sexta-feira, 9 de maio de 2014

Paralisação foi contra o cidadão carioca

Os pontos de ônibus ficaram lotados e a população sofreu mais uma vez

              Essa paralisação dos rodoviários que provocou um caos na cidade, na quinta-feira (8), foi desastrosa para o Rio de Janeiro e para a população. Na verdade, todo mundo foi pego de surpresa com o tamanho da mobilização com piquetes e bloqueio de vias importantes em diversas regiões da cidade. Foi uma greve planejada para prejudicar a população e usar o transtorno causado ao povo como moeda de negociação para exigir aumento salarial. A questão salarial pode ser justa, porque os motoristas trabalham muitas vezes em condições sub-humanas, enfrentado uma rotina de congestionamentos, assaltos e fazendo dupla função quando são obrigados a dirigir e cobrar. Mas foi injusta porque nada disso justifica transformar a vida do carioca num inferno. 
              A maioria dos passageiros dos ônibus só ficou sabendo da paralisação quando chegou nos pontos e encontrou longas filas e uma multidão de pessoas nervosas e inquietas, todas reféns da atitude radical de um grupo que atropelou as decisões do próprio sindicato da categoria. Esse grupo contou com o apoio de uma grande estrutura e logística para impedir o funcionamento da cidade. Além disso, foram egoístas e sabiam que suas ações prejudicariam incalculável número de inocentes que dependiam de uma consulta médica marcada nesse dia, de estudantes que perderam aulas e pessoas que contavam com os ônibus para cumprir, em muitos casos, obrigações profissionais inadiáveis. Todos nós perdemos oportunidades que nunca mais teremos. Foi injusto! 
              A população não merece ficar refém de vândalos que apedrejaram centenas de ônibus, cujo prejuízo deverá sentido no desconforto da falta de frota nos dias seguintes.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Manifestos sem controle




Fim das UPPs só interessa aos marginais

               Grupos de manifestantes estão agindo por toda cidade. Surgem do nada. Inexplicavelmente queimam pneus, ônibus e outros veículos para protestar contra mortes de inocentes ou traficantes, gerando mais perigo quando resolvem enfrentar a polícia e provocam tiroteios, que muitas vezes matam mais pessoas inocentes. Esses conflitos tendem a piorar. Não existem mais parâmetros de ética e disciplina na política e em muitas atividades profissionais, onde vale a "lei de Gerson", aquela em que predomina levar vantagem sempre, mesmo enganando, ludibriando ou passando o outro para trás sem falar no roubo. 
              Por outro lado, os congestionamentos em toda cidade contribuem para irritar a população de todas as classes, que sofrem nos trens, ônibus e nos carros onde são submetidas a um ingrediente extra, que é o risco de assaltos. Onde isso vai parar ninguém sabe, mas é óbvio que o cenário é muito ruim para os próximos meses. Esse caso da refinaria de Pasadena, empresa onde a Petrobras jogou pelo ralo cerca de 1 bilhão, é combustível para alimentar explosões sociais caóticas e imprevisíveis. Aqueles que vivem à sombra das “bolsas de vantagens”, que os governos oferecem como esmola, e aos “invasores de carteirinha”, cuja existência deve-se a uma estratégia dos que insistem em se manter no poder a qualquer custo e conservar o voto no cabresto na ignorância. O problema é que perderam o controle em razão da existência de lideranças independentes, nascidas do caos, cujo objetivo é a anarquia para proveito próprio e que agride a maioria da população trabalhadora. Agora vai dar trabalho desconstruir esse atraso social. 
              Pobre Brasil!!!

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dar infraestrutura para as comunidades é essencial para formar cidadãos melhores

Nas comunidades, falta: água, saneamento, saúde, educação...
Priorizar ações nas favelas é respeitar as famílias que moram lá

           Em todas essas questões de desigualdades sociais, acredito que o começo para resolver é a responsabilidade inarredável do poder que deveria dar prioridade para a infraestrutura das comunidades. Junto a isso, deveriam proporcionar condições verdadeiras para acesso à saúde e educação. Tendo onde dormir com dignidade, instituições sérias para dar apoio no combate às doenças e contando com escolas públicas com ensino de qualidade, cresce a autoestima do indivíduo e surge um novo cidadão.
           Nas comunidades, a vida é dura e não conta com todos os serviços e a infraestrutura que outros bairros recebem do poder público. Quantas vezes leio no Ilha Notícias queixas de moradores da Ilha reclamando, com absoluta razão, do tratamento desigual entre um bairro e outro. A prioridade dos serviços públicos deveria ser dirigida à região mais pobre. Aonde falta mais é o alvo onde a prioridade do poder deve chegar primeiro. Estamos todos no mesmo barco e não é agradável viver onde vizinhos sofrem dificuldades para ter uma vida normal. Nosso vizinho bem e feliz nos faz pessoas melhores. Priorizar o apoio às comunidades fará as diferenças diminuírem. É o caso, por exemplo, de acabar com esse sistema de cotas que nos faz diferentes. A vida naturalmente vai beneficiar os mais aplicados que serão diferentes no mérito.
           O ensino público deveria ser obrigatório de verdade e com incentivos. É preciso mudar a cultura das bolsas, que hoje premiam muitos desocupados e aproveitadores de plantão. Só famílias cujos filhos são assíduos na escola teriam direito a privilégios nos programas sociais do poder. Também é necessário repensar a educação como fábrica de cidadãos, cuja mente passa a aprender a valorizar a família, ter dignidade e respeito às instituições. Vamos chegar lá!

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 15 de abril de 2014

Opressão do Poder

É inacreditável que parte de um hospital tenha sido implodido por falta de conservação e uso

                 Opressão é a palavra certa que atinge o coração do povo e sangra a cidadania da república democrática brasileira. Há algum tempo vivemos a desigualdade entre o poder que oprime e a vida dos cidadãos brasileiros, obrigados a pagar impostos astronômicos e não ter quase nada que a letra da constituição garante. Somos reféns de um sistema que humilha o povo que vive apertado nos precários meios de transporte e hospitais onde faltam médicos e os pacientes rolam pelo chão dos corredores infectados.
            É opressão porque quando é do lado do governo que as falhas persistem não há punição nem multas e juros. Quem atrasa suas contas com o governo pode parar no inferno e é tratado quase como criminoso. A pena para um comerciante que atrasa o recolhimento de taxas e impostos se multiplica em multas e juros impagáveis, enquanto aos vagabundos são garantidos todos os tipos de benefício e oportunidades de recuperação nas cadeias. 
            Não atrase sua conta de luz porque em poucos dias a energia é cortada sem apelação. Entretanto nas oscilações de energia ou falta de luz — que na Ilha são diárias — não existe a mínima satisfação da Light que nos ignora e conta com a absoluta leniência dos governos, que nem se manifestam. Isso é opressão. Quem fornece serviços ou produtos para os governos só recebe com muito atraso e pelo valor nominal. Por essa razão as empresas e organizações sociais contratadas por eles se prostituíram e fingem funcionar, deixando hospitais, escolas e estradas esburacadas, contado mais uma vez com a conivência dos governos e facilitando as ações dos corruptos.
            Enquanto rola a corrupção, os governos multiplicam erros e desperdícios em obras de fachada, irresponsavelmente planejadas. Exemplo perto de nós é o Hospital do Fundão, que teve parte implodida e até hoje nem o entulho foi recolhido. É como se a população não precisasse daqueles 12 andares que poderiam estar acolhendo centenas de leitos e ajudando a salvar vidas.

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 9 de abril de 2014

População da Ilha do Governador não vê benefícios com a Copa


Nem o aeroporto do Galeão recebeu obras para a Copa. Está um caos

           Agora ficou claro para a população da Ilha do Governador que a região não vai ser beneficiada com nenhuma obra significativa para a Copa do Mundo. Até no aeroporto, o consórcio, que assumirá agora em maio, diz que só começa sua gestão depois da Copa, em agosto. É que eles não são idiotas para assumir responsabilidades que não conseguirão cumprir diante do caos que se transformou o Galeão. A Infraero administra um aeroporto cujo terminal aeroviário é nojento e onde pouca coisa funciona. A privatização chegou tarde para a Copa e vamos passar vergonha.
           Por outro lado, falta à Ilha força política para conquistar avanços e melhorar a qualidade de vida da população. Nada, absolutamente nada, é construído, em nenhum lugar do mundo, sem ideias, projetos e sem que haja pressão junto às autoridades para que as ideias sejam materializadas. É assim que funciona. Mas quem são as pessoas que planejam e trabalham para o futuro da região? Ninguém sabe. Por essa razão, atualmente não acredito mais em mudanças. Enfraquecida politicamente, a região, se continuar assim, será mais uma vez apenas um reduto usado por candidatos com algum poder que virão asfaltar algumas ruas para garantir suas eleições e voltar na outra eleição. 
            Ainda imagino uma Ilha independente e forte. Com mais de 250 mil habitantes, a região tem mais representatividade do que a maioria das cidades do estado e até poderia ser um município cujo orçamento transformaria a região num lugar moderno e próspero. Entretanto, percebo que ninguém quer sair da sua zona de conforto, como por exemplo, ir à luta para que a Transcarioca — com 40 estações em direção à Barra da Tijuca —, tenha obrigatoriamente uma estação na Estrada do Galeão, para servir à população da Ilha, como estava planejado antes.

joserichard.ilha@gmail.com
www.twitter.com/joserichard