Inevitavelmente, todo ano nessa época, as chuvas de verão causam grandes prejuízos materiais e, pior, acabam ceifando vidas. Belo Horizonte é uma das cidades mais atingidas nessa temporada, mas poderia ser o Rio de Janeiro mais uma vez, como em outros anos, e mais especificamente, a Ilha.
Há dois anos, em uma tempestade com ventos muito fortes, os insulanos se viram no meio ao caos, sem luz, com abastecimento de água intermitente e imposssibilitados de se locomoverem pelas ruas da região, devido a quantidade enorme de árvores, mais de 300, que foram, literalmente, arrancadas do solo. Aliás, qualquer chuva mais forte, se combinada com a maré alta, acaba trazendo grande impacto em nossas vias por razões óbvias.
De lá pra cá o que mudou? Aparentemente nada. Afinal, não houve obras significativas de nenhum governo, seja municipal, estadual ou federal com o objetivo de diminuir o problema. O solo está cada vez menos permeável por conta do cimento, asfalto e construções. Os esforços dos ambientalistas não encontram eco para mudar racionalmente a ocupação do solo. A população, por sua vez, continua jogando lixo nas ruas, nos rios, no mar e em todo local impróprio, ações que acabam obstruindo o fluxo da água quando chove.
Se você faz as mesmas coisas todos os dias, não espere resultados diferentes. Essa frase, com pequenas mudanças, que é atribuída a diversas personalidades diferentes, reflete exatamente o que vivemos nessa época de chuvas. As pessoas parecem ter memória fraca e se espantam com as mesmas consequências todos os anos. Incrível.
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