quinta-feira, 12 de março de 2015

A orla pode ser considerada uma moldura da Ilha do Governador

Entre as Pitangueiras e a Praia da Bandeira uma bela residência avança sobre a orla

              A orla faz a Ilha do Governador diferente das outras regiões da cidade e qualquer investimento público no urbanismo dos bairros localizados junto às praias, pode gerar importante fluxo de desenvolvimento. A orla bem cuidada com atrações gastronômicas e atividades turísticas, como passeios de barcos pela Baía de Guanabara pode proporcionar a criação de novos negócios e a geração de muitos empregos, tirando o setor da estagnação.
              Com a despoluição das areias da Praia da Bica, que por mais de vinte anos sofreu com três grandes línguas negras, surgiram diversas atividade de lazer e esportivas que atualmente atraem centenas de novos frequentadores, e se tornou um point da juventude. E, neste final de semana a prefeitura inaugura as obras da orla da Freguesia, com novos quiosques, iluminação e obras de infraestrutura. 
            Essas novidades na Freguesia devem trazer de volta a antiga vocação bucólica e de lazer do bairro, que agora terá estímulo natural para o retorno de bons restaurantes como Don Franguito, Tabuão e A Tasca da Ilha que atraíam clientes de toda cidade.
             Na Praia da Engenhoca ainda é preciso resolver a questão do refluxo das águas pluviais que recebem esgoto de ligações clandestinas para manter-se como alternativa de lazer importante. Um olhar sobre o trecho entre o Cocotá e o Zumbi revela que esse pedaço de orla também precisa receber um tratamento urbanístico, talvez com foco para o turismo e alguma estrutura para os barcos à vela e pequenas lanchas. 
            A orla é uma verdadeira moldura para a Ilha. Nenhuma outra região da cidade tem esse potencial. Talvez o entusiasmo com o resgate da orla da Freguesia estimule nossas autoridades a entender a importância da orla e beneficiar toda a sua extensão.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Ilha do Governador é uma região próspera

               
O aeroporto Tom Jobim é importante na economia da Ilha do Governador 
e o complexo aeroviário ocupa mais de 1/3 do território insulano 

               A Ilha do Governador tem uma população equivalente a grandes cidades brasileiras. No nosso Estado, a Ilha – se fosse uma cidade - seria nona com maior número de habitantes, fato que revela a importância da região na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, a Ilha conta com grandes empresas em seu território, como a Cosan, Shell, Eisa, Optisol e outras, além do Aeroporto Internacional, cujos impostos devem gerar recursos públicos imensos. Esses recursos deveriam ser aplicados proporcionalmente no desenvolvimento da região que gera a arrecadação. 
               Menciono o fato para lamentar. Não acho justo que a Ilha tenha apenas uma obra: a da Vila Olímpica na Estrada Rio Jequiá. Enquanto a cidade se moderniza com centenas de obras importantes. O atraso no urbanismo e o caos na mobilidade urbana projetam um cenário péssimo para os próximos anos. Os avanços e ganhos com a realização das olimpíadas em 2016 deveriam ser capitalizados em obras agora. Depois, só vamos conseguir avanços com muito esforço político e razões extraordinárias. A exceção está no aeroporto cujas obras andam por conta da privatização e dos investimentos gigantescos do consórcio que toma conta do Tom Jobim. Eles sabem que para gerar lucros precisam criar ambientes modernos e atraentes.
               Com o mercado de imóveis na iminência de voltar a normalidade, a Ilha precisa avançar mais no desenvolvimento e criar ambientes urbanos para fixar a população atual e atrair novos moradores. A Ilha é estratégica não apenas pelo aeroporto, mas principalmente por estar cercada pelas águas da Baía de Guanabara, cujas perspectivas de recuperação e belezas naturais podem gerar, no mínimo oportunidades de negócios náuticos e turísticos, imensos. É preciso sair da inércia. E repito, os recursos gerados na região precisam ter destino aqui. A preservação do meio ambiente e estímulos para investimentos na orla desta bela baía que nos envolve são prioridades urgentes.     

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Recomeçando 2015

       

               Com o fim do período de carnaval e de férias escolares, a expectativa é o Brasil voltar à normalidade, se é que isso é possível. Desde o Natal, portanto há cerca de dois meses, o país vive tradicionalmente um período de quase paralisia. As decisões são transferidas para depois das festas de Momo, ou início de março. Daqui prá frente com dez meses para tentar recuperar os prejuízos produzidos pela inércia do início de ano, o brasileiro se dá conta que o problema é maior com o aumento geométrico da conta de luz, pagamento de IPVA, IPTU, matrículas nos colégios e, sobretudo, o pagamento das dívidas contraídas em dezembro. Esses próximos meses mais parecem uma segunda feira prolongada de tanto trabalho e problemas que vem pela frente, até o próximo dezemb
              É preciso força, coragem e determinação para continuar progredindo nos negócios, almejar promoções no trabalho e ter estímulos animadores de carreira para manter boas notas no colégio. A expectativa para 2015 ainda não gerou horizontes favoráveis de modo a animar ninguém. O cenário é de incertezas diante dos desdobramentos dos casos de corrupção e propinas revelados pela Operação Lava Jato, na Petrobras e, principalmente, pelo mau desempenho de gestão da turma que controla o país.
              O momento afeta também a nós insulanos. Entretanto, não vejo outra solução do que cada um buscar melhorar seu desempenho para fazer a diferença no trabalho e nos estudos. Quem decidir parar para assistir os acontecimentos pode ficar para trás. Nossos problemas internos estão mais localizados nas dificuldades de mobilidade urbana com um péssimo serviço de barcas, falta de ônibus e mais linhas para outras regiões, além da ordenação de vans e kombis piratas que tornam nosso trânsito perigoso e desorganizado. Com o novo aeroporto muitas oportunidades estão surgindo por lá e no entorno. Fique ligado no desenvolvimento.     

joserichard.ilha@gmail.com

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ilha, realidade em pesadelos



Lotação esgotada

              Tive um pesadelo terrível. Nele, alunos de escolas públicas ameaçavam professores cuja autoridade também era de modo incompreensível contestada pelos pais dos maus alunos. Muitos dos mestres tinham medo de dar aulas e eram ameaçados. Outros professores jogaram a toalha e fingiam que ensinavam. Com o reinício das aulas a expectativa era de desânimo e a certeza de mais um ano perdido para alunos revoltados e professores desanimados. 
              Nesse sonho ruim, as vans e kombis não respeitavam sinais de trânsito e trafegavam com portas abertas. Algumas com o cobrador viajando em cima do motor da kombi e, nenhum passageiro usava cinto de segurança. O caos nas ruas contava com a omissão das autoridades que fingiam fiscalizar irregularidades e as centenas – ou milhares – de veículos transportavam passageiros em alta velocidade e disputando passageiro no grito.
              No pesadelo, as pracinhas e calçadas da Rua Cambaúba ou da Rua dos Monjolos – como quase todas da Ilha -, eram preferencialmente ocupadas por estacionamento de veículos. Os pedestres indignados caminhavam pelo meio da rua, correndo risco de tropeços e atropelamento. Até uma estátua de um leão foi colocada com a fera olhando para um muro. Coisa de pesadelo, e que só acontece em sonhos muito ruins.
             No tal pesadelo, as perspectivas para 2015 eram assustadoras. O dólar nas alturas das galáxias e a conta de luz ainda mais cara e com promessa de aumentar mais 60% até o meio do ano. No auge do pesadelo, vi o contraste entre a avalanche da corrupção na Petrobras e o racionamento de água em contraponto aos fantásticos lucros dos bancos que festejam recordes a cada trimestre. Meu pesadelo foi pesado.
              Quando acordei assustado, senti muito medo. Imagino como seria difícil viver com essa realidade.     

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Criminosos de outras regiões voltam a agir na Ilha



Ações criminosas de marginais de fora da Ilha estão fora de controle

                Embora a polícia esteja realizando de modo sério sua estratégia para dar segurança aos moradores, a intensificação das ações de criminosos está provocando medo entre os moradores de todos os bairros da Ilha. Os motivos podem ser diversos, mas nada justifica que uma nova geração de bandidos de fora da Ilha escolha a nossa região para praticar roubos e assaltos.
              Na semana passada a Rua Galo Branco, no Quebra Coco, foi cenário de tiroteio quando, às 9h da manhã, um morador que estava saindo de carro da garagem da sua residência foi fechado por bandidos num outro veículo. Por absoluta sorte o morador acelerou e conseguiu escapar em alta velocidade embora os bandidos o tenham perseguido atirando.
             Nesta semana, na quarta feira (28), por volta das 14h, a poucos metros da casa da vereadora Tânia Bastos, na região conhecida por casinhas da Portuguesa, um carro preto com três bandidos armados, roubou o carro particular da vereadora e sequestrou um amigo que estava dentro do veículo. O homem só foi liberado pelos criminosos na Ilha do Fundão após sofrer ameaças de morte. O carro da vereadora até agora não foi encontrado embora tenha rastreador. 
               O maior desafio da polícia é criar barreiras para evitar as ações de criminosos de outras áreas da cidade que invadem a Ilha porque encontram facilidades para fugir pela Estrada do Galeão. Alguns moradores sugerem substituir o obelisco da Estrada do Galeão, ao lado da lanchonete do Mac Donald´s, por um posto do Polícia Militar instalado com telefones de emergência, cujo número seja do conhecimento dos moradores, além de espaço para viaturas. A ideia é boa. Mas nada melhora, se nada for feito. E urgente!
 
joserichard.ilha@gmail.com