quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Devem estar descalibrados os equipamentos que medem a poluição nas praias da Ilha

              Ando bastante assustado com o aumento do lixo que tem chegado a toda orla da Ilha. É um mau sinal, considerando que estamos a menos de um ano das Olimpíadas e a expectativa era de que nesse momento alguma medida saneadora já tivesse apresentando resultados. Minha preocupação ainda é maior porque a contaminação das águas deve estar muito pior do que se imagina, em razão dos altos índices de bactérias produzidas pelas matérias orgânicas apodrecidas que são vistas boiando ou chegam às praias. É um perigo invisível e cujos prejuízos à vida são origem de doenças graves. Outro lado escondido dessa ameaça trazida pelas águas que banham todas as nossas praias e, talvez, a mais perigosa é a poluição química despejada por indústrias clandestinas, cujos efeitos são fatais para toda espécie de vida. 
              Os tais índices de balneabilidade medidos pelo Inea ou outros órgãos oficiais, precisam ser recalibrados para medir esse caldo de líquido sujo que banham nossa orla, repleta de doenças e entulhos. Muitos já se referiram as águas da Baía de Guanabara como um verdadeiro esgoto a céu aberto. E eles não exageram. Pergunte aos pescadores acostumados a navegar no entorno da Ilha. Pedaços de animais, portas, colchões, sofás e milhares de outros objetos fazem parte do vergonhoso cenário de sujeira que ameaça nossa saúde e revela a dificuldade dos governos em tomar medidas corretas contra a poluição, e, por outro lado, o péssimo hábito da população que joga toda espécie de lixo no lugar errado. 
              Sinto falta de medidas sérias e urgentes para estancar o crescente processo de degradação da vida nas águas das nossas praias. É inacreditável que a realização das Olimpíadas ainda não tenha motivado a implementação das medidas certas para recuperar nossa Baía. E pelo andar da economia, com o país empobrecido, a solução dessa degradação ambiental deve ficar para um futuro ainda mais distante. Imagino que um dia possamos ver ações de despoluição substituídas por medidas que evitem novos despejos que contaminam e sujam a nossa Baía de Guanabara.

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A expectiva da população é boa com as mudanças no sistema de transporte de passageiros

              A mudança dos critérios da prefeitura para permitir o transporte de passageiros através das vans deve colocar nos eixos o sistema que até aqui era desorganizado e contava com muitos veículos piratas e em péssimo estado de conservação. Muitos falavam que quase oitocentos kombis e vans operavam na Ilha.
             Embora a população considere o serviço de transporte complementar essencial, as reclamações sobre o excesso de velocidade e a desobediência às regras de trânsito deixa outros motoristas, pedestres e os próprios passageiros assustados. A expectativa da população é de que os motoristas das 266 vans autorizadas aproveitem a oportunidade para conquistar mais passageiros e melhorar a imagem. Acho difícil que mudem, mas a oportunidade é essa.
             Acredito que os dez trajetos circulares, inicialmente autorizados pela Secretaria de Transportes, desde o dia 12, possam ser alterados e modificados diante das demandas e necessidades dos passageiros. As alterações devem ser entendidas como procedimentos reguladores para atender a população que se desloca dentro da região. E, para essa legião de passageiros as autoridades públicas devem dedicar esforços de modo a facilitar o acesso para todos os bairros da região, com segurança e conforto. 
             Na Ilha a mobilidade urbana é péssima, mas pode começar a melhorar a partir de agora. Isso, se houver atuação séria e constante de fiscalização da prefeitura e, principalmente, consciência e mudança de atitude dos donos de vans. Talvez, daqui para frente possa-se planejar um sistema simples de transporte de passageiros, integrado por vans, ônibus, BRT e barcas. A Ilha é uma região espetacular para o deslocamento de pessoas. A concentração de quase 300 mil pessoas em um território pequeno como o nosso, pode facilitar a implantação dessas operações. Que assim seja!!!

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Jornal Ilha Notícias comemora 39 anos de fundação

              Setembro é o mês de aniversário de fundação do Ilha Notícias e tempo de comemoração para todos nós que hoje trabalhamos neste jornal. Estendemos nossa alegria de festejar 39 anos de existência com os nossos leitores, anunciantes e com todos aqueles profissionais, que ao longo de quase quatro décadas, participaram da equipe do jornal, dedicando trabalho e talento. São centenas de pessoas, que durante esses anos ajudaram com trabalho e ideias nas 1745 edições do jornal.
             A importância do Ilha Notícias, na região da Ilha do Governador, é percebida pelo interesse dos nossos exigentes leitores, que a cada sexta-feira buscam no jornal, informações úteis e notícias sérias sobre os acontecimentos na região. A força do Ilha Notícias pode ser medida pelo crescente interesse da população em ler o jornal, fato que nos obriga aumentar a circulação e aperfeiçoar o sistema de distribuição de modo a proporcionar uma eficiente penetração do jornal em todas as camadas sociais e bairros da Ilha. 
              É permanente o nosso planejamento para garantir excelente qualidade gráfica aos leitores, obtida atualmente através de uma parceria com O Globo, fato que nos garante entregar aos leitores, exemplares com papel e qualidade gráfica semelhante aos melhores jornais do mundo. No setor editorial aperfeiçoamos a cobertura jornalística e buscamos proporcionar conteúdo editorial que provoque a reflexão do leitor, com opiniões claras e notícias exclusivas.
              Integrados na internet, utilizamos as plataformas digitais para distribuir notícias nas redes sociais e conquistamos, a cada dia, mais leitores virtuais em todo planeta, tornando os fatos da região acessíveis aos povos de todas as partes do mundo. 
Agradecemos a todos que confiam no Ilha Notícias e reconhecem nosso trabalho para oferecer um jornal cada vez melhor. 

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Os moradores do Cocotá precisam de uma Clínica da Família.



A vista ao mar fazia parte do projeto urbanístico inicial do Parque Poeta Manoel Bandeira

             A ideia de construir uma unidade da Clínica da Família no espaço destinado ao estacionamento da estação das Barcas do Cocotá é absolutamente incoerente. Se sobram vagas no estacionamento é porque o sistema de barcas não funciona como deveria. São poucas e velhas as embarcações e raros os horários, fato que espanta os passageiros. Aliás, um novo ingrediente de insegurança preocupa os passageiros: recentemente duas embarcações perderam o controle e bateram nos cais provocando pânico entre os passageiros. Uma vergonha!
             É incrível que alguma autoridade possa sugerir colocar tapumes em torno do estacionamento para reservar a área. Se o espaço, hoje não é todo ocupado por veículos, não é por falta de demanda e interesse da população em viajar de barcas, mas, principalmente pelo mau funcionamento e péssima operação do sistema marítimo. No dia em que funcionar bem, operando com barcas velozes e seguras o estacionamento não dará conta de tantos veículos. Até lá, é importante preservar os equipamentos e espaços, na esperança do sistema funcionar bem no futuro. Fechar a área de estacionamento condenará o serviço de transporte marítimo à extinção.
              O Parque Poeta Manuel Bandeira, mais conhecido como Aterro do Cocotá, foi criado para ser uma grande área de lazer para a população da Ilha. As instalações públicas no entorno – Fórum, Detran, UPA - são importantes e a instalação de uma Clínica da Família é essencial para atender, principalmente, as comunidades do Querosene e Dendê. Todavia o critério para escolha do Cocotá deve ser definido no entorno do parque e, nunca, na ocupação de parte do espaço de lazer.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Crise histórica sacrifica trabalhadores

         
 Muitas famílias vivem em situação de de miséria
             
             No momento que o país está mergulhado em uma crise econômica histórica e com muitos brasileiros sofrendo com o desemprego, resultado da má gestão do governo federal, somados aos inúmeros casos de corrupção e propinas milionárias prospectadas por dirigentes de estatais que fulminaram com os cofres públicos, o ministro da Fazenda Francisco Levy, pede que a população entenda e suporte ainda mais sacrifícios, é um absurdo.
              A vida nos gabinetes luxuosos talvez não tenha proporcionado ao ministro Levy a sensibilidade para entender o que é o sofrimento de um chefe de família que fica desempregado repentinamente, como tem acontecido, por exemplo, com os trabalhadores das empresas que terceirizavam serviços ou tinham grandes navios encomendados pela Petrobrás ou suas subsidiárias. 
            São dezenas de milhares de famílias que estão vivendo no desespero. E o governo, na quarta (5), propõe que o povo brasileiro seja leniente e colabore com mais sacrifícios através das absurdas medidas contidas nos ajustes fiscais. Todas contra a população e as empresas.
              Ora bolas, quem mentiu e administrou mal não foi o povo. Para vencer a eleição o governo diminui a conta de luz e vendia gasolina a preço menor daquele que importava. Natural que um dia o país ia quebrar. Sem rumo, agora querem culpar a população e colocar a conta nos ombros dos trabalhadores. Erram novamente. 
              Acertariam se tivessem a coragem de diminuir o próprio tamanho, reduzindo para uma meia dúzia o número de ministérios e adotando medidas severas contra os bandidos da corrupção, como faz a justiça de Sérgio Moro. Não tenho boas expectativas, acho que falta humildade e sobra incompetência.

joserichard.ilha@gmail.com