segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Passeios turísticos de barcas, nos fins de semana, são opção para lazer


Passeios bela Baía de Guanabara podem ser opção para lazer dos insulanos

             Logo que entrem em operação as quatro novas embarcações no trajeto Ilha x Centro, prometidas por Pezão, durante a campanha eleitoral, vou sugerir ao governador que determine à Concessionária CCR, a criação de viagens turísticas nos finais de semana e feriados. A ideia não deve ser nova, mas é muito boa para proporcionar lazer e divertimento para a população da Ilha do Governador, que não tem muitas opções para relaxar e, além disso, é um programa interessante para quem não conhece a Baía de Guanabara. 
              Muitos insulanos não usam as barcas para o deslocamento para o trabalho e, mesmo quem usa diariamente, não percebe as belezas e pontos turísticos que estão no entorno do trajeto até a Praça XV. Nem que seja apenas uma embarcação no sábado e outra no domingo, a programação poderá atrair moradores de bairros próximos e se tornar uma novidade para o lazer da população da cidade. Conversei sobre o assunto com diversas pessoas e amigos e todos gostaram da ideia destacando a confraternização que poderá ser gerada entre os passageiros. O trajeto pode ser simples incluindo Paquetá, Niterói e imediações do Pão de Açúcar. A experiência poderá proporcionar histórias, novas amizades e naturalmente muitas fotos da ponte Rio Niterói, da Ilha Fiscal e de outras paisagens lindas que a Baía de Guanabara oferece ao mundo, mas que muitos moradores do Rio de Janeiro ainda não conhecem.
              A Ilha tem vantagens que a sua geografia oferece e que nenhuma outra região da cidade possui. É necessário que haja criatividade, vontade e determinação para criar mais alternativas de diversão, serviços e negócios aproveitando os espaços marítimos em torno de toda Ilha. O tempo passa rápido e as oportunidades que a Ilha poderia aproveitar ficam para trás, enquanto a cidade se moderniza. Ou tem alguém interessado na estagnação do nosso desenvolvimento? Pode ser.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Miséria aumenta e atinge oito milhões de brasileiros


Casas em condições precárias abrigam famílias que vivem na completa miséria

              O Governo Federal divulgou nesta semana que a quantidade de pessoas miseráveis no Brasil aumentou em 2014. Agora são mais de oito milhões de brasileiros, que vivem e sofrem, na absoluta miséria, quase sem ter o que comer. Enquanto isso, as denúncias de corrupções milionárias, que beneficiam gente do próprio governo aumentam e estão sem controle. Além disso, centenas de escolas e hospitais continuam em estado precário em muitas cidades prevendo um futuro pior para mais brasileiros. Parece que nada muda nesse triste cenário de desonestidade e conivência com a desfaçatez. 
               Com essa notícia, curiosamente divulgada após o resultado das eleições, ficamos sabendo que a situação está muito ruim, e piorando, para grande parte de brasileiros. Não é justo. É desumano!
              Esse tempo pós eleições tem sido de notícias péssimas: aumento de energia, aumento da gasolina, dólar nas alturas e perspectivas sombrias na economia para os próximos meses. Esse clima de aumentos e incertezas nos permite entender, o que já sabíamos e a imprensa denunciava. A gravidade das contas públicas estavam contidas para não atrapalhar a estratégia do próprio governo, que acabou comemorando o sucesso desse plano com a reeleição da presidenta. Os meios utilizados fortaleceram a ilusão de que os brasileiros vivem num país sem crises. A verdade chega agora como um fardo que não acredito que todos possam carregar diante das incertezas que o futuro prepara, sobretudo, para esses oito milhões que vivem na extrema pobreza.
              Nossa luta deve ser pelo Brasil, mas começa pela Ilha do Governador onde precisamos garantir mais qualidade vida para todos os moradores sem exclusões, melhorando a mobilidade urbana e outras prioridades que conhecemos, coisas que só vão acontecer se exigirmos das autoridades a atenção que a região merece por sua importância estratégica na cidade. Não vamos desistir!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PM precisa agir para resgatar a confiança dos moradores da Ilha

               A aparente tranquilidade que a Ilha vivia antes da queda do comandante do 17º BPM, escondia uma trama criminosa que envolvia corrupção e atitudes de omissão da PM.  O preço pago pela conivência de setores da PM com tráfico de drogas enriquecia policiais que a sociedade confiava nas ações para defendê-la. Foi uma grande decepção. A sensação de segurança que muitos de nós atribuímos quando atravessamos a ponte tinha bases criminosas e não se sabe há quanto tempo. A PM retribuía os acertos com simbólicas e pontuais ações, provavelmente combinadas com os fora da lei. Nessas ocasiões só eram apreendidas armas velhas e pequenas quantidades de drogas. 
              Com a prisão do ex-comandante e tornado público o esquema de parceria com traficantes, a sociedade insulana ficou chocada e com medo das consequências de ações dos criminosos que, sem a facilidade de agir no comércio de drogas e acuados, mudariam suas ações para crimes no asfalto . A “paz” aparente teria chegado ao fim e ainda existe uma grande desconfiança de quem olha para o futuro de que o clima pode piorar. Todavia o alto comando da PM agiu rápido e colocou no comando do 17º BPM o Tenente Coronel Wagner Nunes, policial com 26 anos de experiência e cujas ações iniciais teriam desarticulado os esquemas de propinas. A continuidade dessas ações é uma das metas do comandante Wagner que tem atuado pessoalmente em diversas incursões nos pontos de tráfico e determinado à tropa vigilância permanente, de modo que a comunidade insulana resgate a confiança no comando da PM e tenha admiração por cada um dos seus policiais.
              Aproveito para registrar a marca de 1.700 edições que o Ilha Notícias completa com esta edição, nesses 38 nos de existência atuando como porta voz da população da Ilha do Governador.

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Atitudes de cidadãos

              Os insulanos se preparam para voltar às urnas neste próximo domingo (26) no segundo turno das eleições de 2014. A decisão para governador e presidente é muito importante e vai definir os rumos do Rio de Janeiro e do país pelos próximos quatros anos.  Acredito que a população da Ilha precisa refletir não somente sobre qual será a melhor escolha de voto, mas também avaliar certas posturas enquanto cidadãos atuantes na sociedade. Assim como esperamos um país melhor com o resultado das eleições, qualquer que sejam os vencedores, precisamos também mudar muita coisa na Ilha.
             Não imagino que possamos transformar a região num paraíso, mas como cidadãos, temos a obrigação, não apenas de cobrar, mas, sobretudo, de dar exemplos. A má notícia é que além do descaso das autoridades públicas, uma parte da população também contribui para a desordem nas ruas.
             Faz parte da rotina de muita gente: jogar papel no chão, estacionar sobre as calçadas, atravessar a rua perto de uma passarela ou da travessia de pedestres, fazer fila tripla em frente aos colégios na hora de saída, atrapalhando o trânsito, e dezenas de outras atitudes, cujo transtorno para a cidade provoca imagem negativa e péssimo exemplo para as gerações do futuro. 
              Os bons exemplos de cidadania devem ser praticados todo tempo. Muitas vezes são atitudes que precisam um pouco de esforço e nos afastam da zona de conforto com que nos acostumamos. Mas quem quer governantes sérios deve fazer a sua parte para ter direito de exigir. A mudança está em cada um de nós e as eleições podem ser um bom momento para essas reflexões. Como esperar que alguém possa governar com competência um povo cuja cartilha de cidadania só tem os seus direitos. A vida nas ruas, no trabalho e na comunidade também requer atitudes do cidadão.
 
joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Qual o papel e a força da Ilha do Governador no cenário político do Rio de Janeiro

Aeroporto, estaleiros, unidades militares. comércio forte e cerca de 300 mil habitantes são credenciais 
da Ilha do Governador para ter mais força política

              Depois que passar essas eleições, as lideranças e instituições locais devem repensar o papel da Ilha do Governador no cenário político da cidade e tomar atitudes para mudar essa posição de coadjuvante. A Ilha não deve ser considerada um simples bairro, mas uma região com 19 bairros densamente habitados e uma população perto de 280 mil pessoas. Esse número de habitantes pode ser comparado aos municípios mais populosos do estado os quais com área maior perdem longe da Ilha, que conta com cerca de 15 mil habitantes por quilometro quadrado.
Entretanto, na última década a representatividade e a força política da região encolheu.
             É inadmissível que o indicado para a subprefeitura não seja um morador da Ilha, num atestado desmoralizador que nenhum insulano tem a confiança do prefeito nem capacidade e liderança para assumir o cargo e as suas responsabilidades. Em razão dessa realidade, é bom que ninguém reclame da dificuldade do tempo e adaptação necessária que o representante do prefeito precisa para entender a região.
             Sem força política, a Ilha fica sujeita a situações constrangedoras como engolir e calar diante de uma ciclovia ridícula, pintada em cor vermelha nas laterais das pistas da Praia da Bica colocando em risco os ciclistas, que ficam absolutamente sujeitos a atropelamentos. Também é vergonhosa a forma contemplativa que se assiste a existência de dezenas de cavalos nas nossas principais vias e praças sendo açoitados de modo perverso por menores e obrigados a pastar nos canteiros que dividem as pistas da Estrada do Galeão. Outra contradição é a absoluta confusão gerada nas ruas pelas kombis ilegais que transportam milhares de insulanos sem a mínima segurança e provocam o caos no trânsito, além de confusão e algazarra nos pontos que antes eram dos ônibus. Sobra subserviência. É esse o papel da Ilha?

joserichard.ilha@gmail.com