quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pichadores continuam a emporcalhar a Ilha

Vergonha!  

              Pichação é uma idiotice que um grupo de bobalhões resolveu estabelecer como hobby por pura exibição. Agem às escondidas pendurados em prédios durante a noite, quando produzem deliberadamente prejuízos em muros e fachadas de prédios. Normalmente, são pessoas jovens desajustadas que encontram na sujeira que fazem na propriedade alheia a satisfação das suas inseguranças.
              A ação é covarde porque acontece às escondidas e atinge moradores que convivem com as baboseiras que tornam feias e sujas suas casas, por absoluta falta de recursos para removê-las. Na Estrada do Galeão, dezenas de prédios comerciais também sofrem com as pichações e a Ilha, cuja imagem a maioria se esforça para tornar ainda melhor e mais bonita, sofre com essa gangue cuja ação ainda não é punida como merece.
              Há pouco tempo um deles foi pego agindo durante o dia no telhado de um prédio comercial da Portuguesa. Em flagrante disse que teria sido pago para fazer o serviço. Tinha em seu poder uma relação de prédios e os símbolos que deveriam ser pichados.  É inacreditável, mas o elemento não foi preso a pedido da mãe que se comprometeu a corrigir o hábito do bobalhão e pagar os prejuízos. Já se passaram algumas semanas e o condomínio não recebeu nenhum centavo de indenização. Bem feito! 
             Portanto, tenho que corrigir o início dessa coluna e incluir as pichações como bico para alguns malucos, que são usados por paranóicos que contratam otários para marcar territórios com seus desenhos horríveis nos nossos muros ou edifícios. Desvalorizando os imóveis e deixando parte da nossa Ilha feia. É importante denunciar a ação desses vândalos irresponsáveis.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Estaleiro EISA atrasa salários e trabalhadores protestam na Estrada do Galeão



Manifestantes do Eisa querem o pagamento dos salários atrasados

              A manifestação dos trabalhadores do Estaleiro Eisa que resultou na ocupação da Estrada do Galeão na manhã da última segunda (14) é um fato inédito na Ilha. Nunca antes nenhum grupo de trabalhadores tinha realizado protesto nessa importante e única via de acesso da Ilha. Dezenas de comerciantes fecharam as portas com medo de algum excesso, mas o movimento foi pacífico sem nenhum ato de violência. O único problema foi o congestionamento provocado pelo bloqueio, por cerca de 30 minutos, nos dois sentidos do trânsito da principal via de acesso à Ilha. Esse fato é grave até mesmo em manifestações justas como essa dos trabalhadores do Eisa, porque impedem o deslocamento de milhares de pessoas cujos compromissos podem ser importantes para suas vidas. 
             A presença da tropa de choque da PM e o barulho de bombas criou um clima de pavor entre as pessoas que circulavam pelas proximidades ou estavam nos pontos de ônibus. Como ninguém se feriu, o saldo do movimento dos trabalhadores alcançou os objetivos dos organizadores que conseguiram repercussão nacional sobre o terrível problema que vivem sem o pagamento dos salários há 90 dias. Nos bastidores, funcionários denunciam que o atraso no Eisa não é por falta de trabalho. O estaleiro tem diversas encomendas de navios e seu complexo industrial ainda tem muito serviço até 2018. Um dos sindicatos acusa a empresa de má gestão e desvio milionário de recursos. Já a direção do estaleiro diz que busca dinheiro no mercado financeiro para colocar em dia a folha de pagamento antes do final de julho. Na imprensa, entretanto, a notícia é de que os donos do Eisa querem vender o estaleiro, mas as negociações são lentas. Outra hipótese mais cruel é a de que podem estar usando o sofrimento dos trabalhadores para obter recursos públicos a fundo perdido. O governo de plantão ajuda e ganha a simpatia e os votos dos três mil trabalhadores submetidos a pressão dos salários atrasados. Qualquer que seja a verdade é um jogo cujos escrúpulos não existem.

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Brasil virá renovado e mais forte na Copa de 2018


O craque Neymar em 2018 poderá ser o melhor do mundo

                 A Copa acabou domingo sem o time do Brasil na final e sem sentido para os brasileiros. Principalmente para os cariocas. Não tivemos a oportunidade de assistir e torcer pela seleção no Maracanã, que não realizou uma única partida no Rio de Janeiro. Pior, perdemos os jogos e pagamos o pato. O dinheiro das obras de reforma do Maracanã, que custaram cerca de 1 bilhão saiu, em grande parte, do governo do estado, ou seja dos impostos extorsivos que pagamos. É uma sensação muita chata, o Brasil não chegar à final e ser desmoralizado com uma goleada épica.
                Agora é ganhar fôlego para recuperar os prejuízos morais futebolísticos e os financeiros. Muita gente acha que fecha julho no vermelho diante dos feriados e meios feriados que as autoridades determinaram de modo compulsório. Alguns desses feriados foram injustificáveis para nós que estamos distantes cerca de 20 km do Maracanã e os jogos não eram do Brasil. E quando asseguro que muitos tiveram prejuízos, falo principalmente dos profissionais liberais cuja renda só é gerada com o seu próprio trabalho, como os médicos, dentistas, advogados e tantos outros pequenos negócios que dependem de cada dia com as portas abertas para fechar as contas no final do mês. Nas lojas com mercadorias promocionais da Copa, a catástrofe dos 7 a 1 acabou com todas as expectativas de venda na última e principal semana da Copa. O lucro ficou nos estoques encalhados.
                 A Copa acaba em clima de tristeza e decepção para os brasileiros. Mas a sabedoria garante que quando uma fase acaba, por pior que seja, é preciso mostrar força e entusiasmo para levantar a cabeça, trabalhar muito, virar a página e provar que somos um povo vitorioso cujo orgulho pela pátria supera com otimismo todas as dificuldades. Atitudes positivas garantem prosperidade e felicidade. Agora é preciso pensar no sucesso que nos aguarda este segundo semestre de 2014 e que a seleção virá renovada e forte em 2018.  Viva o Brasil!

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ecobarcos ajudam na despoluição da Baía de Guanabara


Ecobarco faz limpeza perto da Praia da Bica

              Nesta semana postei no facebook uma imagem de Ecobarcos em ação perto da orla da Ilha o Governador. Fiquei feliz e difundi a novidade porque agora são duas embarcações no trabalho diário de retirar o lixo que polui nossas águas. Tenho acompanhado o serviço do pessoal que opera essas embarcações e posso testemunhar que estão fazendo um trabalho sério, e todas as manhãs a equipe sai cedo do cais do Iate em busca de lixo.  
              Reconheço que ainda é muito pouco para a despoluição da baía, mas considero que é atitude correta elogiar e incentivar para que as autoridades ou órgãos responsáveis sintam-se estimulados e obrigados a multiplicar a quantidade dos Ecobarcos. Acho que a crítica em qualquer atividade – até no serviço público — é sempre necessária, como atitude racional e para que o desempenho melhore e não pare.
Não acredito que seja correta a atitude de uma minoria, incapaz de participar de nada, mas que está sempre contra tudo, sem nenhum motivo que justifique o mau humor. São contra os Ecobarcos porque consideram o resultado muito modesto. Mas é melhor do que nada, não é verdade? 
               Vai ser difícil despoluir a baía até as Olimpíadas, mas pequenos e grandes projetos estão sendo executados em busca desse objetivo cujos beneficiários seremos todos nós, principalmente quem mora nesta maravilhosa Ilha que hoje ainda é cercada de muita água poluída por todos os lados. Acredito que mesmo com essas tardias ações do homem, a natureza vai agir com mais força e a qualidade da água pode melhorar muito nos próximos anos, com praias em condições saudáveis de banho. O resultado positivo obtido no Manguezal do Jequiá, que há 37 anos era quase um lixão sem vida, me anima a pensar assim – passe por lá e veja você mesmo — para estimular os Ecobarcos a continuarem o trabalho de gota em gota.  

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 1 de julho de 2014

Na Ilha, vans e kombis irregulares agem livremente

No Cacuia, como nos outros pontos da Ilha, vans e kombis tomam 
todo espaço, prejudicando passageiros dos ônibus e o trânsito

              Chega a ser assustador o barulho que fazem motoristas e cobradores de vans e kombis que operam no transporte alternativo de passageiros no ponto de ônibus localizado na esquina das Ruas República Àrabe da Síria e Colina. Empresas e clientes de atividades que funcionam nos prédios em frente ao ponto são os que mais sofrem e vivem estressados diante do ruído provocado pela gritaria dos alto-falantes, instalados nesses veículos, para “capturar” passageiros. Em outros pontos de ônibus, como os que ficam em frente ao Mundial, no Cacuia; ao Shopping Ilha Plaza; na Portuguesa ao Banco do Brasil e junto ao Bradesco, no Cocotá, as reclamações contra as vans são pelo congestionamento e confusão que provocam, impedindo a operação de embarque e desembarque dos passageiros de ônibus. Entretanto na esquina da Rua Colina esses inconvenientes além de se repetirem, se multiplicam com a disputa de passageiros aos gritos, principalmente no final do dia.
              O problema é pontual e desafia as autoridades há alguns anos. Ao que parece essa estabilidade de irregularidades se mantém por omissão inexplicável das autoridades responsáveis. Como alguém que gosta da Ilha e tem responsabilidades públicas pode tolerar essa confusão cuja bagunça envergonha aos insulanos. Um absurdo! As pessoas que eventualmente circulam por aquela calçada sofrem assédio para entrar nas vans e alguns motoristas chegam a estacionar seus veículos, ocupando o ponto de ônibus por vários minutos, até que a lotação esteja completa, num gesto de desrespeito contra os ônibus que tentam atender seus passageiros. Onde estão as autoridades que tem a obrigação de agir permanentemente nesse local para disciplinar o embarque e desembarque de passageiros dos ônibus e das vans de modo seguro, sem tumulto e barulho?

joserichard.ilha@gmail.com