sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Ilha do Governador e o jornal que é a voz da comunidade






         No próximo mês de setembro o jornal Ilha Notícias completa 37 anos de existência e circulação ininterrupta. Num jornal, a vantagem do longo tempo de existência é a certeza da conquista da liberdade definitiva. Aprendi nessas décadas que não é possível ter sucesso e conquistar a confiança dos leitores sendo refém de alguém ou de algum sistema. O jornalismo independente, cujas bases o Ilha Notícias está alicerçado é da ética e verdade dos fatos.
            Sem hipocrisia ou sentimento sonhador, o jornal foi criado para funcionar como uma empresa de sucesso e na diferença das receitas e despesas possa investir no desenvolvimento e ter lucros. Nessa trajetória de 37 anos vivemos meses de crises e incertezas, mas nunca nos deixamos levar pela conveniência de interesses que fugissem ao rumo das coisas corretas, como nunca também o Ilha Notícias foi conivente com os poderosos do momento. Procuramos sempre corrigir nossos eventuais erros, injustiças e enganos, com coragem e humildade. Nunca com submissão.
            A responsabilidade de manter circulando gratuitamente o Ilha Notícias, todas as sextas, com qualidade gráfica, conteúdo renovado e fatos do interesse da população é um desafio permanente. Nunca, uma linha sequer foi ou será publicada por leviandade ou intenção de prejudicar alguém, pobre, rico ou adversário. É nossa obrigação ter opinião, discernimento e respeito. Por exemplo, é nosso dever permanente agir cobrando dos poderosos — sobretudo em cargos públicos —, competência de gestão. Confetes só quando merecem.
            Os leitores continuam soberanos no jornal, tanto que ocupam dois importantes espaços nas colunas Boca no Trombone e Voz do Leitor, onde expressam livremente comentários elogios e críticas. O Ilha Notícias se orgulha de ser a tribuna e a voz dos moradores da Ilha. E em setembro vamos comemorar juntos — e mais fortes — os 37 anos. Deus é bom!!!

joserichard.ilha@gmail.com
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sábado, 27 de julho de 2013

Ilha sofre com problemas recorrentes no transporte



Todas as manhãs e finais de tarde, ônibus lotados trazem desconforto
 aos passageiros que pagam caro pelas viagens 

            A propósito do resultado de uma pesquisa que o Ilha Notícias promoveu em maio, cujo resultado apontou o transporte como o principal problema dos habitantes da Ilha do Governador, com mais de 43%, quero registrar que, o que era ruim, está pior.
             O serviço de transporte marítimo de passageiros voltou a ser feito por embarcações muito velhas, com elevado risco aos passageiros e viagens muito lentas. O moderno e confortável catamarã é uma ilusão que raramente faz a linha do Cocotá à Praça 15. A concessionária CCR está se lixando para os moradores da Ilha e seu objetivo principal é sem dúvidas o lucro. Não existe comprometimento com os passageiros nem com a qualidade dos serviços. Além de tudo, só operam em horários que lhes convém e cuja lotação signifique arrecadação com lucro.
            Já o transporte feito pelas vans e kombis precisa ser regulamentado em caráter de urgência para acabar com as incertezas geradas por informações contraditórias. Tanto os motoristas e cobradores desses veículos, como os passageiros vivem inquietos diante de notícias confusas e que acabam trazendo prejuízos a todos. A ligação para o centro da cidade é importante e os ônibus e barcas não dão conta. Se não existe ônibus suficiente para atender melhor a população é evidente que o sistema alternativo ou complementar é a solução. É preciso colocar, logo, regras claras e cobrar dos donos das barcas, vans e ônibus, mais eficiência e responsabilidade. A população está cansada disso. A pesquisa já demonstrou.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Papa Francisco e os poderosos




            A chegada do Papa ao Brasil pode ter um efeito de divisor de águas nas mobilizações e protestos que começaram em junho por ocasião da Copa das Confederações. Na oportunidade, até a imprensa foi surpreendida pelos movimentos espontâneos que contagiaram os cidadãos em todo país. O espaço nas manchetes, que se previa para as partidas da FIFA, foram ocupados pelas imagens dos protestos.
           As excelentes apresentações da seleção do Felipão vencendo países campeões mundiais como a Espanha, México e Itália, colocando o Brasil novamente no ranking entre as 10 melhores seleções do mundo, não foram páreo diante da voz que vinha das ruas e fez o Brasil acordar. 
            A visita do Papa ao Brasil é um outro acontecimento de repercussão mundial e toda mídia do planeta estará acompanhando os passos do Sumo Pontífice. Como o mundo já conhece a força da nossa democracia espero que agora os jornalistas deem os mesmos espaços à beleza do Rio e a determinação do seu povo que busca mudanças. 
            Acredito que o Papa Francisco trará paz e esperança ao povo brasileiro, hoje massacrado pela corrupção e por impostos exorbitantes. Peço a Deus que o Espírito Santo use esse Francisco argentino para abençoar as consciências dos ricos e poderosos por mudanças, de modo que os brasileiros não tenham mais motivos para gritar nas ruas. Espero que a vinda do Papa seja o sinal de novos tempos e motive as transformações que todos brasileiros esperam e os novos tempos exigem.
 
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Os médicos são os culpados pela crise na saúde?


          É absurda, a Medida Provisória que o governo pretende adotar a partir de 2015, para a formação de novos médicos no Brasil. Querem obrigar os estudantes de medicina, após a conclusão do curso, a trabalharem no Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos, deslocados para cidades do interior, antes do período de residência médica. Com essas regras, só após dois anos, esses médicos poderão dar início as especializações e receber o diploma. A proposta é que os brasileiros do interior sejam atendidos por novos médicos, doutores sem experiência e sem a indispensável supervisão de médicos preceptores. Se a medida for adotada muitos jovens podem ficar desestimulados pela carreira médica, diminuindo a quantidade de profissionais para cuidar da saúde da população e aí sim gerar uma crise de falta de médicos no país. Novamente o povo será o mais prejudicado.
           A outra má ideia é importar médicos estrangeiros para as mesmas regiões sem testá-los e confirmar de fato a competência, como se o problema no Brasil fosse a falta de médicos. Os grandes entraves na área da saúde têm origem na péssima infraestrutura, poucos hospitais, postos de saúde, medicamentos e equipamentos. É bom as autoridades também pensarem com urgência em salário justo para esses profissionais, cuja responsabilidade é reabilitar a saúde da população e salvar vidas. 
           Hoje um médico cirurgião precisa estudar 11 anos. Seis do curso de medicina tradicional, mais dois de residência e outros dois ou três anos para se tornar um especialista. Ser um bom cirurgião exige dedicação quase integral durante 11 anos, no mínimo. De modo que, não é justo que queiram obrigar os futuros estudantes de medicina a resolver a má gestão política da saúde, obrigando-os a prestar serviço obrigatório por dois anos no SUS, com salários ridículos em lugares que não existe nem posto de saúde.
          É um absurdo! Espero que as autoridades não estejam falando sério.

joserichard.ilha@gmail.com
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Um novo Brasil com competência e ordem


           A crítica à atuação dos políticos e autoridades, reivindicando melhores serviços públicos é legítima e dá, ao político competente, a oportunidade para corrigir o rumo do seu mandato e ajustar ações para realizar um trabalho melhor que possa ter o reconhecimento da população.

            É uma covardia a ação dos criminosos que aproveitam as passeatas para provocar danos ao patrimônio público e principalmente às lojas particulares, cujos proprietários e empreendedores de pequenos negócios não são os culpados pela corrupção no Congresso Nacional, o preço de passagens ou essas PECs.

           Na semana passada, diante do boato da realização de uma passeata, alguns comerciantes da Ilha mandaram colocar tapumes de madeira nas vitrines e vidraças dos seus negócios com medo de que bandidos infiltrados no movimento pudessem invadir seus estabelecimento e provocar prejuízos como aconteceu em diversas outras regiões em que se realizaram passeatas. Passeatas pacíficas são ingredientes da democracia e podem ser utilizadas como instrumento de pressão para reivindicar dos governos e políticos, ações mais justas e competentes. 

            A população não concorda com a participação de arruaceiros que gritam palavras de ordem estimulando a violência e a depredação. O povo é contra esses manifestantes inconsequentes que desejam o caos e desrespeitam a tudo e a todos, provocando arrombamentos, quebra-quebras e roubos nas lojas. Os prejuízos são enormes e podem gerar desemprego ou fechamento das lojas atingidas. Esses arruaceiros, provavelmente não estudam nem trabalham, e têm tempo de sobra para participar de todas as passeatas, levando por onde passam medo aos moradores e comerciantes. A baderna é a única maneira que esses marginais encontraram para participar das justas manifestações da população.