segunda-feira, 28 de abril de 2014

Manifestos sem controle




Fim das UPPs só interessa aos marginais

               Grupos de manifestantes estão agindo por toda cidade. Surgem do nada. Inexplicavelmente queimam pneus, ônibus e outros veículos para protestar contra mortes de inocentes ou traficantes, gerando mais perigo quando resolvem enfrentar a polícia e provocam tiroteios, que muitas vezes matam mais pessoas inocentes. Esses conflitos tendem a piorar. Não existem mais parâmetros de ética e disciplina na política e em muitas atividades profissionais, onde vale a "lei de Gerson", aquela em que predomina levar vantagem sempre, mesmo enganando, ludibriando ou passando o outro para trás sem falar no roubo. 
              Por outro lado, os congestionamentos em toda cidade contribuem para irritar a população de todas as classes, que sofrem nos trens, ônibus e nos carros onde são submetidas a um ingrediente extra, que é o risco de assaltos. Onde isso vai parar ninguém sabe, mas é óbvio que o cenário é muito ruim para os próximos meses. Esse caso da refinaria de Pasadena, empresa onde a Petrobras jogou pelo ralo cerca de 1 bilhão, é combustível para alimentar explosões sociais caóticas e imprevisíveis. Aqueles que vivem à sombra das “bolsas de vantagens”, que os governos oferecem como esmola, e aos “invasores de carteirinha”, cuja existência deve-se a uma estratégia dos que insistem em se manter no poder a qualquer custo e conservar o voto no cabresto na ignorância. O problema é que perderam o controle em razão da existência de lideranças independentes, nascidas do caos, cujo objetivo é a anarquia para proveito próprio e que agride a maioria da população trabalhadora. Agora vai dar trabalho desconstruir esse atraso social. 
              Pobre Brasil!!!

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dar infraestrutura para as comunidades é essencial para formar cidadãos melhores

Nas comunidades, falta: água, saneamento, saúde, educação...
Priorizar ações nas favelas é respeitar as famílias que moram lá

           Em todas essas questões de desigualdades sociais, acredito que o começo para resolver é a responsabilidade inarredável do poder que deveria dar prioridade para a infraestrutura das comunidades. Junto a isso, deveriam proporcionar condições verdadeiras para acesso à saúde e educação. Tendo onde dormir com dignidade, instituições sérias para dar apoio no combate às doenças e contando com escolas públicas com ensino de qualidade, cresce a autoestima do indivíduo e surge um novo cidadão.
           Nas comunidades, a vida é dura e não conta com todos os serviços e a infraestrutura que outros bairros recebem do poder público. Quantas vezes leio no Ilha Notícias queixas de moradores da Ilha reclamando, com absoluta razão, do tratamento desigual entre um bairro e outro. A prioridade dos serviços públicos deveria ser dirigida à região mais pobre. Aonde falta mais é o alvo onde a prioridade do poder deve chegar primeiro. Estamos todos no mesmo barco e não é agradável viver onde vizinhos sofrem dificuldades para ter uma vida normal. Nosso vizinho bem e feliz nos faz pessoas melhores. Priorizar o apoio às comunidades fará as diferenças diminuírem. É o caso, por exemplo, de acabar com esse sistema de cotas que nos faz diferentes. A vida naturalmente vai beneficiar os mais aplicados que serão diferentes no mérito.
           O ensino público deveria ser obrigatório de verdade e com incentivos. É preciso mudar a cultura das bolsas, que hoje premiam muitos desocupados e aproveitadores de plantão. Só famílias cujos filhos são assíduos na escola teriam direito a privilégios nos programas sociais do poder. Também é necessário repensar a educação como fábrica de cidadãos, cuja mente passa a aprender a valorizar a família, ter dignidade e respeito às instituições. Vamos chegar lá!

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 15 de abril de 2014

Opressão do Poder

É inacreditável que parte de um hospital tenha sido implodido por falta de conservação e uso

                 Opressão é a palavra certa que atinge o coração do povo e sangra a cidadania da república democrática brasileira. Há algum tempo vivemos a desigualdade entre o poder que oprime e a vida dos cidadãos brasileiros, obrigados a pagar impostos astronômicos e não ter quase nada que a letra da constituição garante. Somos reféns de um sistema que humilha o povo que vive apertado nos precários meios de transporte e hospitais onde faltam médicos e os pacientes rolam pelo chão dos corredores infectados.
            É opressão porque quando é do lado do governo que as falhas persistem não há punição nem multas e juros. Quem atrasa suas contas com o governo pode parar no inferno e é tratado quase como criminoso. A pena para um comerciante que atrasa o recolhimento de taxas e impostos se multiplica em multas e juros impagáveis, enquanto aos vagabundos são garantidos todos os tipos de benefício e oportunidades de recuperação nas cadeias. 
            Não atrase sua conta de luz porque em poucos dias a energia é cortada sem apelação. Entretanto nas oscilações de energia ou falta de luz — que na Ilha são diárias — não existe a mínima satisfação da Light que nos ignora e conta com a absoluta leniência dos governos, que nem se manifestam. Isso é opressão. Quem fornece serviços ou produtos para os governos só recebe com muito atraso e pelo valor nominal. Por essa razão as empresas e organizações sociais contratadas por eles se prostituíram e fingem funcionar, deixando hospitais, escolas e estradas esburacadas, contado mais uma vez com a conivência dos governos e facilitando as ações dos corruptos.
            Enquanto rola a corrupção, os governos multiplicam erros e desperdícios em obras de fachada, irresponsavelmente planejadas. Exemplo perto de nós é o Hospital do Fundão, que teve parte implodida e até hoje nem o entulho foi recolhido. É como se a população não precisasse daqueles 12 andares que poderiam estar acolhendo centenas de leitos e ajudando a salvar vidas.

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 9 de abril de 2014

População da Ilha do Governador não vê benefícios com a Copa


Nem o aeroporto do Galeão recebeu obras para a Copa. Está um caos

           Agora ficou claro para a população da Ilha do Governador que a região não vai ser beneficiada com nenhuma obra significativa para a Copa do Mundo. Até no aeroporto, o consórcio, que assumirá agora em maio, diz que só começa sua gestão depois da Copa, em agosto. É que eles não são idiotas para assumir responsabilidades que não conseguirão cumprir diante do caos que se transformou o Galeão. A Infraero administra um aeroporto cujo terminal aeroviário é nojento e onde pouca coisa funciona. A privatização chegou tarde para a Copa e vamos passar vergonha.
           Por outro lado, falta à Ilha força política para conquistar avanços e melhorar a qualidade de vida da população. Nada, absolutamente nada, é construído, em nenhum lugar do mundo, sem ideias, projetos e sem que haja pressão junto às autoridades para que as ideias sejam materializadas. É assim que funciona. Mas quem são as pessoas que planejam e trabalham para o futuro da região? Ninguém sabe. Por essa razão, atualmente não acredito mais em mudanças. Enfraquecida politicamente, a região, se continuar assim, será mais uma vez apenas um reduto usado por candidatos com algum poder que virão asfaltar algumas ruas para garantir suas eleições e voltar na outra eleição. 
            Ainda imagino uma Ilha independente e forte. Com mais de 250 mil habitantes, a região tem mais representatividade do que a maioria das cidades do estado e até poderia ser um município cujo orçamento transformaria a região num lugar moderno e próspero. Entretanto, percebo que ninguém quer sair da sua zona de conforto, como por exemplo, ir à luta para que a Transcarioca — com 40 estações em direção à Barra da Tijuca —, tenha obrigatoriamente uma estação na Estrada do Galeão, para servir à população da Ilha, como estava planejado antes.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Moradores da Ilha só terão estação do BRT no Fundão



A ponte estaiada que fara a ligação direta do Fundão ao aeroporto do Galeão

            Durante a reunião realizada na subprefeitura para ouvir o secretário municipal de transportes foi unanime o protesto dos participantes com referência ao péssimo serviço de transporte marítimo sob responsabilidade da CCR Barcas. Embora o secretário tenha anunciado que novas barcas serão entregues nos próximos dois anos para a linha Cocotá x Praça XV, ninguém mais acredita que as coisas possam melhorar nas mãos incompetentes daqueles que atualmente administram o sistema hidroviário de passageiros.
            Ficou a sugestão para a prefeitura assumir a linha por ser transporte marítimo no próprio município, mas não houve nenhum compromisso. Está claro que, na Ilha, as autoridades vão continuar apostando no transporte de passageiros utilizando os ônibus. Em 2017 quando estiver pronto a Transbrasil que vai ligar o Fundão ao Centro através do BRT, a expectativa é que mais linhas internas sejam criadas para transportar os passageiros até a Estação do BRT do Fundão, cujo maior benefício será o preço, hoje previsto em R$ 3.
            Sempre tive a impressão de que seria construída uma estação do BRT na Estrada do Galeão naquele canteiro, perto do posto de GNV, onde estão fazendo diversos viadutos por cima da Estrada do Galeão. Imaginei que ônibus de todos os bairros da Ilha iriam transportar os passageiros só até aquele ponto. A estação no aeroporto, segundo o que entendi na mesma reunião, terá BRTs em períodos maiores de tempo e cujo trajeto deverá ser praticamente direto até a Barra da Tijuca, passando sem parar por muitas estações. 
            Como as obras no Fundão ainda estão no início e a Transbrasil não foi licitada é possível que aja tempo para reestudos que solucionem alguns problemas como cruzar o fluxo intenso da Linha Vermelha para o acesso à Estação do Fundão.

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