quarta-feira, 8 de julho de 2015

Mobilidade urbana é um caos na Ilha

         

              Esta semana, no início da manhã da terça (30), um acidente entre uma caminhonete e um ônibus deixou como vítima fatal um homem de 44 anos que dirigia o veículo ao lado do pai,  que sofreu diversos ferimentos. Lamentamos a tragédia que aconteceu com essa família e nos solidarizamos com a dor da perda do Samuel da Costa, conhecido como Samuquinha e que se dirigia cedinho para fora da Ilha para um dia de batalha.
             Como consequência do acidente formou-se um congestionamento de mais de cinco quilômetros com carros em fila desde a sede da Prefeitura da Aeronáutica até o relógio do Cacuia e muito além do Ilha Plaza. Quem trabalha na Ilha chegou ao serviço com cerca de uma hora de atraso. Mas pior, muito pior, aconteceu com aqueles que trabalham fora da Ilha ou tinham compromissos marcados, como pacientes, médicos, professores e alunos. Ninguém escapou do tormento no engarrafamento cuja revolta não foi maior em consideração e respeito à vítima cuja vida se foi.
              O que constatamos é a fragilidade do nosso sistema viário. Não existe nenhum plano de contingência que informe aos motoristas e passageiros sobre a gravidade dos engarrafamentos. Não há informação, ou planejamento para informar o tempo previsto para sair da Ilha. Diversos leitores sugeriram esta semana que fosse colocado um placar luminoso na altura do estacionamento da McDonald´s informando sobre o trânsito. Faz sentido e apóio, pois naquele local existe um retorno e muita gente poderia alterar a agenda transferindo compromissos para a Ilha. Outra falha foi o absoluto silêncio das autoridades de transporte que não acionaram imediatamente barcas extras para atender a população travada e presa em dezenas de ônibus e milhares de veículos na Estrada do Galeão. A constatação é que a Ilha não recebe prioridade e atenção para o gravíssimo problema de mobilidade urbana, cujo sofrimento é da população.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Congresso aprova reajuste igual para aposentados. Agora cabe a Dilma sancionar.




              Nunca entendi porque o reajuste anual aos aposentados é menor que o percentual de aumento para o salário mínimo dos trabalhadores em geral. Agora entendo menos. Poucos estão aplaudindo a medida provisória que a Câmara e o Senado aprovaram para o reajuste do salário mínimo no mesmo percentual para os aposentados. Agora cabe a presidente Dilma sancionar nos próximos dias, gesto que segundo líderes da presidente, poderá não acontecer porque aumentaria as despesas do governo em cerca de 8 bilhões. Ora, melhorem a gestão e parem de roubar. Em 2011 o rombo devido a corrupção chegou aos 50 bilhões. Em 2014, o montante é ainda maior, e ninguém sabe qual o valor astronômico das propinas do ano passado. A justiça ainda investiga e a cada dia descobre mais milhões escondidos em contas no exterior.  
              Conheço muitas histórias de pessoas que se aposentaram com mais de um salário e com o passar dos anos amargam receber aposentadorias miseráveis, muito menores daquelas quando se aposentaram.
             Com a diminuição natural das condições físicas a cada ano, a maioria dos aposentados precisa de mais apoio do governo que não pode justificar sua ineficiência jogando nas costas dos idosos o peso das dificuldades econômicas do país. A alteração que os deputados e senadores aprovaram resgata uma condição mínima de retribuir aos velhos trabalhadores - que contribuíram à previdência por quase toda uma vida -, condições justas para continuar a comprar remédios cada vez mais caros e tentar sobreviver a um aumento do custo de vida absolutamente impossível de resistir. 
            A luta do governo não deve ser contra os aposentados. Eles não tem culpa da roubalheira e da péssima gestão que levou o país ao CTI da economia, gerando desemprego para milhares de brasileiros e o fechamento de diversas empresas. Torço para que a presidente ratifique o texto aprovado pelo Congresso Nacional de modo que os cidadãos aposentados possam manter as condições mínimas de sobrevivência sob responsabilidade do estado. E finalmente se faça justiça. Será que Dilma vai aproveitar a oportunidade de começar a se reconciliar com o povo e sancionar os benefícios para os aposentados?

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Vans da Ilha proibidas de realizar viagens para o Centro

               Com a determinação da prefeitura de proibir a circulação de vans no Centro, os passageiros da Ilha encontram sérias dificuldades de deslocamentos para outras regiões da cidade. Além da falta de linhas para a Zona Sul, região onde muitos insulanos trabalham, o uso dos ônibus para deslocamentos até o Centro é difícil, desconfortável e caro. Os ônibus tipo “frescão” como alternativa diária, é insuportável para o bolso de qualquer um. A opção por barcas continua com as incertezas de sempre, além dos poucos horários as embarcações são velhas e inseguras.
              Deslocar kombis e vans unicamente para trechos ligando as comunidades com os principais eixos viários faz sentido se as linhas de ônibus proporcionarem fluxos confiáveis com veículos suficientes para atender os passageiros em todos os horários. Linhas de Vans e ônibus existem por concessão da prefeitura, cujas regras para prestar esse serviço tem critérios onde a prioridade é servir bem a população. Mas isso nem sempre acontece. A prefeitura precisa estar atenta, fiscalizar e cobrar das empresas de ônibus, a circulação de veículos durante 24 horas, de modo que nas madrugadas os ônibus estejam circulando, mesmo que em menor frequência.  Foi da falta de ônibus durante a noite que, há alguns anos, surgiram as kombis substituindo a inexistência de ônibus em horários noturnos.
              Cada tipo de transporte público tem a obrigação de prestar bons serviços à população. São bem remunerados para isso, mas infelizmente persistem maus gestores que colocam irresponsavelmente kombis, vans, ônibus e barcas em péssimo estado para transportar passageiros. 
Torço que as mudanças que a prefeitura faz no transporte alternativo sejam transformadoras e a mobilidade urbana mais útil aos deslocamentos da população.

joserichard.ilha@gmail.com

Ilha pode ter novo Projeto de Estruturação Urbanística

              O PEU, Projeto de Estruturação e Urbanística que está sendo discutido na Câmara dos Vereadores gera grande expectativa nos grupos que mantêm interesse no desenvolvimento da Ilha do Governador. A perspectiva de ser aprovado o aumento de mais um andar nos novos prédios é polêmico e objetivamente pode incentivar a construção de unidades mais baratas, mas tem contraponto no aumento da população da Ilha e mais congestionamento de veículos nas ruas.
              Outra questão interessante é determinar espaço de estacionamento suficiente nos edifícios comerciais para empresários e clientes. As estradas do Galeão, Cacuia e a Avenida Paranapuan, cujos perfis já estão definidos como zonas comerciais, vivem entulhadas de veículos nas calçadas, por absoluta falta de vagas. Será uma atitude de bom senso se os vereadores aprovarem novos edifícios com andares de garagem suficiente para garantir o movimento do prédio de modo independente.
              A construção de edifícios garagem, nas principais vias, seria um extraordinário avanço que o novo PEU pode trazer como benefício para moradores e comerciantes. Além de um bom negócio, que gera renda e empregos, as ruas e calçadas poderiam ganhar outro aproveitamento urbanístico para o bem estar da população e melhor fluxo no trânsito. 
              O novo PEU vai mudar regras e definir normas para a construção de novos prédios e a ocupação de terrenos. A expectativa de todos nós é que esses novos critérios sejam elaborados com sensibilidade e responsabilidade de modo a transformar a Ilha em uma região próspera e ótima para trabalhar e viver.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A Ilha é muito prejudicada pela poluição da Baía de Guanabara


A morte de peixes é um dos alertas da natureza (foto:O Globo)

              Nos últimos tempos, a Baía de Guanabara tem sido notícia na imprensa menos por sua incontestável beleza natural e mais, muito mais, pela poluição que tomou conta de toda a sua extensão nas últimas três décadas. Todas as montanhas de dólares investidas para melhorar as péssimas condições da água não obtiveram nenhum resultado positivo. Pior, o território da Ilha do Governador, inserido no contexto geográfico da baía é de todas as regiões localizadas nas margens a mais prejudicada pelos potenciais danos à saúde da população e aos graves prejuízos à economia da região.  Incomoda muito a atrocidade que se faz contra a natureza. O crime ambiental contra a flora e a fauna é uma questão injustificada pela absoluta falta de cultura e de consciência do povo e das autoridades. É uma vergonha e totalmente impossível a realização de atividades de iatismo na Baía de Guanabara durante as Olimpíadas de 2016. 
              Na questão comercial, a Ilha do Governador perde muito sem a possibilidade de atividades econômicas pesqueiras e a inexistência de roteiros turísticos. Por outro lado, todas as xx cidades no entorno da baía também são prejudicadas no desenvolvimento e as respectivas populações sofrem nos congestionamentos pela inexistência de trajetos marítimos para o transporte de passageiros e cargas. Qual a razão de sequer existir projeto para ligar os dois aeroportos mais a rodoviária por via marítima? Se existe o lobby dos ônibus , conforme muitos desconfiam, é preciso estabelecer práticas cujas prioridades venham ao encontro do melhor para a população e o progresso do país. É inexplicável não existir uma grande quantidade de linhas marítimas ligando, por mar, bairros e cidades.
              Soluções para a despoluição da baía existem. Não são colocadas em prática por falta de projetos sérios e nenhuma capacitação técnica dos atores políticos que buscam holofotes.

joserichard.ilha@gmail.com