sexta-feira, 21 de junho de 2019

AS CALÇADAS COM PEDRAS PORTUGUESAS PRECISAM DE ATENÇÃO ESPECIAL

A colocação das pedras é uma atividade artesanal e demorado

          As pedras portuguesas colocadas em diversas calçadas ao longo da Estrada do Galeão, no perímetro do Projeto Rio Cidade, cujas obras aconteceram em 1998, durante o governo do prefeito Cesar Maia, se transformaram em um problema para a manutenção das calçadas.
          Com o tempo, as pedras se soltam, seja pela ação das chuvas ou principalmente devido ao peso dos carros que, ilegalmente, motoristas insensatos insistem em colocar sobre as calçadas, e se transformam em um problema. Os buracos e as pedras soltas já provocaram diversos tropeços e quedas, sobretudo do pessoal mais idoso, ou de jovens descuidados que ficam ligados no celular e, sem culpa, caminham intuitivamente apenas com o radar ligado.
          Nessa semana, dois antigos trabalhadores de uma empreiteira contratada pela prefeitura estiveram em ação para recolocar as pedras em trechos dos calçadões da Portuguesa. Eles ainda não conseguiram terminar o serviço pela quantidade de buracos e pelo serviço ser artesanal e lento. É pedra por pedra. Coisa demorada e que deve sair bem mais cara pelo tempo que precisa para ser feito, além da infinita quantidade de buracos.
          Para manter a beleza das calçadas, que justificariam o trabalho e investimento, é importante que as pedras tenham a mesma coloração, o que é difícil, de modo a valorizar os desenhos proporcionados pelo contraste das pedras brancas com as pretas. Entretanto, diante das enormes calçadas e a cultura carioca de estacionar em cima delas, sem nenhum preconceito, as coisas tendem a piorar com o tempo e esses esmerados trabalhadores de hoje vão se aposentar ficando cada vez mais difícil a recomposição dessas calçadas.
         A realidade, infelizmente, é que enquanto os carros continuarem a usar as calçadas como estacionamento ou existirem acesso para garagens sobre as pedras portuguesas o problema vai continuar. Ou mudam o piso das calçadas ou a cultura dos nossos motoristas.

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