sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

POSSÍVEL RECUPERAÇÃO DO GALEÃO | EDIÇÃO 2134 | 24-02-2023


  Voltaram à pauta, nos três níveis de governo, as discussões sobre a gestão do Aeroporto do Galeão, questão importante para o desenvolvimento econômico da cidade do Rio de Janeiro e principalmente para a região da Ilha do Governador.  

  Com a manifestação da empresa Changi Airport, que é dona da concessão do aeroporto através da RIOgaleão, em continuar na gestão do Tom Jobim abrem-se perspectivas de que o aeroporto inicie um processo de recuperação econômica mais rapidamente. 

  O esvaziamento do Galeão se deveu a diversos fatores, como a pandemia e as gestões incomuns para licitação de concessões separadas do Galeão e Santos Dumont, cuja estratégia foi desvalorizar o Galeão e potencializar o Santos Dumont, colocando os dois aeroportos em conflito comercial. 

  Os prejuízos para o Galeão foram estratosféricos e atingiu a todos: concessionária, empresas instaladas no aeroporto como restaurantes e fast-foods, por exemplo, entre outras, além de milhares de insulanos que perderam seus empregos. O Galeão foi tão desconsiderado, chegando ao ponto da pista principal de pousos e decolagens ser utilizada, no ano passado, para uma corrida de stock-cars devido a inoperância dos aviões. Uma verdadeira humilhação. 

   Todavia, os novos tempos prometem. Uma nuvem de manifestações positivas passa pela renovação da concessão do aeroporto e o tratamento diferenciado para ambos aeroportos. A boa ideia é Galeão operar os voos internacionais, equilibrando com o Santos Dumont os regionais com bom senso e união de esforços para oferecer aos passageiros e companhias aéreas opções. 

  Precisamos resgatar o tempo perdido e o nosso Galeão precisa voltar ao seu movimento normal de mais de 30 milhões de passageiros por ano, contribuindo para o desenvolvimento da nossa cidade e o próprio estado.  

  A recuperação do Galeão é muito importante para a Ilha do Governador, porque além da recuperação de diversos negócios que direta ou indiretamente ao funcionamento do aeroporto. Que o bom senso prevaleça e as ações sejam rápidas. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

EMPATIA NAS VANS | EDIÇÃO 2133 | 17-02-2023


  O uso do Rio Card Senior pelos idosos tem problemas de eficiência na operação pela dificuldade que esses usuários encontram para viajar nas vans. Na maioria das vezes eles não conseguem nem entrar nos veículos sob a alegação de que a cota de gratuidade de dois lugares já foi atingida. Pode até ser em alguns casos, mas o relato de muitos idosos remete a situações em que afirmam até não existir nenhum idoso dentro do veículo.  

  É importante destacar a necessidade para maioria dos idosos que usam o Rio Card Senior, pois são pessoas pobres que muitas vezes vivem sozinhos e mal têm o dinheiro para se alimentar, pagar o aluguel e comprar remédios para se manterem vivos ou suportar a dor de alguma doença. 

  É preciso resgatar nossa sensibilidade para esses casos que envolvem nossos familiares, parentes e amigos. Precisamos acolher melhor essas pessoas mais velhas por uma questão de humanidade e com carinho, garantindo seus direitos e retribuindo através de ações tudo que já fizeram por nós, com respeito e consideração. 

  É o avô ou avó de um de nós que precisa da van para se deslocar quase sempre para uma consulta médica ou outra atividade como tratar da sua aposentadoria ou em missão para ajudar um outro familiar, característica dos avós. 

   Temos que trazer à tona o espírito de solidariedade também no serviço de transporte de passageiros feito pelas vans, através de uma atenção especial a essa parte da população com mais idade e que precisa de ajuda. Tenho certeza que Deus vai abençoar todos os trabalhadores que atuam nos transportes, trazendo a eles sensibilidade espiritual para que reflitam e acolham com muito carinho os nossos pais e avós nas próximas viagens.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

NATUREZA X SERES HUMANOS | EDIÇÃO 2132 | 10-02-2023


  Cada vez mais constantes, as reações da natureza parecem ser ainda mais poderosas e com consequências cada vez intensas à vida humana. Na Turquia e Síria, nesta semana, um terremoto devastou cidades, afetando e destruindo milhares de prédios e provocando a morte de muitos milhares de habitantes. Diante da magnitude da destruição, ainda é impossível às autoridades contabilizar a tragédia com alguma precisão.  

  No nosso Estado as chuvas torrenciais já provocaram grandes alagamentos neste verão, mas graças a Deus, não se repetiram as tragédias de anos anteriores, quando algumas cidades serranas sofreram com perdas de vida e grandes prejuízos patrimoniais. 

  As tragédias provocadas pela natureza como terremotos, tsunamis ou a erupções vulcânicas, por exemplo, são normalmente imprevisíveis e provocadas, na maioria das vezes, pelo próprio esfriamento do planeta na sua existência cósmica de transformações e mudanças naturais. Pouco pode-se fazer. 

  Entretanto, muitos desastres na natureza poderiam ser evitados através da mudança de comportamento dos seres humanos com relação à poluição que provocam nos rios e mares. Mares que viraram latas de lixo e verdadeiras fossas para o despejo de líquidos, muitas vezes, altamente poluidores. Já existem verdadeiras ilhas de lixo flutuando nos oceanos e que vagam sem destino. Do lixo orgânico nem se fala da quantidade diante dos 8 bilhões de habitantes no mundo e a escassez de tratamento adequado, mas os líquidos químicos despejados pelas indústrias e sobretudo o lixo atômico que vaza das usinas nucleares são poderosas geradoras de reações naturais contra todos os seres vivos e com danos para a crosta do planeta, que também vai reagir de modo devastador com certeza. 

   Vai sobrar, é claro, principalmente para o ser humano, cuja existência vai estar ameaçada e que, em sua maioria, atualmente, não dá bola para colaborar em ações contra a poluição. Continua jogando papel na rua, lixo na baía, entre outras ações de falta de educação, e parece não estar nem aí pra nada. Muitos dos alagamentos dessa semana na Ilha do Governador foram causados pela intensidade da chuva é verdade, mas com certeza a vazão para o mar foi prejudicada pelo lixo das ruas que acabam entupindo as galerias pluviais.  

  Que os desastres distantes e os que acontecem por aqui, sirvam de alerta para todos nós. Precisamos mudar e ter hábitos de cidadãos responsáveis com o meio ambiente, ajudando a preservar a natureza para evitar as reações naturais do planeta. Bastam as tragédias geológicas que não podemos evitar. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

ÁGUAS DO RIO AGE FORA DA REALIDADE | EDIÇÃO 2131 | 03-02-2023


  É difícil entender o trabalho de algum modo opressivo da empresa Águas do Rio que assumiu o lugar da Cedae na distribuição de água na Ilha do Governador. São diversas as reclamações contra a empresa na colocação de novos hidrômetros em substituição aos antigos equipamentos, obra que é realizada muitas vezes de modo inesperado, sem consentimento e aviso ao morador.  

  Imagine a cena, alguém que sai de manhã para o trabalho, chega à noite e vê que a sua calçada está arrebentada – algumas vezes na saída da garagem –, devido às obras para colocação do novo hidrômetro. Outra cena é o morador – responsável pela conservação da sua calçada –, em casa e percebe o início da escavação, mas não permite. Ele, segundo os relatos de alguns casos que chegaram à redação, poderá arcar com multas e o constrangimento de até ter a sua água cortada. 

  É assim que uma empresa que presta um dos mais importantes serviços públicos para a população deve tratar a população? Não bastam os problemas existentes e os que ficaram marcados na população pela recente pandemia, que trouxe desemprego, falências e acabou muitas milhares de famílias dizimadas pela Covid-19? 

  Atualmente muitas empresas da Ilha também relatam a cobrança estratosférica das contas de água. Situação que forçou o fechamento de algumas atividades como estratégia de gestão para estancar prejuízos e estudar meios que possibilitem harmonizar custos, avaliando receitas e despesas, onde a conta d’água passou a desequilibrar, coincidentemente logo após a empresa Águas do Rio ter assumido os serviços no setor. 

  Acho que diante de tempos tão difíceis, quando todos nós, trabalhadores e empresas deveríamos ter uma maior capacidade de adequação à nova realidade preços e serviços – considerando realidade complicada do momento –, é preciso sensibilidade de gestão, sobretudo quando a empresa “vende” água, produto essencial à vida humana e ao funcionamento de todas as atividades. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

DESORDEM NA LINHA 492 | EDIÇÃO 2130 | 27-01-2023



  A implementação da linha de ônibus 492, hoje operada pela empresa Ideal, foi durante muito tempo um sonho dos insulanos que enfrentavam muitas dificuldades para ir à Copacabana. O itinerário também se tornou útil para muitos trabalhadores cujos empregos ficam pelo trajeto no Centro, Flamengo e Botafogo.  

  Na inauguração da linha, autoridades e passageiros comemoraram na Praça dos Bancários, ponto final da linha. E era para se festejar mesmo, afinal a população insulana, a partir daquele dia passou a ter uma opção utilíssima para se deslocar para a Zona Sul. 

  Entretanto, a linha que começou com duas empresas operando ficou só com a Ideal que atualmente registra preocupação devido a comportamentos intoleráveis para gente civilizada, gerados por jovens que fazem das viagens no final de semana e feriados um verdadeiro pesadelo para os demais passageiros e ao próprio motorista que se vê acuado diante de tanta agressividade e danos ao veículo. 

  No ponto final em Copacabana muitos desses desordeiros saltam pelas janelas para não pagar a passagem num clima de arruaça descontrolada, conforme registram imagens de vídeos, onde cadeiras de praia e guarda-sóis são jogados pelas janelas. Uma desordem absoluta. 

  Para resolver os distúrbios, a polícia planeja atuar nos pontos onde esses grupos se reúnem para embarcar, enquanto a empresa de ônibus estuda até devolver a concessão diante dos prejuízos aos veículos e a segurança dos seus funcionários. 

  É inacreditável que situações como essa ainda aconteçam em nossa cidade. Isso envergonha a todos nós insulanos, sobretudo porque revelam em parte da nossa juventude a marca de  instintos de revolta, cujas mentes precisam ser regeneradas urgente, através de programas sociais e a atuação das autoridades de educação e policial para acalmar os ânimos e oferecer oportunidades para conhecerem valores e direitos, obrigações  e exemplos de cidadania.