quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Assassinos do Boogie Woogie

Polícia procura os assassinos de
jovem morto no Boogie Woogie
Policiais da 37ª DP identificaram como Michel Alexander Pinto e Gabriel Alves da Silva, ambos de 23 anos, a dupla que assassinou Bruno Santana de Moraes, de 20 anos, morador do Booguie Wooguie, dia 4 de janeiro deste ano. Segundo a polícia, os acusados também eram moradores da comunidade e se envolveram com traficantes do Parque União, Avenida Brasil, local onde eles se esconderam após deixarem a comunidade de origem.
Michel e Gabriel já estavam sendo investigados por roubo de veículos praticados na Ilha, quando retornaram à comunidade e executaram Bruno Santana. Policias relatam ainda que, no dia do crime, a vítima estava em uma das ruas do Booguie Wooguie, com um grupo de amigos, quando os assassinos chegaram de automóvel, armados com pistolas e renderam todos. Ao apontar a arma para Bruno, os assassinos falaram: “eu não disse que ia te pegar”. Neste instante, ele e os amigos correram, mas a vítima foi alcançada e morta com 14 tiros.
Segundo informações da polícia, Bruno já teria envolvimento com atividades criminosas e, ultimamente, assim como os acusados, estaria integrando uma facção rival. Ainda de acordo com a 37ª DP, Michel e Gabriel estão com a prisão decretada, com base em depoimentos de testemunhas e Michel, teria em sua ficha criminal anotações por tráfico de drogas e roubos. A dupla está foragida.
O inspetor da 37ª DP, Marcelo Rosa, pede a contribuição dos insula-nos para que denunciem o paradeiro dos marginais, bem como suas vítimas se dirijam à delegacia para prestarem queixa e fazerem o reconhecimento dos assaltantes.
Dados do Comando do 17º BPM mostram que em dezembro de 2009, foram registradas 36 ocorrências de assalto à carro (25 roubos e 11 furtos de veículos). Somente em janeiro 23 carros somam às estatísticas.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Julio Cesar lateral do Flu

Julio Cesar, lateral do Fluminense, tem saudades da infância na Ilha
O craque está de volta às origens. Ex-morador da Ilha do Governador, o lateral-esquerdo do Fluminense, Julio Cesar, de 27 anos, vive momentos de grandes recordações e reencontros ao treinar com o tricolor, no campo da Portuguesa. Devido à reforma do gramado do estádio das Laranjeiras, o tricolor utiliza, provisoriamente, as dependências do clube desde o dia 18 de janeiro, e deverá ficar até março. Enquanto isso, Julio Cesar tem a chance de rever com mais frequência a família, os amigos e pisar no campo onde sua carreira começou.
- Agora, todo dia treinando na Portuguesa, posso matar a saudade da família, amigos e do bairro. Às vezes vou à casa do meu pai antes do treino. Quando não, visito depois que saio da Portuguesa. Estou muito feliz em treinar aqui, porque tenho muitos amigos – disse Júlio Cesar.
Vivendo uma boa fase na carreira, o jogador mostra que mais do que o gosto pelas quatro linhas, o exemplo que teve do pai foi fundamental. O jovem é filho do ex-atacante Cesar Coelho de Moraes, que jogou pelo Goiás, Vasco, Palmeiras e Seleção Brasileira, em 1981. A dedicação se refletiu no resultado em campo: Julio Cesar foi escolhido o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão 2009, pelo Goiás, clube que defendeu até dezembro do ano passado. O atleta também integrou times, como: Bangu, América do Rio Grande do Norte, Flamengo, Marília, Cruzeiro, Náutico, Goiás e, desde o início deste ano, integra o elenco do Tricolor. Entre os títulos, o jogador coleciona: a Taça Guanabara e os Campeonatos Carioca, Mineiro e Goiano.
Torcedor da União da Ilha, Julio Cesar tem uma história de amor com o bairro. O jogador morou nas “Casinhas”, Portuguesa, até os 24 anos. Antes ele viveu em São Paulo com a mãe, Silvia Boggian, até os 14 anos, quando veio morar com o pai, na Ilha, para investir na carreira futebolística. Na época, a vontade de se tornar um jogador de futebol já era evidente. Para ele, o Rio de Janeiro era sinônimo de oportunidades, o que mais tarde se confirmaria com o ingresso de Julio nos campos da Portuguesa, nas categorias de base.
– Sempre gostei de jogar futebol. Vi meu pai jogar e acompanhei a trajetória dele. A experiência na Portuguesa foi legal, tenho muito carinho pelo clube, pelo presidente Antônio Augusto e pelas pessoas. Foi a base de tudo. Eu treinava de manhã e estudava de tarde. Joguei nas categorias Infantil e Juvenil – conta o jogador que estudou nos Colégios London e Brigadeiro Eduardo Gomes.
A Ilha sempre foi o sonho de Julio Cesar. Ele relembra que quando era criança, e ainda morava em São Paulo, ficava ansioso para chegar o período de férias e vir para casa do pai, onde aproveitava os momentos de lazer com os amigos. A brincadeira predileta era jogar bola nas pracinhas da Portuguesa. O lateral-esquerdo conta que quando as férias acabavam ele não queria voltar para São Paulo e sim ficar na Ilha, na companhia dos amigos.
– A Ilha é tudo pra mim. Foi aqui que passei toda a minha infância. Tenho muitos amigos e guardo grandes saudades do bairro. Vivenciei momentos maravilhosos. Sempre que tenho folga eu venho pra cá visitar minha família e amigos. Em São Paulo é mais difícil fazer amizades, o pessoal é mais voltado para o trabalho – diz o jogador saudosista.
joserichard.ilha@gmail.com

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O povo não merece!

Está muito difícil
É indiscutível a grandeza da Ilha do Governador no cenário da cidade do Rio de Janeiro. Com cerca de 350 mil habitantes, tem vida própria e produz riquezas e impostos que ajudam o progresso do Estado e do Município.
Não acredito que a situação de abandono das comunidades e a lastimável conservação das ruas e praças sejam da vontade do prefeito ou do governador.
Mas a verdade é que tanto os moradores das comunidades carentes, quanto quem mora nos bairros de classe média, estão reclamando. O Morro do Dendê com cerca de 30 mil habitantes e o Complexo dos Bancários com outros 15 mil habitantes não tem um único posto do PSF (Programa de Saúde da Família), que conta com recursos disponíveis do Governo Federal. É uma vergonha!
De outro lado as ruas do Jardim Guanabara estão totalmente esburacadas e os eventuais remendos no asfalto se esfarelam na primeira chuva. O prejuízo dos motoristas com o sistema de amortecedores pesa no bolso, sobretudo, nesse início de ano quando o pagamento em dia do IPVA é exigido, sob pena do veículo ser rebocado para os depósitos do Detran. Além das pesadas multas.
Continua portanto o mesmo enredo: para a população (eleitores) o rigor da lei. Mas para os governos e “autoridades”, a injusta e a prepotência do poder. Espero que tanto o prefeito como o governador (que reconheço como homens de bons propósitos e competentes), sejam mais rigorosos com seus subordinados que estão transformando parte da cidade em locais de péssima qualidade de vida.
Solução existe, mas falta atitude. O povo padece e não merece!
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Barcas velhas e condenadas ocupam Estação do Cocotá e moradores reagem
Quatro embarcações com mais de 40 anos de uso e que devem ser transformadas em ferro-velho, brevemente, estão ancoradas junto a Estação das Barcas do Cocotá. Segundo a reportagem do Ilha Notícias apurou, essas barcas foram proibidas de ficar no cais da cidade de Niterói porque atrapalhavam o movimento das outras embarcações. A empresa Barcas S.A diz que as trouxe para a Ilha do Governador, mas ainda não sabe o destino que será dado a elas. Enquanto isso, elas prejudicam a atracação das barcas que fazem o trajeto Ilha x Praça 15, pois um dos lado do píer fica ocupada. Moradores do bairro rejeitam a idéia do local se transformar num depósito de sucatas onde podem proliferar mosquitos além de trazer outros problemas.
Comunidade reage contra barcas velhas
Quem passa nas proximidades do Terminal das Barcas, no Cocotá, pode observar já ao longe quatro embarcações bem antigas, de propriedade da concessionária Barcas S/A, que estão ancoradas na estação. A empresa afirma que está em andamento, na agência reguladora (Agetransp), um procedimento administrativo de baixa das embarcações Lagoa, Itapetininga, Urca e Santa Rosa. A concessionária ainda não sabe o destino das embarcações. Informações, no entanto, dão conta que a empresa teria sido obrigada a retirar as embarcações velhas do cais de Niterói e obteve autorização para deixá-las ancoradas no Cocotá. O fato, entretanto, já revolta a população que reage a idéia do Cocotá se transformar em um cemitério de embarcações inservíveis, o que prejudica a beleza dos contornos do litoral.
Na opinião do insulano Carlos Júnior, as barcas enfeiam o cenário e dão um ar antiestético à região. “As embarcações velhas prejudicam a paisagem o bairro. Não sabemos aonde isso vai parar.”
A preocupação de Janaína Rovari com as barcas paradas no cais é pelo medo do local se tornar propício para o desenvolvimento de focos do mosquito da dengue. “A Barcas S/A está fazendo o Terminal do Cocotá, de depósito de barcas velhas. Com as chuvas intensas, a água se acumula formando criadouros do mosquito da Dengue.”
Denise Figueira concorda e vai além. “As carcaças dos pneus sem uso, servirão, progressivamente, de abrigo para mosquitos, bichos e quem sabe demais perigos.”A concessionária informou que uma equipe de inspeção naval da Capitania esteve no local e constatou que as embarcações estão fora de tráfego, em total segurança. Ainda de acordo com a empresa, as barcas não representam risco de poluição, pois todo o combustível e óleo foram retirados de seu interior. Sobre o perigo das barcas se transformarem em focos da dengue, a concessionária assegurou que foi realizado o procedimento de dedetização e combate às larvas do mosquito Aedes Aegypti, nas embarcações e na estação, em janeiro deste ano. (fonte IN-1455)
joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cuidado com a motos!

Nesta semana, em uma ação que durou poucos minutos, a polícia apreendeu, na Ilha, cerca de oito motos em situação irregular, com condutores inabilitados, ou sem capacete. Estatisticamente, se os agentes dedicassem mais algumas horas na ação fiscalizadora iriam lotar o depósito do Detran, para onde foram transportadas as motos. É incalculável a quantidade de motocicletas que circulam pela Ilha, ilegalmente. Veículo rápido e que possui excelentes recursos para fugir de engarrafamentos é muito utilizado também para atividades fora da lei, em toda cidade. Na Ilha nem tanto. Mas, se a polícia relaxar na fiscalização daquelas que circulam inocentemente na frente dos agentes, sem placas e com os condutores sem capacete, a situação pode mudar rapidamente, como foi o caso da proliferação instantânea das kombis irregulares, há poucos anos, e que transformaram num caos o transporte de passageiros. É urgente e indispensável que o 17º BPM tenha uma boa equipe de motociclistas para combater quem hoje trafega ilegalmente na cara de todos nós sem ser perturbado. O combate dos pequenos delitos é a solução para evitar grandes problemas no futuro. Torço que a nossa PM não ouça o ministro Tarso Genro que desdenhou das ações do Choque de Ordem e institua, imediatamente, ações para frear a circulação desse batalhão de motoqueiros suspeitos. Aproveito para registrar o bom trabalho que o Coronel Gilberto Chagas vem realizando no comando da PM da Ilha, nas férias do Cel. Cid Souza. Parabéns!
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