sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jornal Ilha Notícias completa 35 anos




 Neste domingo (4), o jornal Ilha Notícias completa 35 anos de existência. Para quem ainda não sabe, vai aqui um pouco da história: o jornal foi fundado por três sócios: Humberto Neves, Geraldo Rocha e José Richard e a primeira edição foi distribuída durante o desfile cívico da Semana da Pátria de 1976. Na época, o político mais atuante na região era o médico Maurício Pinkusfeld que exercia o mandato de deputado estadual. Ele proporcionou, na Assembléia Legislativa, diversas homenagens ao jornal e ajudou, nessa etapa inicial, com a sua atuação de homem público sério, a dar credibilidade ao jornal publicando a coluna semanal "Tribuna da Ilha" que tratava da defesa dos interesses dos moradores.

 Humberto Neves – que está na glória, e Geraldo Rocha deixaram o jornal poucos anos após a fundação e eu segui com o projeto do Ilha Notícias que atualmente é tocado pelo meu filho mais velho, o Daniel, cuja formação é na área de comunicação com especialidade em marketing. Um dos funcionários que permanece desde a fundação é o publicitário José Givigi. Ele junto com a repórter Leila Taufie - proprietária da loja de festas Kazinha - foram desbravadores. Centenas de pessoas já trabalharam no jornal e contribuíram para o seu desenvolvimento. A todos, sem exceção, sou grato e reconheço o quanto foram importantes para transformar o Ilha Notícias num projeto vitorioso que resiste há 35 anos. O jornal mantém arquivadas e, em bom estado, todas as edições – que também estão disponíveis nas bibliotecas públicas do município e do estado, além da Biblioteca Nacional, onde suas páginas estão digitalizadas. A maior parte da história da Ilha do Governador, a partir de 1976, está preservada.

 Reconhecido pelos profissionais e catedráticos de comunicação como um dos principais jornais de região do Brasil, o jornal completa 35 anos dividindo com os leitores o sucesso e renovando o compromisso de fazer a cada edição um jornal melhor, com informações de utilidade pública e notícias com qualidade e de interesse da população. Uma verdadeira tribuna da Ilha.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sonho que virou pesadelo




 O naufrágio nesta semana de uma das embarcações abandonadas no Terminal das Barcas no Cocotá é a prova do desinteresse da empresa Barcas S/A, com o trajeto marítimo entre a Ilha do Governador e a Praça XV. É um desrespeito contra a população que lutou para ter a alternativa saudável do transporte marítimo num local central como o Cocotá. Aliás, nunca o transporte marítimo de passageiros funcionou direito na Ilha. O descaso com a antiga estação da Ribeira, sob os argumentos que a localização dificultava o acesso e não tinha espaço para o estacionamento de veículos, motivou a mudança para o Cocotá e trouxe esperanças de uma integração para valer com as linhas de ônibus da Ilha. Um sonho que virou pesadelo para muitos moradores que acreditavam que o enredo deste filme não fosse uma comédia, cujos palhaços e simples coadjuvantes, são os passageiros das barcas.

 Informações dão conta de que as três embarcações, que apodrecem no Cocotá, foram vendidas como sucata a uma empresa de ferro velho de Niterói. Elas seriam rebocadas até lá, fato que livraria o Cocotá da vergonhosa alcunha de cemitério de embarcações. O Terminal do Cocotá nunca atendeu os passageiros como deveria, ou seja, só com embarcações velozes como os catamarãs, que reduziriam o tempo de viagem para menos de quinze minutos, e horários a cada trinta minutos, entre 6h e 20h. Construído com dinheiro público, contou, na inauguração, com a presença da governadora Rosinha, fato que permitia sonhar que nunca seria usado também como ancoradouro de embarcações imprestáveis.

 Com o naufrágio, a sucata gerou um contencioso ambiental cujos desdobramentos podem trazer problemas graves como vazamentos de óleo e consequente poluição das margens e praias da Ilha. O custo para içar, desmanchar e transportar a carcaça naufragada gerou um problema ainda sem aparente solução. O perigo é que as outras duas barcas, bastante enferrujadas, podem ter o mesmo fim, se não forem retiradas logo do Cocotá.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tubiacanga precisa de atenção




 No bairro de Tubiacanga tem um restaurante conhecido pelo nome de Capitania dos Copos, cuja culinária é especializada em peixes e frutos do mar. O proprietário é o arquiteto Brandão. Ele, junto com a família, e mais uma excelente equipe de colaboradores mantém, já há alguns anos, a casa entre os destaques da imprensa especializada como um dos bons locais da cidade para saborear quitutes do mar. A comida é de qualidade, o atendimento é feito por garçons experientes e os pratos ganham um tempero muito saboroso nas mãos de Brandão. Situado às margens das águas calmas da Baía de Guanabara – pelos lados do aeroporto – a Capitania dos Copos tem seus clientes cativos, mas merece ser conhecida por todos que apreciam a boa mesa.

 Tubiacanga, entretanto, continua esquecida pelas autoridades. Sempre que há eleições uma ou outra melhoria temporária é patrocinada pelos políticos e esse enredo se repete desde que a região existe. O bairro é vítima do jogo de empurra, principalmente da Infraero, cuja inoperância é gritante nos próprios aeroportos que administra. O órgão já manteve uma cancela e seguranças no início da estrada, com cerca de um quilômetro, que dá acesso à Tubiacanga. A justificativa era controlar o crescimento do bairro no sentido da pista principal do aeroporto, mas a medida só trazia "terrorismo" aos moradores que precisavam reformar ou ampliar suas casas. O tempo passou e a região não recebe as obras de infra-estrutura que precisa. Parece que o tempo parou em Tubiacanga. A pracinha é uma vergonha. Totalmente abandonada, está no mesmo estado dos terrenos que margeiam a velha e escura estrada, onde o mato serve de esconderijo para bandidos e a desova de veículos roubados. Sem falar das vítimas de assassinatos insolúveis, cujos corpos são abandonados no silêncio das noites.

 Tubiacanda pede ajuda. A Capitania dos Copos também. Com segurança e iluminação, o bairro poderia prosperar em qualidade de vida e motivar mais gourmets a conhecer os pratos do Brandão.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A questão das grades em praças






 Está em discussão no Rio se as praças devem ser cercadas por grades ou não. Acredito que são situações diferentes para cada praça ou parque, seja na Ilha, ou em qualquer outro lugar do Rio. Depende da localização e dos equipamentos urbanos instalados. Existem praças que podem ser cercadas porque são verdadeiros monumentos da cidade e precisam ser preservadas da ação de vândalos. Deveriam estar sempre protegidas pela guarda municipal. O que todas, sem exceção, precisam é de iluminação, muita iluminação, a noite toda.

 Algumas têm características diferentes e por serem equipadas com brinquedos, precisam ser mantidas limpas e protegidas para garantir a saúde e segurança das crianças. Mas tudo depende também da cultura local e sobretudo da educação das pessoas que frequentam as praças. Não imagino que a vizinhança, que leva seus filhos para brincar e se divertir nos brinquedos da pracinha, admita fezes de animais. Ou que queiram, de bom grado, suportar bêbados ou drogados reunidos à noite nos bancos e gramados.

 Imagino que não seja difícil manter uns locais cercados e outros sem os gradis. Basta tomar a decisão certa e olhar de modo igual todas, considerando sempre a opinião da vizinhança. É preciso ter em mente que a prioridade deve ser garantir o acesso de todos, mas com cuidado, para que esses locais não se tornem privilégios de grupos ou de desordeiros. As praças públicas não são locais para jogar lixo, estacionar o carro velho, servir como banheiro de animais, etc. As pracinhas precisam ser tratadas com atenção para proporcionar espaços para lazer, diversão, jogos e sobretudo segurança à comunidade, principalmente as do entorno. As praças são para pobres e ricos. E todos precisam ser respeitados nos seus direitos para que nesses locais públicos possam confraternizar, criar amizades e serem felizes.


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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Falta de fiscalização em kombis e vans é um risco



 O risco que os passageiros que utilizam kombis sofrem no dia-a-dia para se locomover é terrível. É um transporte feito por veículos que não foram projetados para dar segurança e conforto a passageiros que embarcam e desembarcam a todo momento. Numa kombi particular todos passageiros são obrigados a usar cinto e isso não acontece normalmente. Pior, essas kombis trafegam, quase sempre, de portas abertas em curvas e em alta velocidade, podendo projetar passageiros a qualquer momento. A irresponsabilidade pela inexistência de fiscalização é proporcional a irresponsabilidade dos motoristas que conduzem essas viaturas com superlotação, fato que obriga o cobrador a viajar no lugar das bagagens em cima do motor. Sem preocupações ou regras para conduzir passageiros, elas cruzam sinais fechados e travessias de pedestres, colocando em risco, além dos passageiros, as pessoas nas ruas e os outros veículos.

 É uma batalha diária de sobrevivência ser passageiro de kombi. Pior agora, com o registro de assaltos ocorridos dentro desses veículos, e de acordo com algumas vítimas, os crimes foram praticados pelos próprios motoristas e cobradores. No último mês foram pelo menos três assaltos, todos realizados à noite e com vítimas mulheres. Não bastavam os problemas que as kombis e vans causam no trânsito, provocando verdadeiro caos nas ruas, agora andar de kombi à noite tornou-se uma aventura. 

 Cabe as autoridades policiais investigar e prender rapidamente os bandidos, antes que o pavor se espalhe e a desconfiança atinja trabalhadores honestos que atuam com dignidade dirigindo kombis e vans com responsabilidade, e prestando um serviço digno à população que utiliza esse meio de transporte.


joserichard.ilha@gmail.com