelos ônibus frescões, entre outras reinvindicações que incluem os baixos salários dos professores.
            Temas nacionais importantes devem fazer pauta das próximas reinvindicações, como a extinção da PEC 37, absurdo que acaba com o poder de investigação do MP. É vergonhoso que tentem proteger os políticos já condenados pelo STF no episódio do mensalão. Acabar definitivamente com a PEC 37 será uma vitória das passeatas que ficará para a história.
            Ganha dimensão e respeito de toda população o protesto quando a luta é pacífica e com temas claros contra a desonestidade e injustiças do poder público. Todavia, o movimento perde sentido quando vândalos se infiltram entre os manifestantes saqueando e destruindo o patrimônio público e particular. Excluir esses radicais agressivos que não representam ninguém e tiram o foco do movimento é uma responsabilidade cuja ação devemos controlar para manter a confiança nas manifestações.
            O Brasil inicia um novo tempo. Reivindicar, protestar e exigir direitos é atitude que essa geração precisa conquistar como legado ao futuro. É bom também que esse momento sirva para a população adquirir mais consciência nas eleições e melhorar a qualidade dos seus representantes, que no momento estão acuados, sem coragem e propostas. Uma vergonha!!!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ilha do Governador conta com serviço
ruim de transporte marítimo


Catamarãs são raros no trajeto para a Ilha

            É inadmissível que a nova concessionária que administra o serviço de transporte marítimo de passageiros entre a Ilha do Governador e o Centro da cidade continue a debochar dos insulanos. Depois de um pequeno período de aparente tranquilidade com o uso de novos e confortáveis catamarãs, com ar-condicionado, as coisas desandaram por diversas vezes nessa semana, principalmente, na quinta-feira (13). No horário de maior movimento pela manhã, a empresa CCR Barcas deslocou novamente uma barca velha, lenta e perigosa para transportar os passageiros da Ilha. O horário é aquele em que os trabalhadores, que usam as embarcações, contam para chegar a tempo no trabalho, e qualquer atraso significa a cara feia do patrão.
           Como a CCR Barcas parece não planejar nada, o catamarã que seria utilizado na viagem das 8h, foi tardiamente substituído por uma embarcação maior para transportar os cerca de 650 passageiros que se aglomeraram na Estação do Cocotá. O tumulto e a revolta dos usuários aconteceu, sobretudo, pelo atraso e a falta de informação, fato que se renova sempre, mas que ninguém deve tolerar. Afinal, o direito de explorar o serviço é concedido pelo Estado e existem diversas regras que devem ser cumprias para atender o transporte entre o Cocotá e a Praça XV.
            A Agetransp, órgão do Governo do Estado cuja responsabilidade é normatizar e fiscalizar a qualidade dos serviços da CCR Barcas, tem sido omissa e habitualmente tendenciosa ao defender a empresa em qualquer circunstância, prejudicando a população. Com a futura retirada das vans no trajeto para o Centro, o serviço de barcas ganha importância e tem que receber das autoridades uma posição mais firme e maior fiscalização. É preciso, acima de tudo, que funcione a altura das exigências e necessidades da população.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 7 de junho de 2013

 
Ilha do Governador tem trechos perigosos na orla
 
Calçada nas Pitangueiras é estreita com buracos e poste no trajeto
          Diversos trechos das calçadas na orla, entre o Jequiá Iate Clube e o Posto do Detran localizado no Parque Poeta Manoel Bandeira, estão um caos. Enormes buracos colocam em risco a vida dos pedestres e sobretudo do pessoal que costuma correr ou fazer caminhadas aeróbicas, aproveitando a brisa do mar. O problema se agrava porque em alguns trechos do lado oposto da rua, a calçada se reduz pelas casas construídas à beira da via. Na curva perto do canhão não apenas os pedestres, mas todos correm sérios riscos pelos obstáculos e falta de espaço para carros, ônibus, motocicletas, bicicletas e para as pessoas nas esburacadas e apertadas calçadas. De um lado existe um paredão de rochas e do outro a praia onde uma residência preserva a beleza do local.
          A solução, que na verdade é um apelo dos moradores e do bom senso, é a urgente recuperação das calçadas, principalmente do lado da praia onde o movimento de gente é maior. O trecho tem uma paisagem fantástica de parte da Baía de Guanabara e precisa da atenção das autoridades. No entorno diversos bairros – Pitangueiras, Zumbi, Engenhoca e Praia da Bandeira – têm uma grande população com mais de 40 mil pessoas cujo lazer principal está junto ao mar. Alguns moradores se divertem em pequenas embarcações de lazer, outros buscam na pesca o divertimento ou um modo de melhorar o orçamento da família. Na Praça do Zumbi, as famílias se reúnem e confraternizam, enquanto muitos buscam a saúde caminhando apressados pela orla. Entretanto, ninguém está protegido de sofrer um inesperado acidente, justamente porque todos estão expostos aos perigos dos enormes buracos nas calçadas. Uma vergonha!